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12/03/2017

Se conselho fosse bom…

Ampliar a capacidade do atleta em realizar boas escolhas conforme seus próprios objetivos de vida e carreira, deve ser o principal foco daqueles que militam na gestão das carreiras esportivas

Acreditamos que podemos viver nossos objetivos e sonhos, bem como todo e qualquer atleta que sonha em ser profissional. Mas será que sabemos realizar nossas escolhas de maneira genuína ou esperamos por facilidades que possam nos colocar em situação de vantagem na busca pela melhor performance esportiva?

Sabem, estive lendo recentemente um livro escrito por Mario Sérgio Cortella, chamado Não Espere pelo Epitáfio, e refleti sobre como podemos estar, eventualmente, privando os atletas de fazerem as suas próprias escolhas de vida e carreira profissional. É isso mesmo, por mais estranho que pareça, muitas vezes acreditamos que os conselhos dos demais envolvidos na vida do atleta, são por si só, os insumos mais importantes quando falamos das escolhas de carreira e orientação profissional.

Penso que, apesar de ser um ponto que pode gerar divergências de interpretações, ampliar a capacidade do atleta em realizar boas escolhas conforme seus próprios objetivos de vida e carreira, deve ser o principal foco daqueles que militam na gestão das carreiras esportivas. Agora, sabemos porque isso poderia ser desta forma e como isso funciona na mente do atleta?

Sendo bem objetivo nesta reflexão, podemos nos basear no conhecimento que temos sobre as respostas aos nossos desafios ou questionamentos, serem mais genuínas quando vem de cada um de nós, ou seja, do próprio atleta.

Toda vez que somos postos a prova ou nos percebemos frente a um desafio, ter uma opinião externa a respeito deste contexto não garante sucesso na execução do seu movimento. Saber sobre os perigos ou eventuais riscos é saudável e muito importante, mas se basear apenas nessa informação é dispensar uma série de outras variáveis que o atleta só conhecerá vivenciando as situações de desafio e tomando suas decisões conforme sua maturidade do momento. Penso que privarmos os atletas do aprendizado que só a vivência irá proporcionar, é reduzir a capacidade de aprendizado, o desenvolvimento emocional e consequentemente o seu desempenho profissional.

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Reforço que o ato de direcionar, orientar, alertar e outras ações do tipo, são importantes, mas de forma alguma devemos negligenciar nosso papel de formadores de cidadãos, para os quais acreditamos que a capacidade de fazer escolhas e de colecionar aprendizados deve ser o grande alvo de nossas ações de desenvolvimento. Construir um atleta maduro, que responda emocionalmente aos grandes desafios da carreira se faz com toda coleção de ações positivas, inclusive os conselhos e orientações, mas é importante não deixarmos com que apenas estas influências sejam as mais importantes para os atletas.

Acredito que eles podem evoluir para um nível elevado de maturidade de aprendizado e decisão, para que possam ser independentes emocionalmente das suas principais referências de sua formação quanto atleta de futebol profissional.

E você amigo leitor, acredita que podemos colaborar para que nossos atletas sejam cada vez mais maduros e promissores?

Até a próxima.

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