A história do futebol pelo mundo – crenças, culturas, religiões e violência

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No que se refere à origem do futebol, é extremamente complicado relatar precisamente como tudo começou, pois ninguém sabe ao certo quando surgiu o futebol. As origens desse esporte remontam a até 4500 anos antes de Jesus Cristo. Mas pode-se dizer que com certeza, houve sim, inúmeros jogos com bola e muitos parecidos com o futebol na Antiguidade e Idade Média (DUARTE, 1994; FERREIRA, 2007).

Em relação à sua origem há muitos relatos, pois este esporte sofreu a influência de muitos povos, com diferentes costumes, tradições, culturas, crenças. De acordo com o professor Barkans da Universidade de Munique, diversas pesquisas e documentos relatam que o futebol era praticado desde a pré-história e os jogadores jogavam com uma bola de granito (BORSARI, 1975).

Há mais de trinta séculos, atividades antecedentes ao futebol já eram praticadas no Egito e na Babilônia. Esses jogos deveriam ter um caráter religioso: a bola simbolizando o Sol para os egípcios e a Lua para os babilônios. A bola era uma bexiga de boi inflada de ar. Por volta de 26 séculos antes desta era, na época da dinastia Hsia (Hia), existia um jogo chamado tsu-chu (golpear a bola com o pé), utilizado como treinamento militar da guarda do imperador Huang-ti (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987).

Os esportes sempre estiveram presentes em todas as civilizações do mundo. E através dessas civilizações, o futebol foi concebido, modificado e refinado. Há 3.400 anos atrás, no México, os nativos jogavam um esporte praticado em equipe usando uma bola de borracha (material retirado de árvores). Alguns anos depois esse esporte foi adotado pelos Maias, pois para eles a bola simbolizava o sol. Esse esporte era visto como sendo algo sagrado, pois representava a fertilidade, virilidade dos jogadores e o capitão do time perdedor era oferecido em sacrifício aos Deuses (FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]).

Algumas obras literárias chinesas como Tão Tsé e Yang Tsé, relatam algum tipo de jogo com bola. O Sr. Yang Tsé, no ano de 2.600 a.C., na era dos imperadores Engi e Tenrei, os nobres disputavam um jogo chamado kemari (ke = chutar e mari = bola), os praticantes deveriam manter a bola no alto, para que treinassem sua habilidade com os pés, não havendo assim contagem de pontos. O jogo era um passatempo da realeza, inclusive alguns imperadores estavam entre os praticantes chutando e lançando em uma bola produzida de fibra de bambu ou de couro, recheado com cabelo ou crina. Com um campo quadrado de 14 metros, geralmente delimitado por quatro arvores e com oito jogadores de cada lado e com duas estacas fincadas no chão, ligadas por um fio de seda e uma bola com 22 cm de diâmetro (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; DUARTE, 1994; UNZELTE, 2002; FERREIRA, 2007).

No Japão, esse esporte foi denominado Kemari. Segundo um sábio japonês, ele diz que por volta de 1400 a.C., esse esporte foi trazido da China junto com o budismo. Os chineses praticavam um esporte bem próximo do futebol: o tsu-chu. Os jogadores tentavam lançar com os pés e com as mãos uma bola recheada de capim por entre duas estacas de madeira fincadas no chão, distantes dez metros uma da outra, unidas por um fio de seda. Embora tenha sido formulado para ser um treinamento militar, o tsu-chu logo passou a ser praticado como esporte pela nobreza; entretanto, o jogo só começou a ser praticado pelo povo durante a dinastia Han (206 a.C. – 220 d.C.), no século II. Cercado de rituais, tsu-chu era um jogo mais ritual (cerimonial) do que um jogo propriamente dito que hoje conhecemos. Antes de cada “jogo” a bola era levada a um templo e abençoada. (ritual). Nesse “jogo” jogavam apenas de 6 á 8 jogadores por vez e nele ninguém ganha ou perde (eles ficam tocando a bola um para o outro). Esse seria o espírito do Kemari e do tsu-chu (BORSARI, 1975; ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; DUARTE, 1994; FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]; FERREIRA, 2007).

No Haiti, existia um jogo feito com uma bola de borracha extraída das árvores. Relatos do abade Prévost, já no século XVIII, afirma que os astecas praticavam um jogo chamado tlatchtli, semelhante à péla dos europeus (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987).

No ano de 776 a.C., os gregos criaram um jogo chamado Epyskiros, que integrava a educação atlética da juventude helênica, consistindo em disputar, com os pés, uma bola de bexiga de boi cheia de ar, com quinze jogadores de cada lado (UNZELTE, 2002). Os gregos, tanto homens quanto mulheres, passavam óleos aromáticos em seus corpos e, nus, conduziam uma bola (de couro recheada com crina de animal) com harmonia e sensualidade, em movimentos carregados de erotismo. Um outro tipo de bola que os gregos faziam era de bexiga de boi, coberta com uma capa de couro (BORSARI, 1975; DUARTE, 1994; FERREIRA, 2007).

Quando os romanos conquistaram a Grécia, eles passaram a praticá-lo também. Esse jogo que os romanos aprenderam com os gregos, denominaram de Harpastum, cujo grande incentivador era o imperador Júlio César. Esse jogo para os romanos não era visto como uma diversão, mas sim como um meio de praticar exercícios com fins de treinamento militar. Elaborado para ser um treinamento físico dos soldados do exército romano, o esporte era tão violento que muitos terminavam os treinos feridos ou mortos. Segundo um relato da época, houve uma ocasião em que “apenas” 25 soldados haviam morrido no treino da manhã. Revoltado, o imperador avisou ao general Spartacus que se no outro treino o número de mortos continuasse baixo, o Harpastum só poderia ser praticado por mulheres. Para seu contentamento, o treino do dia seguinte registrou 47 mortos. Havia times e cada time possuía suas cores e torcedores. Era normal de se ver torcedores brigando com os torcedores do outro time (BORSARI, 1975; ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; DUARTE, 1994; FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]; FERREIRA, 2007).

Os astecas também praticavam um jogo parecido com o futebol. A cerimônia tinha conotação religiosa uma vez que os astecas consideravam a bola o Sol. A bola era chutada com o quadril, o antebraço, os pés ou com os joelhos. Os vencedores das partidas eram sacrificados. Seus corpos eram pintados, as cabeças eram cortadas e o sangue era oferecido aos deuses (FERREIRA, 2007).

O futebol na China e no Japão era coberto por diversos rituais e mitos. Um dos principais e o mais polêmico mito é o fato de que as primeiras bolas, na verdade, seriam cabeças humanas (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]).

Entre 1060 e 1510 aproximadamente, na Grã-Bretanha, o jogo com bolas provocaram muitas confusões e acidentes, pois esses jogos com bola eram disputados entre povoados. Essa disputa era brutal e sangrenta, provocando conflitos entre os povoados. Esse jogo foi proibido algumas vezes pelos monarcas que regiam o país no momento. Mas em outros países como França, Itália, Escócia, o futebol era considerado um esporte violento, onde roupas rasgadas, pernas quebradas, sangue, dentes arrancados, tornavam-se cada vez mais comuns nesse esporte. Por causa desses eventos o futebol estava mal visto pela sociedade em geral, dando origem a muitas criticas (BORSARI, 1975; DUARTE, 1994).

Na Idade Média e muitos séculos depois, existia um jogo que pode ser o mais importante precursor do futebol moderno. Praticado na cidade de Ashbourne (Inglaterra) e, mais tarde, em várias cidades do condado de Derbyshire, era disputado anualmente entre os habitantes da cidade, por equipes com um número ilimitado de participantes – até 400 e 500 pessoas de cada lado. O objetivo era correr atrás de uma bola de couro e levá-la até a meta adversária, a entrada norte e sul da cidade, uma para cada equipe. Não existem relatos precisos sobre as regras, mas se sabe que os participantes podiam usar as mãos e os pés para conduzirem e dominarem a bola. As origens desse jogo não são muito precisas. Sabe-se que era uma atividade um tanto primitiva, violenta e semibárbara, sendo malvista por muitos (BORSARI, 1975; DIAS, 1980; ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987).

No período medieval, em Florença na Itália, no ano de 1500, praticava-se o Cálccio Fiorentino, considerado por muitos o pai do futebol moderno. O jogo era uma disputa famosa pelos populares, e era jogado como um desafio a seus inimigos. Havia duas equipes de 27 jogadores de cada lado e havia regras definidas, cujo objetivo era conduzir a bola com os pés e as mãos até os dois postes situados na extremidade da imensa Praça Della Signoria. Os jogadores eram distribuídos em formação de tática guerreira, onde se tinha o ataque, os corredores, meio-campo, sacadores e os defensores. Era um jogo repleto de violência. Com o enorme sucesso da competição, o Cálccio chegou a Roma. Disputado numa praça ao redor do Vaticano, o esporte passou a contar com praticantes ilustres como os papas Clemente VII, Leão X e Urbano VIII (BORSARI, 1975; FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]; FERREIRA, 2007).

Parecido com o Cálccio Fiorentino, surgiu na França o “soule ou choule”, que inicialmente este jogo era praticado ora como passa tempo pela nobreza, mas depois seria disputado pelos populares que logo seria levado à Grã-Bretanha. Extremamente violento, o esporte era disputado por equipes de duas cidades cujo objetivo era levar a bola à praça da cidade adversária. Por causa dos distúrbios, feridos e mortes comuns às partidas, a prática chegou a ser proibida pelo rei Eduardo II, mas seu pai, Eduardo I, também temia pela violência do jogo e que seus soldados aderissem a essa atividade e se descuidassem dos afazeres da profissão, isto porque a Inglaterra estava em guerra com a Escócia, iniciada em 1297. A disputa do jogo foi proibida em Londres, sob pena de prisão.

Durante o século XVII os jogos de bola passaram por diferentes transformações. Apesar de oficialmente proibido na Grã-Bretanha, o jogo começou a ganhar espaço e essa proibição foi aos poucos se acabando. Este século foi marcado por novas aberturas ao futebol; o rei Carlos II tornou-se o primeiro monarca a autorizar a prática do futebol, fato este ocorrido em 1660, quando permitiu que seus criados enfrentassem os do duque de Albermale. No mesmo ano, na Inglaterra surgem as primeiras regulamentações, principalmente no que se refere ao número de jogadores. Determinaram o tamanho de campo de jogo (120×80 metros). Surgem os gols, que são dois postes com um metro de largura e se chamavam arcos, por isso os goleiros eram chamados de arqueiros. A bola era de couro e o gol era validado quando a bola passava por entre os arcos (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; DUARTE, 1994).

Em 1840 o futebol foi introduzido nas escolas públicas da Inglaterra e este é um ponto muito importante para analisar o desenvolvimento do esporte. O tempo destinado á pratica esportiva era dividido entre o futebol e o rugby. A violência da modalidade rugby fez com que alguns clubes preferissem delinear melhor as regras e passou-se a jogar a bola apenas com os pés: era o início do football. Em 26 de outubro de 1863, 12 clubes fundaram, em Londres, a Football Association, e adotaram um conjunto de regras que haviam sido elaboradas pela Universidade de Cambridge; dentre elas estava o número máximo de 11 jogadores em cada equipe. E não faltavam campos para jogar e nem jogadores. Assim, os torneios foram criados para que os times se enfrentassem. Esses torneios tinham as suas próprias regras escritas, mas como cada clube tinha a sua própria regra, surgiram assim muitos conflitos (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; DUARTE, 1994; FERREIRA, 2007).

Em 1846, as primeiras regras são criadas e o football começa a ser praticado nas escolas e nos clubes. O football e o rugby usavam os mesmo campo, com 11 jogadores de cada lado, e com as mesmas táticas (totalmente ofensivo) com todos os jogadores correndo em direção á bola, querendo fazer com que ela passassem por entre os bastões (BORSARI, 1975).

No século XIX, com a Revolução Industrial, o futebol foi praticamente extinguido pela própria sociedade e pelas máquinas. Em 1850, na Inglaterra, as escolas públicas resgatavam o football para diminuir a violência que se tinha dentro dela. As igrejas, no entanto, ao contrário do que todos pensam, não proibiram o football, ao contrário, passaram a incentivar a sua prática, pois ela acreditava que um corpo saudável, devido à prática do esporte, gerava uma mente saudável (treinamento religioso) (FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]).

Cada escola tinha a sua própria maneira de enxergar o football, sendo assim cada escola praticava de um jeito, uns com os pés e outros com as mãos (rugby). O futebol até então permitia o uso das mãos apenas para reter a bola alta e logo em seguida colocá-la no chão. O rugby foi introduzido em 1823, após William Webb Ellis desrespeitar as regras ao pegar a bola com as mãos e carregá-la até a linha do gol. Este marco foi importante para definir o caminho dos dois esportes. Por causa disso, cada escola criou as suas próprias regras para o esporte que praticavam (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987; FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]).

O primeiro clube de football surgiu em Sheffield em 1855, no condado de York, e como era comum, esse clube também criou as suas próprias regras (DUARTE, 1994).

Em 1863, diversos times se reuniram para discutir regras de jogo. Nessa reunião, como era de se esperar, houve alguns conflitos e o principal deles foi o fato de que o pessoal de rugby, não queria deixar de usar as mãos para jogar e de atingir propositalmente o adversário, enquanto os outros queriam que a bola fosse chutada. Alguns colégios condenavam o uso das mãos, dando origem ao football, por outro lado, outros colégios defendiam o uso das mãos para jogar, originando assim o rugby (FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]).

Alguns meses depois, foi decidido que segurar a bola com as mãos e atingir o adversário estavam proibidos. Desta maneira o pessoal do rugby decidiu trilhar o seu próprio rumo, separando-se do football e tendo as suas próprias regras. Desta maneira, football e rugby passam a ser esportes diferentes. Mas o que acontece é que muitas pessoas não sabiam diferenciá-los, e o que era comum de se ver em jogos, era o fato de que no primeiro tempo se jogava football e no segundo tempo jogava-se o rugby. Fato que anos mais tarde deixaria de acontecer e as diferenças se tornariam mais evidentes para as pessoas. Com essa distinção entre o football e o rugby, alguns jogadores se destacaram por sua habilidade, facilidade em driblar os adversários (BORSARI, 1975).

Em 1868 surgiram os árbitros, cuja principal função era de organizar o jogo e disciplinar os jogadores. Naquela época não havia apitos, sendo assim os árbitros gritavam literalmente com os jogadores. Conseqüentemente os apitos são criados para facilitar o trabalho dos árbitros (DUARTE, 1994).

Um fato que contribuiu muito para o futebol foi à fundação da International Football Association Board em Londres em 02/Junho/1886, era a única entidade responsável em manter, modificar e harmonizar as regras do jogo. Em 1891, surgem as redes e a trave superior do gol. Estabeleceu-se o número de jogadores em 11, o pênalti, o tamanho do campo e da bola (DUARTE, 1994). Com a criação dessa entidade, passou-se a discutir a uniformização das regras. Foi decidido que as regras definitivas deveriam ser baseadas nas regras traçadas por Sheffield (1857) e Cambridge (1862). O objetivo era tornar o jogo atraente e civilizado, condenando qualquer ato que induzisse à violência, como o tranco e o corpo-a-corpo (ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA, 1987).

Na Índia o futebol era praticado desde 1870, época quando chegaram os primeiros missionários. Os padres foram importantes para a popularização do futebol. As escolas missionárias estavam espalhadas por toda a Índia, incentivando a prática do futebol. É notável o fato de que os primeiros jogos eram praticados por indivíduos ricos e para que esse esporte se tornasse conhecido no mundo inteiro, era imprescindível que o povo também o praticasse. Para que isso acontecesse, as Igrejas enviaram missionários, vigários, padres, com a difícil tarefa de difundir e convencer os operários (classe trabalhadora) a praticarem esse esporte. Desta maneira o futebol ganhou rapidamente o gosto popular, ficando conhecido por todo o país. A industrialização foi fundamental para o desenvolvimento do futebol. Pois se observava o crescimento de times populares da classe operária. Alguns times viajavam por todo o país para jogar contra outros times, e as redes de ferrovias foram importantíssimas para o crescimento do futebol. Conforme a indústria e a tecnologia avançam, o futebol também acompanhou esse avanço e como resultado surgiram diversos times por toda a Inglaterra, assim como novos jogadores e dirigentes. Por causa das inúmeras viagens e pelo fato de o time estar cada dia em um lugar diferente, e o numero de torcedores aumentava a cada dia, surgindo então a necessidade de que os times tivessem um lugar fixo, uma sede (fato facilmente observável hoje em dia, pois todo clube possui o seu estádio, sua sede). E isso não só ocorreu na Inglaterra, mas em outros países o processo foi o mesmo. E as mesmas ferrovias que levavam os times para jogarem em diferentes lugares, levou o futebol para a América Latina, local onde o futebol passou e consagrou-se, conquistando o povo (FREMANTLEMEDIA, [ca.2000]).

O rápido progresso da nova modalidade fez com que em poucos anos o futebol tornasse o esporte de maior preferência e o mais popular em todo o mundo. Em 1871 iniciaram-se as competições internacionais e com a necessidade de criar uma regulamentação que abrangesse todos os praticantes do mundo foi criada, em 1904, a FIFA (Federação Internacional de Futebol Amador). A partir de 1920 o futebol passou a ser disputado nos Jogos Olímpicos. No dia 28 de maio de 1928, no Congresso de Amsterdã, Jules Rimet e seus companheiros decidiram a realização do I Campeonato Mundial. Ficou estabelecido que esse torneio se realizaria a cada quatro anos e que o primeiro seria realizado em 1930 no Uruguai, como homenagem às suas conquistas olímpicas em 1924 e 28 (UNZELTE, 2002). Dez anos depois, o francês Jules Rimet organizou a primeira Copa do Mundo, evento que se repete a cada quatro anos, sendo o mais assistido em todo o planeta. Após o início muito tumultuado, a Copa do Mundo tornou-se a competição de uma modalidade esportiva mais importante do mundo, chegando inclusive a ter mais países filiados à FIFA do que a própria ONU (Organização das Nações Unidas). O sucesso dos mundiais é incontestável, milhões de espectadores assistem às competições. Foram realizadas 17 Copas do Mundo: 1930 (Uruguai); 1934 (Itália); 1938 (França); 1950 (Brasil); 1954 (Suíça); 1958 (Suécia); 1962 (Chile); 1966 (Inglaterra); 1970 (México); 1974 (Alemanha); 1978 (Argentina); 1982 (Espanha); 1986 (México); 1990 (Itália); 1994 (Estados Unidos); 1998 (França) e 2002 (Coréia do Sul e Japão), sendo este o primeiro torneio realizado em dois países simultaneamente e 2006 (Alemanha) (FUTEBOL, 1987; FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE FUTEBOL ASSOCIADO, 2006; FERREIRA, 2007).

BIBLIOGRAFIA

BORSARI, J. R. Futebol de campo. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1975.
DIAS, D. S. Futebol total. Juiz de fora: [s.n.], 1980. p. 3-10.
DUARTE, O. Futebol: história e regras. São Paulo: Editora Markron Books, 1994.
ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA. O Futebol. In: Enciclopédia Mirador Universal. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil, 1987.
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE FUTEBOL ASSOCIADO. Donde todo comenzó. [S1.: s.n.], Disponível em http://www.fifa.com/es/history/index.html>. Acessado em 23 Dez. 2006, 16:05:00
FERREIRA, J. P. M. H. Das origens ao futebol moderno. Disponível em http://www.ciadaescola.com.br/zoom/materia.asp?materia=107>. Acessado em 10 Jan. 2007, 16:01:00
A HISTÓRIA do futebol: um jogo mágico: origens; as culturas do futebol. Produzido por FREMANTLEMEDIA. São Paulo: Videolar, [ca. 2000].
FUTEBOL, In: ENCICLOPÉDIA mirador internacional. São Paulo – Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britânnica do Brasil Publicações LTDA, 1987. v.10, p.5030 – 5055.
UNZELTE, C. O Livro de Ouro do FUTEBOL. São Paulo: Ediouro, 2002. 696 p.

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