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Quantos anos você tem? 17? 38? 70 anos?

Seguramente, já deve ter tido a noção de como o tempo é implacável e impacta nossas vidas. A sensação provocada pelo tempo é a mais variada e dependente das circunstâncias que nos rodeiam.

Pessoas ansiosas costumam viver com a cabeça no futuro e isso lhes gera muita preocupação, uma vez que, enquanto ele não chega, cria angústia. Os que se sentem deprimidos vivem presos ao passado, lamentando o que já aconteceu e, como não há como mudá-lo, também acarreta frustração e penúria.

Os especialistas e os filósofos de plantão defendem, pois, que se viva a vida, em sua plenitude, no presente, no hoje.

Se há alguém no mundo que aprendeu que a vida exige paciência, e que viver é um exercício diário, é o americano Dewey Bozella.

http://www.youtube.com/watch?v=yRHlWsGejIo

Lembro-me, também, de outros dois grandes homens que exercitaram a paciência na história recente: Nelson Mandela, em seus quase 30 anos de prisão, e Mahatma Gandhi, na sua resistência pacífica na luta pela independência da Índia frente à Inglaterra.

Mas, deles, falarei.

Bozella foi um jovem que se envolveu em pequenos delitos na adolescência. Sua vida, definitivamente, mudou, quando foi acusado – posteriormente, sabido que injustamente – de homicídio em um assalto.

Foi preso e condenado. Cumpriria 26 anos de reclusão. Percebeu que precisava fazer algo na prisão para cuidar do corpo, mente e espírito e domar o tempo e suas sensações. Assim, conheceu o programa de desenvolvimento do boxe no sistema penitenciário americano e começou a treinar, diariamente, com um objetivo: ao sair da prisão, lutar profissionalmente.

Foram muitos anos de preparação e concentração, enquanto via negados seus recursos judiciais para conquistar a liberdade e reparar o dano da acusação equivocada.

Tornou-se campeão da penitenciária. Ao sair, com 52 anos, continuou sua batalha para conquistar o direito de lutar e desafiar o campeão de sua categoria. Conseguiu o direito. Conquistou a vitória na única luta que fez na breve, mas valiosa carreira como boxeador.

Mas, 26 anos para apenas uma luta? Na verdade, essa era a grande meta. Sempre à vista, embora distante.

Bozella sabia que teria que seguir o caminho no dia-a-dia, preparando-se arduamente para quando chegasse. Não podia mais viver no passado, tampouco no futuro, embora os enxergasse e fizessem parte da sua vida.

Viveu intensamente o presente. E quando o futuro chegou, reconciliou-se, brilhantemente, com o passado, ganhando da vida o presente que queria: lutar boxe e vencer uma luta, além de provar sua inocência.

Venceu. Hoje, compartilha sua sabedoria e experiência com jovens em sua academia de boxe no Estado de Nova York.

Sabedoria que ensina que devemos ter serenidade para saber que as coisas acontecem a seu tempo e que favorecem quem sempre está preparado. No corpo, na mente e no espírito.

Para interagir com o autor: barp@universidadedofutebol.com.br

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