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Treinador não! Marcos Assunção estuda para seguir outro rumo dentro do futebol

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Foram 23 anos de carreira no futebol, de 1993 a 2016. Neste período, conquistou a Copa do Brasil, o Campeonato Italiano e a Copa do Rei da Espanha, entre outros títulos. No entanto, desde 11 de maio de 2016, Marcos Assunção é um ex-jogador de futebol.

O que não quer dizer, porém, que o ex-volante tenha se aposentado. Pelo contrário.

Desde então, Marcos Assunção tem se dedicado a se manter próximo dos bastidores do futebol. A meta: tornar-se dirigente esportivo. Para isso, tem realizado diversos cursos. Aprendeu sobre comunicação, organização financeira, coaching esportivo e gestão esportiva. Hoje, ao mesmo tempo em que cursa a Universidade do Futebol, faz estágio no XV de Piracicaba.

“Quero continuar no futebol, e como jogador de futebol já não dá mais”, contou Assunção, rindo, em conversa por telefone com o UOL Esporte. “Quero seguir. Não dentro das quatro linhas, mas sim dentro de um clube de futebol. Quero seguir a carreira de executivo do futebol. Para entrar sabendo do que acontece fora das quatro linhas, dentro de um clube, eu preciso me aprimorar, preciso estudar, preciso fazer cursos. Estou no terceiro curso de gestão esportiva”, acrescentou.

Apesar da experiência de mais de duas décadas no campo, Assunção percebeu que precisava aprender muita coisa sobre os bastidores. Aos 40 anos, troca as chuteiras pela gravata e quer entender como funciona um clube de futebol por dentro.

“Dentro das quatro linhas, vivi durante 23 anos da minha vida, então isso eu já sei. Quero me aprofundar nas leis, no que acontece. Depois, quando já estiver sabendo mais ou menos como funciona, já tiver feito alguns cursos importantes aqui no Brasil, vou procurar entrar em algum clube para começar a trabalhar. Estou fazendo os cursos, e juntamente com os cursos, vou procurar fazer meus estágios. Comecei na semana passada no XV. Pretendo ligar para alguns amigos que fiz durante a minha carreira de jogador, que foram meus diretores e que hoje estão em clubes de futebol, para que eu possa visitar também, ver como funciona o clube, me aprimorar bastante- para quando eu entrar em clube de futebol, saber tudo o que acontece”, descreveu.

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Hoje, Assunção diz que está “começando a aprender essas coisas de como funcionam os contratos”. A meta é se aprofundar em questões técnicas nos próximos meses e começar a trabalhar como dirigente de um clube já em 2018. E ele garante que começar em um clube de menos projeção não é problema.

“Eu já tenho uma grande experiência por ter sido jogador, então praticamente já estou mais que meio caminho andado. Preciso me aprimorar e aprender bem as leis, as contratações, as negociações. Até o final do ano, creio eu, vou estar bem estudado para começar a trabalhar. Independente de ser um clube pequeno ou um clube grande: para mim não vai ter problema nenhum, porque eu vou estar preparado”, explica o ex-meio campista, que vai além.

“Foi por isso que eu quis fazer todos esses cursos importantes aqui no Brasil. Quando chegar o momento, de repente, de pintar uma oportunidade grande, sem problema: mas se pintar a oportunidade em um clube pequeno e eu tiver que começar um trabalho, para mim, não vai ter problema nenhum. O que eu quero é ter tanto sucesso como diretor de futebol como tive como jogador. Isso, primeiramente, vai ser com atitudes corretas.

A meta, para Assunção, é clara. Se algum time precisar de um treinador, que não conte com ele – no máximo, para trabalhar na contratação de um profissional para a vaga. Segundo ele, a vida no futebol continua, sim – mas apenas do lado de fora do campo, bem longe de um banco de reservas.

“Treinar, não. Treinador eu não quero”, responde. “Nunca passou pela minha cabeça ser treinador. Eu quero ser diretor de futebol, quero ser um executivo do futebol. Estou estudando justamente para ser um executivo de futebol: participar de contratações, participar do dia a dia, participar dos problemas do clube, estar junto para resolver os problemas do clube. Não quero ser treinador”.

Veja a matéria: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2017/06/19/aposentado-dos-gramados-m-assuncao-quer-seguir-no-futebol-como-dirigente.htm

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Pep Guardiola quase reverte a “pirâmide”

De tempos em tempos presenciamos transformações impactantes nos desenhos táticos e nos estilos de jogo de times e seleções. Da valorização do improviso do futebol brasileiro, inserido cada vez mais num jogo taticamente organizado, às modificações do futebol inglês, que passou de um jogo de ataque direto a um jogo de ataque combinado, podemos observar diversas identidades de jogo que vão se multiplicando num mundo globalizado onde a informação trafega em alta velocidade.

Quando ainda não havia a regra do impedimento, o jogo se caracterizava por um comportamento técnico-tático mais individualizado, sendo o drible uma manifestação técnica frequente, ficando a cooperação através do passe e as preocupações defensivas relegadas a um segundo plano (Wilson, 2009, p. 11, tradução minha).

A regulamentação da regra do impedimento em 1863 (fonte: Wikipedia.org) provocou ajustes na forma das equipes se organizarem. Posteriormente, outras modificações das regras gerais do jogo influenciaram a construção dos modelos de jogo hoje observados.

Os desenhos táticos, ou plataformas de jogo, foram afetados, não somente pelas alterações das regras, como também pelas diferentes formas de abordar o treinamento, pelas modificações das sociedades das diferentes épocas, e principalmente pela qualidade dos principais recursos humanos disponíveis – os jogadores.

Em Wilson (2009, p. 16), no primeiro encontro internacional entre Escócia e Inglaterra, realizado em Glasgow em 1872, a equipe inglesa apresentou como desenho tático o 1-1-2-7, uma “pirâmide” com a sua base constituída pelos jogadores de frente. A Inglaterra jogou com Barker; Greenhalgh; Chappell e Welch; Brockbank, Cleff, Kirke-Smith, Ottaway, Chenery, Maynard e Morice.

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