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30/03/2017

Ensino-aprendizagem-treinamento e estilos de aprendizagem no futebol

A aquisição de um novo conhecimento, comportamento ou atitude representa o êxito no processo ensino-aprendizagem. Na escola ou no esporte, diferentes métodos didático- pedagógicos são utilizados pelos professores e treinadores, com o intuito de transmitir informações, conhecimentos ou ideias para os alunos e atletas, nem sempre com resultados positivos.

Neste estudo, com pesquisa realizada em artigos e outros trabalhos já publicados, podemos utilizar o conhecimento existente sobre o processo ensino-aprendizagem educacional para otimizar o mesmo no esporte, mais especificamente no futebol, identificando além dos estilos de aprendizagem, as igualdades, as diferenças e as semelhanças deste processo e de suas abordagens nas duas áreas em questão.

Ensinar princípios socioeducativos, promover as potencialidades esportivas, melhorar a performance individual e coletiva de seus praticantes, o profissional do esporte trabalha diariamente com o intuito de transmitir informação, conhecimentos ou ideias para seus aprendizes e atletas, navegando em uma sucessão de tentativa e erro, erros e acertos, tendo geralmente o tempo como seu inimigo, na busca triunfante de seu propósito final.

O treinador de futebol tenta através de sua metodologia de trabalho e estilo de liderança introduzir sua filosofia de jogo durante os treinamentos e partidas, passando da teoria para a prática o modelo de jogo visualizado por ele para sua equipe, encontrando, entre outros procedimentos, exercícios que auxiliem seus atletas a alcançar um melhor entendimento possível do modelo em questão, resultando em uma melhor performance.

Encontrar melhores meios de transmitir informações, entender os estilos de aprendizagem, identificar abordagens pedagógicas que simplifiquem e auxiliem o treinador de futebol no processo ensino-aprendizagem foi o que me inspirou na construção deste estudo.

Para ler o artigo na íntegra, basta clicar aqui.

Comentários

  1. HÉLIO CEZAR TEODORO disse:

    Edvaldo, todas estas metodologias analisadas em seu trabalho pecam em vários pontos que as inviabilizam como instrumentos pedagógicos: O aprender não é só meramente acumulativo, mas, também momento a momento sem acumulação, que é o verdadeiro aprendizado, pois, se for acumulativo como é que se aprende algo novo? Baseiam-se na transmissão de conhecimentos, pelo chamado “método positivo”, que é dizer às pessoas o que se deve fazer, transmitindo princípios, etc., que pedagogicamente é um erro, pois que não permite que o estudante/atleta apreenda o conteúdo por si mesmo, e além disto não percebe a limitação do conhecimento, pois o conhecimento é só do passado, do que passou, pois não podemos conhecer o que está acontecendo neste momento e nem o que virá no futuro, e portanto, o conhecimento fora da área tecnológica só leva a uma reação inadequada ao desafio, que é o novo, o que denominamos de problemas e ou incompetência; na existência existem dois campos, o tecnológico e do fazer prático, de um lado, e de outro, o campo do relacionamento, da psique, com leis totalmente diferentes e que exigem instrumentos específicos, e que no entanto, em virtude do ser humano não perceber tal fenômeno, usa somente o instrumento insuficiente do pensamento nas duas áreas o que causa todas as nossas desgraças e misérias; a atual pedagogia também não percebe a insuficiência e os equívocos do chamado ideal, do vir-a-ser, de princípios, valores, da chamada dualidade em buscar o oposto para transformar, corrigir e ou eliminar um problema (enquanto estou tentando transformar minha violência, como exemplo, na não-violência, neste ínterim continuo operando na área da violência, porque não mudei ainda, e portanto, não há mudança nenhuma, só agregando mais conflitos, esforço e sofrimento à sua vida, e ainda, minhas qualidades sou eu, ou sou violência, e pode a violência mudar a violência em outra coisa diferente da violência? Não pode, é uma impossibilidade lógica. Então, o que fazer? A solução está no próprio problema e não fora dele, eu tenho que olhar o problema e compreendê-lo, e então ele está solucionado. Eu não preciso buscar a resposta em outro lugar, como todos nós fazemos, implícitos nos chamados objetivos, metas, força de vontade, esforço, disciplina, entende?); a mente tem outras qualidades além do pensamento/razão (não é o pensamento que compreende), que é a inteligência, e por desconhecer que a inteligência não pode ser dada de graça e nem ensinada e ou cultivada, pois, o indivíduo tem que fazer um trabalho específico para ativá-la, os educadores caem no erro de só trabalhar o intelecto/pensamento, que na prática só entopem os alunos de conhecimentos, teorias, princípios, valores, que leva somente ao esforço inútil, sofrimentos, pois que sem a inteligência para usar aqueles (o conhecimento, etc.), que na verdade assemelha-se a um estupro mental, entre outros equívocos deste atual paradigma. E sabia Edvaldo, que uma mente que tenha equacionado tudo isto de forma correta, é a mente do craque? Exatamente, o craque é craque porque sabe operar o instrumento chamado mente de forma correta, e é isto que o torna diferenciado. Caso você queira e ou se interesse, isto pode ser melhor visto no livro “Futebol, uma revolução à vista: Decifrados, enfim, os segredos da genialidade de nossos craques”, Pelo Clube de Autores, onde consta uma lista com os cem erros da mente humana adquiridos neste nosso atual paradigma. abraços.

  2. Obrigado H.C. Teodoro pelas informações e pelas dicas. Parabens pelo livro tb.
    Neste trabalho tentei encontrar meios de otimizar o entendimento dos comportamentos táticos pretendidos pelo treinador pelos atletas, buscando na pedagogia existente algumas relações em comum que facilitariam este processo.
    Em minha carreira como Treinador, encontrei atletas que absorviam as informações com mais facilidades do que outros, e que alguns, nunca compreenderam realmente o que eu pedia, inteligencia ou não, percebi que cada um tem seu estilo preferido de aprendizagem, e com ele os objektives podem ser alcançådos mais facilmente, sendo assim, me permiti mergulhar neste tema e tentar encontrar algumas respostas.
    Obrigado mais uma vez, parabens e um abraço.

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Sobre a Universidade do Futebol

A Universidade do Futebol é uma instituição criada em 2003 que estuda, pesquisa, produz, divulga e propõe mudanças nas diferentes áreas e setores relacionados ao universo do futebol, enquanto atividade econômica e importante manifestação de nosso patrimônio cultural, nas dimensões socioeducativas e no alto rendimento, e que conquistou o reconhecimento e credibilidade da comunidade do futebol.

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