Universidade do Futebol

Publif

23/02/2009

A criança e a iniciação esportiva

A partir do avanço da tecnologia, crianças e adolescentes estão cada vez mais ligados a video-games e jogos eletrônicos que as deixam o tempo todo em frente a uma tela, fazendo com que se esqueçam das antigas brincadeiras de roda e jogos de rua, ou seja, atividades motoras e lúdicas que contribuem consideravelmente na construção de um repertório motor amplo e diversificado.

A violência e o enorme crescimento das cidades também são fatores responsáveis por essa inatividade motora, pois as atividades motoras estarão restritas apenas as poucas aulas de educação física escolar e também ao pequeno espaço que casas e apartamentos oferecem.

Sendo assim, podemos perceber que tal prática a médio e longo prazo acarretará no aumento do número de crianças sedentárias e obesas em nossa sociedade, além de um déficit no desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais das mesmas.

Diante desta perspectiva, ressaltamos a enorme importância que um processo de iniciação esportiva possui no sentido de proporcionar uma gama de atividades práticas/recreativas para que a criança tenha a possibilidade de participar e, conseqüentemente, alcançar um desenvolvimento global significativo, além de gastar a energia característica da infância.

Portanto, uma escola de futebol possui papel fundamental nesse processo, sobretudo pela enorme aceitação que tal esporte obtém em nosso país. O futebol pode ser ferramenta imprescindível para possibilitar à criança essa vivência prática rica em gestos motores.

Dessa forma, uma escola de futebol deve proporcionar uma iniciação esportiva segura e orientada, através de uma intervenção teórica e prática direcionada para o desenvolvimento integral da criança. Processo este que deve ser executado por profissional devidamente capacitado.

Algumas considerações necessárias

A escola de futebol deve oportunizar a prática e aprendizagem dos fundamentos do futebol de campo.

O professor deve atuar como facilitador neste processo de ensino-aprendizagem.

As aulas devem despertar o interesse do aluno pelo futebol de maneira que este obtenha hábitos saudáveis e um estilo de vida ativo na fase adulta.

O ambiente deve ser adequado e estruturado devidamente para que as crianças se sintam motivadas durante as aulas.

Os exercícios deverão proporcionar aos alunos uma vivência prática de atividades recreativas que desenvolvam as habilidades motoras fundamentais, as capacidades físicas, cognitivas, afetivas e sociais.

O grau de complexidade das tarefas deverá respeitar os limites e as características das crianças.

Augusto Moura de Oliveira é pós-graduando em Futebol pela Universidade Federal de Viçosa, coordenador técnico de escola de futebol e professor da escola de futebol do Clube Atlético Paranaense com sede na AABB de Maringá-PR.

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