Universidade do Futebol

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24/05/2017

20 perguntas sobre Categorias de Base que incomodam

O Brasil é reconhecido mundialmente como o país que fabrica grandes craques. No entanto, esse rótulo e a nossa atualidade, não deveriam nos impedir de refletir sobre as perguntas a seguir:

1. Se o trabalho das categorias de base dos clubes é, de fato, fundamental para o desenvolvimento do futebol, por que a maioria investe tão pouco neste setor?

2. O trabalho com as categorias sub-13 e sub-15 são menos importantes que as categorias sub-17 e sub-20? Se não são menos importantes, por que os profissionais que trabalham com atletas mais jovens, geralmente recebem salários menores?

3. Se formar atletas nas categorias de base é mais importante que vencer campeonatos, por que treinadores são demitidos quando não ganham competições?

4. Um clube de futebol estruturado deve ter um modelo de jogo definido que se reproduz em todas as suas categorias, das escolinhas até as suas equipes profissionais?

5. Um Modelo de Jogo ofensivamente baseado na posse de bola e qualidade dos passes, ajuda a desenvolver a criatividade para outras habilidades como o drible, por exemplo?

6. Destacar a individualidade deste ou daquele jogador ajuda na formação do jogador inteligente ou do fortalecimento da “inteligência coletiva” do jogo?

7. Se realmente valorizamos o jogo bonito e criativo do futebol brasileiro, por que não permitimos o erro quando um jogador arrisca algumas jogadas?

8. A nossa fonte natural de formação de jogadores de futebol (“pedagogia da rua”) está crescendo ou diminuindo? E por quê?

9. Pedir para um jogador: dar chutão, “jogar feio”, não fazer firula ou inventar e etc, estimula a formar que tipo de atleta?

10. Se a fonte de inspiração do futebol brasileiro sempre foi a “pedagogia da rua”, onde as crianças e adolescentes jogam livremente (ou com as regras próprias), com alegria, imaginação e criatividade, por que a maioria das escolinhas e clubes de futebol inibem estas manifestações?

11. As comissões técnicas das categorias de base estão mais preocupadas em formar equipes ou formar jogadores?

12. Afinal, dá para conciliar a alta competitividade que busca resultados em qualquer competição disputada e a formação adequada dos jogadores jovens?

13. O jogador de futebol com estudos e visão crítica ajuda ou atrapalha um treinador que não valoriza os estudos?

14. Será que os clubes de futebol e os seus treinadores e responsáveis pelas categorias de base, de fato, estimulam os seus jovens a estudar?

15. Como podemos melhorar a qualidade do jogo em um ambiente que não valoriza o preparo de seus profissionais e responsáveis?

16. Se houvesse um plano de carreira, que apoiasse e valorizasse os treinadores e demais profissionais que estão na categoria de base e tem perfil para trabalhar na formação de atletas, diminuiríamos o fato deles próprios verem seus trabalhos com crianças e jovens apenas como uma passagem para trabalhar com equipes profissionais?

17. É correto que dirigentes de clubes estatutários (sem fins lucrativos) tenham interesses financeiros quando discutem os contratos de jovens atletas?

18. A Lei Pelé, como afirmam alguns, acabou com o futebol brasileiro porque abriu espaço para os empresários tomarem o lugar dos clubes?

19. Por que os jogadores brasileiros, hoje em dia, não têm mais tanto “amor à camisa”?

20. Quem são os responsáveis pelo desenvolvimento do futebol brasileiro?

Buscando proporcionar um espaço de reflexão e discussão sobre as questões conceituais e práticas do futebol de base, desenvolvemos o curso Currículo de Formação no Futebol.

Este curso propõe um novo modelo de formação de jogadores no Brasil, oferecendo ferramentas teóricas e práticas para aplicar na formação dos atletas, além de sistematizar os elementos da pedagogia de rua para os ambientes de aprendizagem como: escolas, escolinhas e categorias de base, com enfoque na melhoria do jogo do futebol brasileiro.

É indispensável para quem trabalha, ou pretende trabalhar, com crianças e jovens no futebol.

Para saber mais, acesse: https://universidadedofutebol.com.br/produto/curriculo-formacao-futebol/

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Comentários

  1. Bernardo disse:

    vinte perguntas boas!! kkk

  2. Ricardo Longhi disse:

    Eu já trabalhei em alguns clubes na base e nunca (em tempo algum) os dirigentes deixaram que se direcionasse o trabalho para a formação propriamente dita. O que mais importa é o dinheiro, é quanto eles vão ganhar em cima dos atletas. Quem deveria estudar e se formar aqui no Brasil é quem dirige e comanda o futebol. Esses são os que atrasam e vão continuar atrasando nosso desenvolvimento já, há muito, bem atrasado.

  3. Eduardo Gastambide disse:

    Tenho todas as respostas, aliais ainda moro em Florianópolis, onde presente na Perfeitura um modelo de escola de futebol para revolucionar o futebol de base, meu projeto esta durmindo ainda, nos clubes como Avai e Figueirense não tem o mais minimo interesse em receber propuestas, incluindo futebol feminino, onde já foi Campeão em todos os torneios de Argentina, em futebol Suizo ( sete ) feminino de Florianópolis e São Jose. Abraços!!

  4. Pierre Marques disse:

    Eu tive que aprender sozinho, que para realizar o meu sonho de trabalhar com crianças e futebol, a pedagogia era mais importante que a educação física, hoje curso o quinto período de pedagogia na Uerj com a certeza de feito a melhor escolha da ,inha vida, espero terminar educação física e fazer alguns cursos com vocês, por que os trabalho de vocês da Universidade do Futebol é fantástico! Parabéns!

  5. André Rabelo disse:

    Essas são mais que perguntas, são reflexões que devem nortear o futuro do futebol brasileiro

  6. Roberto Szymanski disse:

    Trabalho no Futebol Europeu a alguns anos e vejo claramente a diferença entre a formação no Brasil aos grandes clubes Europeus. Acredito que o principio de tudo possa estar ligado a lei Pele, ser regulamentada e novamente os clubes ficarem responsaveis pelo passe do jovem jogador, voltando novamente investimento. Quem sabe grandes profissionais na base com bons salarios. E novas filosofias de trabalho inclusive seguindo moldes Europeus de formação. Sem investimentos é papo pra boi dormir.

  7. Mario Cezar Carneiro de Moraes disse:

    Eu trabalho na base de um clube…
    No Rio de Janeiro..
    O futebol aqui tem sido no peito e na raça.
    Temos o apoio de nosso Presidente.
    Mas o recursos são poucos…
    E não contamos com o apoio ou ajuda da federação para a base.
    Buscamos ajuda de patrocinadores,para oferecer uma condição melhor a nossos atletas..
    Graças a Deus o trabalho tem fluido bem..
    Mas só quem vive o dia a dia..
    Sabe o que passamos para colocarmos os atletas em campo a nível de competição.

  8. Elton Palenga (Paraná ) disse:

    Elton camargo (Palenga ou Paraná) são apelidos de infância. Na minha humildade opinião sobre os jogadores de Base. Que eles tem por obrigação de quando chegar ao Profissional saber as regras de um jogo. Exemplo: evitar faltas bobas, respeitar os árbitros, a formacao das barreiras,o companheiro, e também sabendo como jogar nas formações táticas. Como 3x5x2, 4x4x2 e etc…nós treinadores percebemos uma certa dificuldades dos jogadores de hoje se adaptarem nas formações taticas. Talvez eu esteja errado. Mas sinto estas dificuldades neles.

  9. Renato Gomes da silva disse:

    Esse curso tem reconhecimento do MEC e consegue tirar o CREF ?

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