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Antigamente o futebol era considerado como sendo um esporte “romântico”, pois prevaleciam a técnica, a habilidade, a plasticidade dos movimentos do jogador. Mas toda essa “beleza” não era comum, apenas alguns países tinham jogadores assim (FERNANDES, 1994).

O futebol quando começou a ser praticado, não havia regras que determinassem, por exemplo, o tamanho do campo, quantidade de jogadores, presença de arbitro, faltas, saídas de bola, tempo de jogo, etc. Sendo assim, os primeiros jogos eram confusos, já que os jogadores ficavam perdidos no campo, pois não havia sistemas táticos ou preocupação com a marcação. Em conseqüência desse fato observavam-se grandes espaços vazios em campo, onde o jogador em posse da bola podia se movimentar livremente sem sofrer marcação do adversário.

Para que o futebol se igualasse sob condições de disputa, era necessário que os sistemas táticos evoluíssem de maneira constante, até que se chegou ao futebol praticado nos dias atuais, onde os espaços do campo de jogo se tornaram muito reduzidos e a bola não para de rolar em busca de espaços até que se chegue ao gol.

Assim como a bola não para, os jogadores têm que se movimentarem muito em busca desses espaços no campo, lugares onde a marcação do adversário está mais deficiente. O futebol arte, beleza, plasticidade, pode ter diminuído e muito, mas o futebol desde então tornou-se muito mais dinâmico, interessante. Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o jogador Didi, da equipe brasileira conquistou a posse de bola junto á grande área de sua defesa esquerda e conduziu até a intermediária do campo da equipe adversária, sem ser incomodado por qualquer adversário e também de Garrincha, que passava a bola na sua frente, demoradamente, entre ele e o marcador, até executar o drible para seu lado direito, o que era sempre feito com sucesso.

Nota-se, portanto, que antigamente, os espaços no campo eram muito grandes, hoje o futebol não permite mais que os jogadores se movam livremente, pois os adversários marcam em todos os setores do campo, tirando-lhes o espaço, tempo pra pensar. Para superar essa forte marcação é necessário que o jogador encontre algum espaço para trabalhar com a bola, sendo assim, ele terá de movimentar-se mais, além de ter talento, precisa ter uma boa condição física, técnica, psicológica para suportar o desgaste que o jogo provoca durante os noventa minutos (FERNANDES, 1994; SILVA, 1998).

A preparação de um jogador de futebol é de suma importância para que ele possa desenvolver seu trabalho e apresentar bons resultados. Essa preparação do jogador de futebol vem sofrendo mudanças importantes, onde o treinamento individualizado do atleta, elaborado de acordo com os princípios científicos do treinamento esportivo, o posicionamento em campo, a utilização de novos testes e formas de avaliação, vem apresentando bons resultados. Sendo assim, é necessário periodizar e controlar as sobrecargas dos treinamentos da melhor forma possível.

Bibliografia

FERNANDES, J. L. Futebol: ciência, arte ou…sorte!: treinamento para profissionais – alto rendimento: preparação física, técnica, tática e avaliação. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1994.
SILVA, F. M. Treinamento Desportivo: reflexões e experiências. João Pessoa: Editora Universitária, 1998.

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