Universidade do Futebol

Entrevistas

20/12/2013

Alexandre Pássaro, vice-presidente do Desportivo Brasil

A seleção de Honduras escolheu a cidade de Porto Feliz (SP) como seu Centro de Treinamento de Seleções durante a Copa do Mundo de 2014. A propriedade pertence à empresa Traffic e é utilizada pelo Desportivo Brasil. Mas certamente não é apenas por esta razão que a agremiação do interior paulista é reconhecida.

O grupo que há mais de vinte anos atua no segmento de marketing esportivo criou em 2005 o clube-empresa com o objetivo de formar e preparar jovens talentos do futebol para atuação em equipes profissionais do Brasil e do exterior.

Um processo de capacitação total é oferecido a meninos de 13 a 20 anos, em um plano que inclui treinamento técnico, aprimoramento físico, desenvolvimento educacional e psicológico para a formação de um futebolista integrado às mais modernas exigências da modalidade.

O Desportivo Brasil faz parte de uma estratégia da Traffic que engloba mais dois projetos com focos independentes na área de futebol: a compra de uma franquia de um time profissional nos Estados Unidos, o Miami FC, e a parceria com o Estoril, de Portugal.

Além destas iniciativas, a Academia do Manchester United associou-se ao Desportivo Brasil para uma parceria que permite o intercâmbio de atletas de ambos: uma oportunidade de experimentar novos métodos de treinamento e a disputa de partidas amistosas.

“Faz parte da estratégia de segmentação do mercado. A Europa é o lugar prioritário para onde queremos mandar os nossos jogadores. E nossa plataforma de jogo está vinculada à maneira como eles atuam, com um meia, dois volantes e três atacantes que participam do momento defensivo de jogo. Eles aprendem a se desenvolver baseados nesta característica”, explica Alexandre Pássaro, vice-presidente do Desportivo Brasil (de vemelho, na foto de destaque).

“Costumamos jogar torneios sub-19 com equipes formada por boa parte de jogadores de até 18 anos. Temos sucesso diante de escolas mais tradicionais, o que chama muito a atenção. Quando eles observam nosso jogador, eles veem um atleta europeu em ação. E nossos talentos geralmente se adaptam com mais propriedade e rapidez à realidade do Velho Continente”, completa o dirigente.

Oito jogadores fizeram testes em grandes times europeus, como Manchester United, Manchester City, Anderletch e PSV, com um feedback muito positivo. A ideia do clube paulista é direta: para conseguir transferir o jogador ao mercado europeu, o Desportivo Brasil tem de ser conhecido na Europa. E, para chegar neste ponto, é necessário jogar os grandes torneios de base de lá e conquistar resultados positivos.

Formado em Direito, mas sempre com um interesse em atuar na área do futebol, Alexandre misturou a paixão pelo esporte, procurando trabalhos na área de Direito Desportivo. Atuou em uma agência de marketing esportivo que fez o primeiro projeto do crowdfunding no futebol brasileiro, e partiu para a Traffic, sendo primeiro advogado do grupo, e depois se tornando parte integrante do grupo de trabalho do Desportivo Brasil.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, ele fala mais sobre a filosofia de trabalho do clube, os problemas do futebol nacional – incluindo o calendário de base – e quais caminhos podemos seguir.

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