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13/12/2016

O futebol entre a realidade e a fantasia

A tendência é que essa interatividade cresça nos próximos anos

Término do Campeonato Brasileiro e início daquela mesma sensação de saudades que acontece todo final de ano ao sentir a falta que o futebol de toda semana fará. Esse sentimento tornou-se ainda mais forte nos últimos anos, pois além da torcida dentro de campo, cada vez mais fãs também aderiram ao “vício” de competir com amigos e desconhecidos em plataformas de Fantasy Game como o caso do Cartola FC.

A tendência é que essa interatividade cresça nos próximos anos e há razões claras para acreditar nisso. O próprio Cartola FC é um bom exemplo ao obter um grande crescimento desde a sua criação há 12 temporadas atrás.

Se compararmos somente as temporadas de 2015 e 2016, já é possível entender esse grande avanço, com o desenvolvimento de conteúdo exclusivo aos participantes, maior interatividade, criação de uma versão paga pelos usuários e maiores oportunidades para marcas interessadas em se comunicar com esse público. A Rede Globo, proprietária do Cartola FC, também começa a ter frutos como negócio, com faturamento estimado com a versão paga de R$ 500 mil por mês. Em um ano, o número de times escalados duplicou, passando de 1,6 milhão em 2015 para 3,2 milhões em 2016.

Se olharmos para o que acontece nos Estados Unidos, conseguimos entender melhor o tamanho dessa brincadeira. Segundo dados extraídos do estudo Ipsos Public Affairs, há 57,4 milhões de jogadores participando de diversos Fantasy Games das principais ligas esportivas nos Estados Unidos, como NFL, NBA e MLB. Essas plataformas são muito mais do que um simples jogo interativo, mas sim uma gigantesca forma de gerar engajamento entre detentores de direitos, marcas e fãs, além de uma fonte alternativa de receita. Estima-se que a indústria de Fantasy Games movimenta cerca de US$ 2,6 bilhões por ano nesse mercado americano já consolidado.

Obviamente, ao olhar para o Brasil, a grande força está no futebol, porém outros esportes também possuem grandes oportunidades. A ESPN, por exemplo, criou em 2016 um aplicativo para os fãs de surfe chamado ESPN Surfstars que possibilita aos usuários decidir quem será o vencedor de cada bateria e o campeão de cada etapa, com direito a premiação aos usuários vencedores.

A tendência é que haja um crescimento da concorrência, com novas plataformas sendo criadas, cada uma com os seus diferenciais. Sorte dos fãs que poderão escolher entre aquelas que melhor agradem ao seu gosto. Não somente quem consegue obter a maior pontuação ganha com isso, a indústria inteira tende a ganhar uma forma consistente de engajar e conhecer melhor quem é e como se comporta esse grande público consumidor de futebol.

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