A concepção pedagógica do atleta inteligente

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No meio futebolístico muito se tem falado sobre o atleta inteligente. Dizem que o futebol precisa de jogadores inteligentes; que o futebol do século XXI se destaca pela inteligência…

Contudo, o que é inteligência? De qual matriz teórica falam sobre inteligência? Seria inteligência em qual perspectiva paradigmática? Ou então seria falar sobre inteligência por meio de chavões (frases feitas)?

O futebol no Brasil no que tange a formação ainda é empírico. Salvo o conhecimento científico advindo das teorias fisiológicas e bioquímicas, as quais sustentam a boa formação física dos jogadores, para suportar os treinos tecnicistas (nenhum um pouco inteligente) de muitos treinadores.

Formar um atleta inteligente sintético, pois o natural (cultural) formado na rua basicamente não existe mais, não é tarefa fácil, muito menos desprovida de conhecimentos científico advindo de outras áreas.

Um atleta inteligente não se forma apenas dentro de campo. Um atleta inteligente não nasce pronto. Um atleta inteligente não pode ficar confinado num alojamento. Um atleta inteligente não pode aprender com quem não é inteligente. Um atleta inteligente não sobrevive em um ambiente pouco desafiador e pobre em estímulos. Um atleta inteligente não aceita padrões. Um atleta inteligente não aceita zonas de conforto…

Desse modo, a ofensiva pedagógica para a criação de ambientes de aprendizagem para a formação do atleta inteligente acontecerá, efetivamente, somente por meio de um programa de desenvolvimento pessoal, social e profissional.

Contudo, este programa se concebido numa perspectiva multidisciplinar também não possibilitará a forma do atleta inteligente situacional, pois gerará apenas uma inteligência circunscrita/restrita).

O programa de desenvolvimento pessoal, social e profissional exige uma atuação das diferentes áreas de modo interdisciplinar, ou seja, é fato de que formar um jogador capaz de pensar e raciocinar mais rápido que outros, exige que todos os envolvidos na formação tenham superado o paradigma cartesiano e já respirem os ares da complexidade e do pensamento sistêmico.

Ser inteligente é ser capaz de resolver problemas. Falando-se em futebol significa que todos os treinamentos dentro e fora do campo que os jogadores forem submetidos, devem se caracterizar como problemas a serem resolvidos pelos atletas. Muito diferente do que acontece hoje, em que os jogadores são tratados como seres especiais, os quais de modo paternalista e assistencialista precisam ser atendidos em todas as vontades, evidenciando uma ação voltada para o que o jogador quer e não o que ele precisa.

E o que o atleta inteligente precisa é ser estimulado a pensar. Pensar no jogo não é fácil, pois o prazer que ele proporciona muitas vezes encobre a necessidade de agir diferente do habitual.

Portanto, como sabiamente disse Monteiro Lobato, somente a inteligência vence a força, logo se almejamos superar, ou mesmo, resolver o velho dilema estabelecido entre o antigo futebol arte versus o contemporâneo futebol força, somente transcendo para o futebol inteligente.

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