Copa da Alemanha – Estudo de Caso

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Objetivo do documento

O presente documento tem como objetivo o estudo de caso sobre o planejamento e trabalhos desenvolvidos, as dificuldades e soluções encontradas, e as lições extraídas do Plano de Segurança implementado pela Alemanha para a Copa do Mundo de Futebol de 2006. Trata-se de estudo técnico de mega evento esportivo internacional com similaridade com a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, sobre o aspecto da “Proteção e Segurança”.

A Alemanha inovou em muitos importantes pontos, podendo ser, por isso, a Copa de 2006 considerada como um marco na história das Copas do Mundo de Futebol FIFA, deixando, como legado, indispensável experiência a ser aproveitada por outros países anfitriões.

Os estudos das Copas da Alemanha (2006) e da Copa da África (2010) – exatamente as que imediatamente antecedem os jogos no Brasil, em 2014 – complementam-se, completando um quadro muito útil ao atendimento das expectativas e orientações de planejamento estabelecidas pelo Governo Brasileiro, FIFA para 2014.

O estudo de caso sobre a Copa do Mundo de Futebol de 2006 tem a seguinte abrangência:

Considerações sobre a realidade da Alemanha por ocasião da Copa do Mundo, especialmente sobre o aspecto de proteção e segurança, em face das características do cenário mundial naquele momento;

Comparação com a realidade brasileira atual, no Estado do Mato Grosso;
Investimentos efetuados e medidas adotadas para a segurança da Copa do Mundo;

Legados para a história da Copa do Mundo que devem ser considerados pelos países anfitriões e cidades sedes, como Cuiabá;

Dados sobre o Planejamento efetuado que possam servir de subsídio para as autoridades brasileiras envolvidas com a preparação da Copa do Mundo de Futebol de 2014;

Dados sobre incidentes com potencial para influir na segurança da Copa;

Dados sobre ocorrência de incidentes de insegurança;

Dados e comentários sobre os resultados obtidos e experiência adquirida.

Visão Geral

Após exatamente trinta e dois anos, a Copa do Mundo de Futebol FIFA voltou a ser sediada pela Alemanha. Em 1974 a décima Copa do Mundo de Futebol já havia sido realizada na Alemanha Ocidental.

De 9 de junho, com partida inaugural em Munique, a 9 de julho de 2006, data da final em Berlim, trinta e duas seleções nacionais participaram do evento e a segunda Copa do Mundo na Alemanha foi coroada de êxito. Mas a escolha da Alemanha como país sede foi uma decisão controvertida, uma vez que se esperava que aquele campeonato ocorresse na África do Sul1, país que acabou por ser escolhido para sediar a Copa seguinte.

A votação foi apertada. Por 12 votos a 11, a FIFA acabou escolhendo a Alemanha como sede, e assim, pela décima vez, a Copa do Mundo seria realizada em continente europeu, a despeito do favoritismo da África do Sul. Nas vésperas da Copa de 2006, embora sem problemas importantes na área de segurança pública, a Alemanha encontrava-se geográfica e politicamente, como os demais países europeus, no centro do ambiente de tensão motivado pelo terrorismo internacional, acirrados pelos acontecimentos de 11 de setembro de 2001. Por isso, o governo alemão decidiu que os vetores de planejamento para a Proteção e Segurança da Copa deveriam ser: terrorismo; hooliganismo; racismo; e crimes contra os turistas, embora outros problemas, como a exploração da prostituição, também tenham sido objeto da ação do governo alemão.

Infelizmente, passados quase duas décadas, esses mesmos problemas, e outros enfrentados pelo governo alemão em 2006, ainda merecem dos planejadores brasileiros a mesma preocupação. O cenário mundial, lamentavelmente, ainda convive com o racismo, com o hooliganismo, com o neonazismo, com o terrorismo e com o tráfico de mulheres com propósito de prostituição, ameaças que, ao lado da violência urbana, devem ser seriamente consideradas na Proteção e Segurança em grande eventos internacionais.

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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