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26/01/2017

Efeitos da idade relativa na seleção de talento no futebol

O Brasil é caracterizado pela grande quantidade de talentos referentes ao futebol, mas pouco se sabe de onde vem esse talento. Segundo Guenther (apud DA SILVA, 2006), costuma-se empregar a palavra talento para conceituar pessoas com atributos ou características admiradas e valorizadas pela cultura e momento histórico.

O estudo do talento pode abranger várias áreas, na Educação Física emprega-se o termo “Talento esportivo” para designar pessoas talentosas para o esporte. Kiss (2004) classifica talento esportivo como as pessoas que possuem aptidão (condição em um determinado instante) especial, grande aptidão ou grande potencial, para o desenvolvimento esportivo.

Para Bohme (1994), o indivíduo que, por meio de suas capacidades herdadas e adquiridas, possui aptidão especial para o desenvolvimento esportivo acima da população em geral, é reconhecido como talentoso para o esporte.

Entretanto, reconhecer um talento no futebol não parece uma tarefa difícil, afinal quando assistimos aos gols de Pelé e Romário, aos dribles desconcertantes de Garrincha e Ronaldinho Gaúcho, logo percebemos que estamos lidando com pessoas extremamente talentosas. Agora a tarefa difícil parece ser a descoberta de onde vem o talento, isto é, nascemos talentosos ou adquirimos as habilidades quando nos deparamos com um ambiente privilegiado?

Estudos realizados na música (ERICSSON et al, 1996; HOWE, DAVIDSON e SLODOBA, 1998) e nos esportes mostram uma grande relação entre o treinamento acumulado e o desempenho atingido.

Para ler o artigo na íntegra, basta clicar aqui.

Comentários

  1. Profile photo of Bruno Bruno disse:

    Segundo um estudo que se encontra no capitulo primeiro do livro “Outliers” (Gladwell,2008) o efeito da escolha mais o efeito do tempo dedicado aos treinamentos (teoria das 10.000 hrs) da razao a escolha dos atletas nascidos no primeiro semestre que no geral sao biologicamente mais maduros. Como os resultados dos atletas nascidos no primeiro semestre sao aqueles que geralmente alcançam exito no percurso de formaçao devido fortemente as estes 2 fatores, as escolhas tendem a ser uma sò. Seja por uma questao imediata (atletas fisicamente mais prontos para jogar) como a longo prazo (teoria das 10.000 horas) com os mesmo jogadores. Parabens pelo texto ! Abraços!

  2. HÉLIO CEZAR TEODORO disse:

    Ora, esta questão da fonte do talento não é mais segredo, pois, ele está na qualidade da mente do atleta, e transpondo os aportes teóricos do psiquiatra argentino, Ruben Feldman Gonzalez, para o futebol, tendo, segundo ele, o ser humano três estados cognoscitivos (A,B e C), o jogador mediano funcionaria apenas no estado “C” da mente, âmbito do pensamento/razão/intelecto, com todas as suas limitações, e um craque talentoso, um Pelé, por exemplo, no mínimo, funcionaria em um nível acima que é o estado “B” da mente, que é a área da inteligência. E o que fazem os diversos profissionais em virtude de de desconhecerem tais aportes teóricos, usando aqui a metáfora da lagarta e da borboleta, fazem somente formar super-lagartas, ou seja reforçam mais o estado “C” da mente com todo o prejuízo que lhe é inerente, abortando a eclosão dos possíveis craques, que só surgem no estado “B”. Então, nesta nova abordagem não cabe o “método positivo” de burilar o atleta, através de ideais, esforço, disciplina, metas, etc., que são recursos para se criar super-lagartas, musculosas, verdadeiros maratonistas, mas burros, seres robotizados, e sem a vivacidade do craque, ao contrário, nós temos que dar um salto para uma dimensão outra, superior, tanto em energia, quanto em resistência orgânica, quanto em poder de criação, ou seja, revoluciona toda a nossa forma de trabalhar o futebol, pois, na verdade nós com o paradigma atual estamos é destruindo os nossos craques, pois, fazemos tudo para impedir a sua metamorfose, aqui humana, claro. Então como se faz para ativar este estado “B” da mente: simples, segundo os gregos existem no mínimo quatro formas de percepção,de ver, que são, “blepen”, “teorein”, “eiden” e “opsetai”; “blepen” e “teorein” são as mais baixas capacidades de cognoscibilidade, porque ver é também cognoscibilidade, que é o estado “C”; “eiden” seria o estado “B” e “opsetai” seria o estado “A”. Então, coisa que ninguém sabe, o ser humano tem que aprender a ver, e como ninguém ensina tal coisa para ele, ele fica no modo mais fácil e elementar sob o engano de achar que já nasce pronto e assim não precisar fazer mais nada. Ledo engano, pois, a inteligência não pode ser dada pronta e de graça, pois, senão não seria inteligência, e portanto, todo indivíduo na sua trajetória educacional teria que ser ensinado a ativá-la, mas quem é que sabe isto?. E como seria este ver total (o estado “c” é um estado de percepção fragmentário, trata-se na verdade de uma desconexão da realidade em que cada ser humano se insere numa gradação nesta desconexão, uns mais, outros menos), não seria usar todos os sentidos juntos (para ver o todo, eu uso todos os sentidos juntos, não é lógico. Este sendo o primeiro passo)? Como? Isto, e todos os passos subsequentes, você pode encontrar no livro, ‘FUTEBOL, UMA REVOLUÇÃO À VISTA: DECIFRADOS, ENFIM, OS SEGREDOS DA GENIALIDADE DE NOSSOS CRAQUES”, pelo Clube de Autores. Abraços.

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