Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

02/01/2014

Acelerando o aprendizado dos atletas

Olá amigo leitor, tudo bem? Quero começar o ano de 2014 com um tema que propõe agregar valor em situações em que não temos tempo a perder e novos comportamentos e conhecimentos devem ser mais rapidamente assimilados.

Você consegue reconhecer alguma situação como essa no futebol? Se você pensou em pré-temporada, acertou em cheio uma situação que está em minha mente agora.

Na pré-temporada dos clubes de futebol, ainda mais para aqueles que possuem novas comissões técnicas e muitos novos atletas no time, a necessidade de assimilação rápida das novas orientações e ensinamentos dos técnicos é uma realidade.

Enquanto os trabalhos nas diversas dimensões que envolvem a preparação como a questão física, técnica, nutricional, fisiológica e psicológica, vão sendo desenvolvidos a inserção de uma nova organização tática e comportamental em campo precisa ser implementada e para isso lançar novos recursos de aprendizagem que possam acelerar este processo se faz necessário.

Para isso, é importante que os técnicos de futebol conheçam novas formas que sirvam como atalhos para que este processo de aprendizagem seja implantado mais rapidamente. Um destes ditos “atalhos” é o bom ensino, ou seja, um bom técnico atuando de forma a manter um nível de motivação elevado dos atletas e a dividir o trabalho em partes menores que proporcione uma série constante de pequenos sucessos com o objetivo de manter um bom estado emocional dos atletas.

Adicionalmente a este primeiro modo, pode-se propor um segundo modo (atalho) que é justamente a aprendizagem acelerada propriamente dita, promovendo mudanças diretamente do primeiro estágio ou nível de aprendizagem diretamente para o quarto nível. Vamos aproveitar para citar quais são os níveis de aprendizagem:

• Incompetência inconsciente – a pessoa não sabe algo e desconhece que não sabe esse algo;

• Incompetência consciente – neste nível a pessoa treina uma habilidade, mas não é muito boa nela;

• Competência inconsciente – aqui a pessoa tem a habilidade, mas esta ainda não é consistente e habitual;

• Competência consciente – Agora a habilidade da pessoa é habitual e automática.

• Maestria – Finalmente a habilidade acontece em fluxo constante.

Na PNL (Programação Neurolinguistica) um modelo útil ao se pensar em aprendizagem foi o desenvolvido por Robert Dilts denominado “Níveis neurológicos”, conforme citados abaixo:

• Ambiente: O “onde e quando”
• Comportamento: O “o quê”
• Capacidade: O “como”
• Crenças e valores: O “por quê”
• Identidade: O “quem”
• Além da identidade: A “Conexão”

Os níveis neurológicos são úteis para o estabelecimento de objetivos e resultados, sendo que os resultados podem ser especificados por:

• Tipo de ambiente que se deseja;
• Como se deseja agir;
• Habilidades que se deseja;
• Atitudes e crenças que se deseja adotar;
• Tipo de pessoa que se deseja tornar.

Com a utilização dos níveis neurológicos os atletas podem reformular sua forma de pensar e transformar seu comportamento, promovendo o seu desenvolvimento na direção das expectativas de aprendizagem da comissão técnica, pois o reconhecimento sobre em qual nível neurológico o atleta possa estar preso possibilitará saber quais recursos ele precisará para seguir adiante.

Desta forma, imagino ser muito valioso o futebol utilizar cada vez mais novas formas de aprendizado acelerado com o objetivo de promover as mudanças de comportamento desejadas para a geração dos resultados esperados dentro de campo.

E você o que acha?

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