Cinemetria pode aprimorar fundamentos dos atletas

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A Cinemetria, uma das áreas de estudo da Biomecânica, é o método que mais tem contribuído para as questões do futebol, pois trata da obtenção de variáveis da Cinemática, como orientação, posição, velocidade e aceleração, mas sem se preocupar com as causas destes fenômenos, focalizando apenas o movimento no espaço e não como foi executado.

 

Desta forma, diversas pesquisas têm tratado o movimento do chute no futebol como um objeto a ser estudado e entendido, no que diz respeito à sua técnica, talvez por este o movimento ser o mais importante do jogo, aquele que leva, na maioria das vezes, ao objetivo maior: o gol!

 

É claro que dentro de uma partida de futebol é preciso considerar uma série de fatores que interferem em um chute: se a bola está em movimento, parada, no chão, no alto, o condicionamento físico-fisiológico do jogador, a situação da partida (vitória, derrota, fim de jogo), e o aspecto psicológico do atleta.

 

Tudo isto interfere na execução de um movimento aparentemente simples, como o chute. Aparentemente, sim, porque para se estudar este movimento e para medi-lo, de forma precisa e correta, é preciso observá-lo em toda a sua complexidade.

 

O chute é executado numa velocidade muito alta e, por isso, fazer qualquer tipo de análise a olho nu, a respeito deste fenômeno tão rápido, seria impossível. O Laboratório de Análises Biomecânicas do Departamento de Educação Física da Unesp de Rio Claro tem realizado diversas pesquisas com o intuito de mapear as diversas idades, formas e tipos de chute para, através destas informações, descobrir formas para se intervir na prática do ensino e treinamento do chute.

 

Metodologia

 

Para que esse estudo possa ser feito, são utilizadas duas ou mais câmeras digitais reguladas a uma freqüência de 120Hz e são filmados os segmentos inferiores dos participantes durante a execução do chute. Dependendo do objetivo da pesquisa, são enfocados participantes diferentes:

 

§         Perna dominante x não-dominante;

§         Praticantes x não-praticantes;

§         Descansados x exaustos;

§         Jovens x adultos;

§         Homens x mulheres;

§         Cobrança de pênalti x cobrança de falta;

§         Chute força x chute precisão.

 

As imagens acima são automaticamente transferidas para um computador, onde sofrem as medições necessárias para a determinação das coordenadas cartesianas (x, y, z) que acusam o comportamento de cada segmento (coxa, perna e pé) no espaço em relação ao tempo.

 

Desta forma é possível mapear os padrões de movimento fornecidos por cada tipo de chute e participante, de acordo com o objetivo, e as comparações e análises podem ser feitas de forma muito mais minuciosa que uma simples observação.

 

As conclusões podem ajudar os profissionais de Educação Física e Esportes a interferirem na prática em seus alunos ou atletas, bem como nos fazer compreender que nem tudo é como pensamos no futebol.

 

Prova disto é uma das pesquisas realizada pelo laboratório: havia a hipótese de que no final do jogo, debilitado pelo esforço excessivo durante toda a partida, um jogador não conseguiria efetuar uma cobrança de falta com a mesma técnica que o faria no início da partida.

 

Analisando os padrões de movimento nestas duas situações, não foram encontradas diferenças na técnica de execução do chute em cobrança de falta quando em descanso ou quando em exaustão.

 

Além deste enfoque, há outros estudos em Biomecânica (que poderemos apresentar futuramente na Cidade do Futebol) como, por exemplo, os que esclarecem o deslocamento de um jogador durante uma partida, a definição do sistema de jogo de uma equipe, a prevenção de lesões a partir de estudos sobre os calçados ideais, entre outros, provando que a Biomecânica responde algumas dúvidas verificadas no futebol, cujos resultados com certeza trarão um grande avanço para o esporte.

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