José Paulo Florenzano (parte 2)
Cientista social comenta sobre questão da rebeldia e da religião no futebol e os processos sociais
Bruno Camarão,Marcelo Iglesias
Nesta sexta-feira, a Cidade do Futebol publica a segunda parte da entrevista realizada com o professor José Paulo Florenzano, graduado, mestrado e doutorado em Ciências Sociais pela PUC-SP, e que possui larga experiência na área de Antropologia do Esporte.
Autor do livro "Afonsinho e Edmundo - a rebeldia no futebol brasileiro", Florenzano
focaliza a produção do jogador-disciplinar exigido pela modernização do futebol nacional a partir dos anos 1960.
"O Edmundo se recusa a ser aquilo que a estrutura hoje impõe para o atleta: um jogador visto com bons olhos, que cultiva uma imagem comercial para ser explorada, vinculada a uma série de produtos. O Ronaldo é um bom moço, o Ronaldinho Gaúcho também, o Kaká, e uma série de outros atletas. O Edmundo, realmente, se recusou a desempenhar esse papel", aponta.