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07/08/2007

A contribuição do rolfing para o futebol

O consumo energético de uma pessoa, seja ela atleta ou não, está diretamente ligado a todos os seus hábitos. Alguém que não possua um alinhamento correto de postura, por exemplo, gasta (e se desgasta) mais para realizar certos movimentos. Se o indivíduo for um atleta e tiver sua atividade condicionada a seu estado físico, portanto, é ainda mais importante o acompanhamento de todos os focos que podem gerar distúrbios.

Foi pensando nessa idéia de entendimento global e na reeducação de alguns pontos da estrutura humana que a doutora Ida Rolf criou na década de 70 um método que passou a ser conhecido pelo sobrenome de sua idealizadora. Com forte atuação entre pessoas comuns, a técnica pode ser determinante para a evolução de atletas.

Através da manipulação da fáscia (tecido conjuntivo), o rolfing atua numa série de 10 sessões em diferentes áreas do corpo, liberando padrões de estresse causados por problemas físicos e emocionais.Tais padrões, mesmo sanados, permanecem como um registro na memória do corpo, fazendo com que a pessoa inconscientemente continue agindo, física ou emocionalmente, com a lembrança dos problemas.

“Um problema de alinhamento de postura gera um desgaste energético muito maior do que o normal. Portanto, nosso trabalho é minimizar esse problema e procurar o equilíbrio corporal. Se isso já faz diferença para uma pessoa normal, é ainda mais eficiente em casos de atletas que dependem muito de um desempenho otimizado”, explicou o fisioterapeuta Felipe Tadiello, especialista na técnica.

A idéia básica do rolfing é que o corpo humano possui um eixo central. A partir disso, cada segmento é trabalhado individualmente para que todos entrem em harmonia entre si e com esse centro do corpo.

“O corpo humano sofre ação constante da gravidade e seria ridículo ignorar isso. Portanto, o método tenta aumentar o rendimento físico a partir de uma interação com a gravidade e uma melhoria nesse relacionamento”, ponderou Tadiello.

O tratamento consiste em 10 seções (60 a 90 minutos) em uma seqüência lógica, sendo que cada seção prepara o corpo para a próxima. O primeiro encontro entre paciente e médico fala sobre respiração, passando para membros inferiores, linha lateral do corpo, abdominal, parte posterior, cabeça e pescoço e integração (nas três últimas sessões).

“O corpo é um mecanismo totalmente integrado e não adianta trabalharmos só o individual. A relação entre as áreas é fundamental na busca pelo equilíbrio e até por uma economia de energia”, analisou o fisioterapeuta.

O grande problema que o rolfing tenta combater é o prejuízo de uma área do corpo para suprir a carência de outra. É comum que os atletas passem por uma mudança funcional quando têm qualquer tipo de impedimento ou local afetado, e isso acaba criando novas lesões.

Por conta disso, o rolfing faz um estímulo lento e gradativo no tecido gelatinoso para que ele sintetize mais colágeno. Assim, as principais conseqüências dessa técnica são aumento de tônus muscular, uma reeducação de postura.

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