Universidade do Futebol

Gpaf

13/05/2014

Análise Comparativa do Consumo Máximo de Oxigênio e Perfil Antropométrico entre árbitros e jogadores de futebol

O futebol profissional está em uma crescente ascensão mundial, e nos últimos anos verificou-se um crescente interesse das ciências biológicas em aprofundar os estudos nas mais diversas áreas dos conhecimentos referentes a essa modalidade esportiva (REYLLY e DURAN, 2003).

Os sistemas metabólicos predominantes solicitados no transcorrer de uma partida de futebol, são aeróbios e respostas metabólicas são, de maneira geral, análogas àquelas encontradas em exercício de endurance (REILLY, BANGSBO e FRANKS, 2000). No entanto, ações motoras sem bola compreendem mais atividade durante um jogo e são principalmente aeróbios, enquanto as atividades decisivas, principalmente de contra-ataque, são altamente anaeróbia. De acordo com Hoff (2005), há uma correlação significante entre VO2máx e distância percorrida pelos jogadores durante uma partida. O VO2máx é definido como a quantidade máxima que um indivíduo consegue captar, transportar, fixar e utilizar o oxigênio para produção de trabalho exercido pelo corpo humano (ASTRAND et al. 2006).

Para que uma partida de futebol ocorra há necessidade da presença de uma equipe de arbitragem, além dos 22 jogadores. Desta forma, observou-se que o metabolismo aeróbio, também é severamente requerido durante a arbitragem em partidas de qualquer nível competitivo. Adicionalmente, tem sido relatado que o VO2máx afeta a distância percorrida durante a partida (KRUSTRUP e BANGSBO, 1997; CASTAGNA e D’OTTAVIO, 2001). Desta forma, altos níveis de VO2máx devem ser esperados em jogadores e árbitros de futebol, pois a intensidade das atividades competitivas desenvolvidas pelos jogadores durante a partida, afeta diretamente a distância e a intensidade das atividades físicas desenvolvidas pelos árbitros durante a partida (WESTON et al. 2007).

A aptidão aeróbia tem sido reportada (KRUSTRUP e BANGSBO (1997); CASTAGNA et al. 2002, CASTAGNA et al. 2002) como um dos mais importantes fatores que contribuem para o espaço percorrido durante as competições por árbitros de elite. A produção de energia aeróbia para árbitros e atletas de futebol possibilita manter, por tempo prolongado, uma alta taxa de trabalho durante uma partida, podendo também minimizar um decréscimo do desempenho técnico. A figura da distância percorrida por árbitros de futebol durante a partida é paralelamente vista como a encontrada em jogadores do meio de campo (BANGSBO 1994; BANGSBO et al. 1991). Entretanto, maiores valores relatados para a potência aeróbia mostra que independentemente do nível competitivo, os árbitros possuem valores baixos de VO2máx quando comparados com valores encontrados em jogadores de futebol (STOLEN et al. 2005).

A composição corporal é outro aspecto importante para o nível de aptidão física de atletas de qualquer modalidade, visto que o excesso de gordura pode diminuir o desempenho do atleta (MARQUES et al. 2000). Além de prejudicar o desempenho esportivo de um atleta, um alto nível de gordura corporal está relacionado à incidência de doenças crônicas degenerativas como diabetes e hipertensão. (DEMINICE e ROSA, 2009). Nesse sentido, todas as informações que procuram evidenciar características de composição corporal, desempenho motor e suas interações podem constituir importantes indicadores dos níveis de saúde e preparação física do atleta (GUEDES e GUEDES, 1997).

A preocupação com o percentual de gordura no futebol não se limita apenas aos jogadores, já que na literatura cientifica começaram a surgir trabalhos científicos descrevendo o perfil morfológico do árbitro (Da SILVA e RODRIGUEZ-AÑEZ, 2003; CASAJUS e CASTAGNA, 2007; FERNANDEZ et al. 2008; VIEIRA et al. 2010). Para se estabelecer programas específicos de treinamento é necessário conhecer além das exigências físicas da atividade, as características antropométricas do atleta para saber se este está além ou aquém do perfil adequado para a função (CUCHIARO, 2000).

Durante a revisão científica para a fundamentação deste estudo observou-se que quase em sua totalidade os estudos envolvendo árbitros e jogadores de futebol foram feitos de forma isoladas. Entretanto, observa-se que devido a interferência, por exemplo das ações motoras dos jogadores sobre as dos árbitros durante o jogo, já encontramos na literatura os trabalhos sendo desenvolvidos comparando estes dois de forma direta, como ocorreu com o trabalho desenvolvido por Weston et al. (2007) que verificaram as demandas fisiológicas árbitros e as comparou com as dos jogadores durantes partidas do campeonato Inglês. Devido estas razões, o objetivo do presente estudo foi analisar e comparar o VO2máx e o perfil antropométrico de jogadores e árbitros.

A média dos árbitros envolvido neste nosso estudo foi de 33,7 ? 3,1 anos. Portanto, os árbitros eram em média nove anos mais velhos que os jogadores (24,1 ? 3,4 anos). Estes dados corroboram com a afirmação de que os árbitros de elite são em média de 10 a 15 anos mais velhos que os jogadores (WESTON et al. 2004). Segundo alguns estudos, o fato dos árbitros serem mais velhos que os jogadores de futebol de elite, implicaria em uma relação negativa entre a idade e o desempenho físico dos árbitros (WESTON et al. 2004, Da SILVA 2005). A diferença em relação à média de idade dos jogadores e árbitros pode existir porque a experiência é considerada entre os órgãos diretivos da arbitragem internacional, como a Federation Internacionale de Football Association (FIFA) e a Union European Football Association (UEFA), por exemplo, como pré-requisito fundamental para se adentrar a elite da arbitragem (EISSMANN e D’HOOGHE, 1996).

Com relação ao percentual de gordura, observou-se que os árbitros apresentaram 15% versus 10% dos jogadores. Como a MCM foi idêntica para os grupos, quando se desconta do peso total o peso da gordura, observa-se que os árbitros possuem cinco quilos de gordura corporal a mais que os jogadores. Como esta massa de gordura não contribui com o desempenho físico, pode-se afirmar que os árbitros correm com uma espécie de mochila de cinco quilos nas costas durante o jogo, o que pode contribuir para a queda de sua performance física durante o jogo, já que o peso supérfluo onera energeticamente qualquer atividade desportiva. O centro das discussões no âmbito desportivo, referente à determinação acerca de qual seria a combinação ideal de massa magra e gordura, que contribui para o aumento do desempenho físico nas várias atividades desportivas (SANTOS, 1999).

Para Heyward e Stolarczyk (1996), a avaliação do perfil antropométrico é um componente da aptidão física de grande importância na determinação e orientação de programas de controle do peso corporal. Vários estudos demonstraram elevados índices de correlação entre a percentagem de gordura e o rendimento desportivo (BOILEAU e LOHMAN,1977; HOUSH et al. 1988), evidenciando-se como postulado a incompatibilidade entre a excelência competitiva e altos índices de adiposidade subcutânea.

No futebol parece haver um consenso entre os pesquisadores, sendo apontado o índice que varia 7 a 12% de gordura corporal (GC) como sendo aceitável para os futebolistas (WILMORE e COSTILL, 1987, GARRET et al. 2003). O %GC identificado nos jogadores deste estudo é semelhante ao de outros estudos desenvolvidos no Brasil. O %GC de 11,64 ± 1,61, foi encontrado em um estudo envolvendo jogadores do Estado do Paraná (OSIECKI et al. 2007), o mesmo Estado dos jogadores deste estudo. Em duas pesquisas envolvendo jogadores paulistas, foram encontrados valores médios de GC de 10,70 ± 1,40% (CAMPEIZ et al. 2004) e 10,6% Guerra et al. (2004). Jogadores de outras regiões da America também apresentam %GC que corroboram com os dados aqui apresentados, ou seja, 11,9 ± 1,7% GC, foi descrito para jogadores caribenhos, (THIENGO et al. 2012), sendo que 10,6±2,6% foi encontrado em jogadores de países da América do Sul durante uma disputa da Copa América (RIENZI et al., 2000).

O percentual de gordura corporal do árbitro de futebol ainda não foi definido, sendo a variação e os valores bem maiores que a do jogador desta modalidade, ou seja, a média fica entre 11 a 20%. O menor percentual de gordura corporal médio na literatura cientifica foi descrita em árbitros espanhóis 11,3 ± 2,15% (CASAJUS; CASTAGNA, 2006). O percentual de gordura apresentado por árbitros brasileiros do Estado de São Paulo foi de 13,50 ± 5,89% (OLIVEIRA; SANTANA; NETO, 2008). Árbitros uruguaios apresentaram média de 14,0 ± 2,4% (Da SILVA et al. 2012), sendo a de árbitros chilenos de 15,4 ± 2,8% (FERNÁNDEZ et al. 2008). Árbitros brasileiros do Estado do Rio Grande do Norte, apresentaram média de 16,5 ± 3,9% (VIEIRA et al. 2010), média esta similar a de árbitros sergipanos, 16,4 ± 5,4% (Da SILVA et al. 2012). Os árbitros de elite do Estado do Paraná, mesma região dos árbitros deste estudo apresentaram 19,3 ± 4.1% de GC (Da SILVA et al. 2011). Neste mesmo estudo foi identificado que árbitros mais jovens apresentam percentuais de gordura corporal menor que árbitros mais experientes. Um estudo que teve como objetivo verificar o perfil antropométrico dos árbitros ao longo sua carreira, observou que ao longo de 10 anos os árbitros adquiriram em média 4% GC (FIDELIX e Da SILVA, 2010).

Estes resultados sugerem que mais atenção deveria ser tomada pelas comissões de arbitragem na seleção dos árbitros e, particularmente, quando estas estiverem organizando competições internacionais. Adequadas estratégias de treinamento e nutrição deveriam ser recomendadas aos árbitros, com intuito de promover ótima saúde e desempenho físico (EISSMANN e D’HOOGHE, 1996). Ademais, a persistente documentação de árbitros de elite entre 35 a 40 anos de idade, e seu prevalente status amador/semi-profissional, traz a tona questões sobre a saúde geral desta população atlética (RONTOYANNIS et al. 1998). Além disso, a aptidão física é fortemente relacionada à progressão da idade, e uma atenção particular deveria ser atribuída às normas deste parâmetro.

A medição do consumo de oxigênio (VO2), feita por analisadores de gases com níveis mais elevados de precisão da medida, constitui o que chamamos de critério de referência. No entanto, razões que se prendem essencialmente ao elevado custo destes aparelhos, bem como pela necessidade de pessoal especializado ou treinado para o seu manuseio e grande dispêndio de tempo na sua utilização, as tornam impraticáveis no estudo de grandes populações e não é uma realidade em muitas equipes do futebol brasileiro. A estimativa do VO2máx a partir de protocolos de esforço com características máximas ou submáximas, que possam ser aplicados preferencialmente no campo de futebol, sempre atraiu a atenção dos investigadores no meio futebolísticos e resultou na criação e desenvolvimento de vários testes, com características de investigação laboratorial ou de campo, que dispensam o uso de aparelhagem sofisticada e fornecem resultados confiáveis quando comparados aos obtidos pelos analisadores de gases de circuito aberto, como por exemplo: o teste de 20 m de Léger e Gadoury (1989) e os testes Yo-Yo endurance I e II, Yo-Yo intermitente endurance I e II, Yo-Yo intermitente recovery I e II, propostos por Bangsbo (1996).

Aoki (2002) afirma que na literatura verifica-se que o padrão de VO2máx em futebolistas é de aproximadamente 55-60 mL/kg/min, similar ao encontrado nos jogadores envolvidos neste estudo. Entretanto, inúmeros estudos trazem valores superiores de VO2máx para jogadores. Em um estudo com jogadores do Estado do Paraná, foi encontrado o valor de VO2máx de 62,66 ± 2,64 mL.kg-1.min-1 (OSIECKI et al. 2007). Valores variados também foram relatados em jogadores de algumas seleções, por exemplo: a seleção Nacional Alemã de 1974 (Campeã do Mundo) 55,9 ± 4,7 mL.kg-1.min-1 (NOWACKI, HAFERMANN e PSIORZ, 1984); Seleção Nacional Alemã de 1978, 62,0 ± 4,5 mL.kg-1.min-1 (HOLLMAN et al. 1981), sendo que a Seleção Nacional Alemã de 1981/82 (2° lugar no Campeonato do Mundo) apresentaram 59,5 ± 5,4 mL.kg-1.min-1 (NOWACKI e CASTRO, 1984). O VO2máx de 55,0 ± 3,2 mL.kg-1.min-1 foi relatado recentemente para jogadores caribenhos (THIENGO et al. 2012).

O jogador de futebol é constantemente submetido a averiguação do seu VO2máx devido esta variável ser importantíssima para a constatação de seu potencial aeróbio, além ser possível verificar durante a mensuração desta a variação do limiar anaeróbio do atleta em decorrência do treinamento físico. Contudo, esta realidade não se aplica ao árbitro de futebol. A FIFA, UEFA, as confederações ou federações não se preocupam em aplicar um teste físico que realmente avalie a potencia aeróbia dos árbitros. Atualmente a FIFA instituiu para avaliar os seus árbitros um teste constituído de 20 sprint de 150 m intercalados por uma caminhada de 50 m. Mediante a aplicação deste teste não se consegue verificar qual árbitro está mais preparado fisicamente nem sua capacidade cardiorrespiratória (SANTOS e DA SILVA, 2011). Alguns estudos foram desenvolvidos recentemente alertando a FIFA e a UEFA sobre a pobre correlação entre este teste e as atividades desenvolvidas pelos árbitros durante uma partida, sendo necessário a indicação de um teste que possa ser aplicado aos árbitros com intuito de se verificar a potencia aeróbia tendo este teste correlação com as ações motoras dos árbitros desenvolvidas no transcorrer do jogo (MALLO et al. 2009, WESTON et al. 2009).

O VO2máx dos árbitros, assim como ocorreu com os jogadores, é semelhante com os valores obtidos na literatura científica. Em um estudo desenvolvido no Paraná, estado onde foi desenvolvido este estudo o valor médio do VO2máx foi de 52,2?3,9 mL.kg-1min-1, (dados obtidos por meio do teste de Cooper), árbitros da região nordeste do Brasil, os valores também foram semelhantes ao deste estudo, árbitros piauienses 49,2?1,3 mL.kg-1min-1 (Da Silva et al. 2008), cearenses 51,3 ? 2,5 mL.kg-1min-1 (Da SILVA et al. 2012), árbitros sergipanos 50,4?2,0 mL.kg-1min-1 (Da SILVA et al. 2008).

Árbitros de outros países também apresentaram valores variados e similares ao deste estudo. Utilizando teste de laboratório, os árbitros espanhóis apresentaram um VO2máx médio de 54,9 ? 3,9 mL.kg-1min-1 (CASAJUS e CASTAGNA, 2006). Já em um estudo com árbitros dinamarqueses foi descrito VO2máx médio de 46,3 mL.kg-1.min-1 (KRUSTRUP e BANGSBO, 2001), Contudo, um analisador de gás, tipo K2, Castagna e D`Ottavio (2001) relataram ter encontrado valor médio de VO2máx. de 49,30 ? 8,0 mL.kg-1min-1, para oito árbitros que apitavam jogos da Primeira Divisão Italiana, Série A. Mais tarde este mesmo grupo publicaria outro estudo envolvendo dois grupos de árbitros, um jovem e um mais velho, desta vez o VO2máx encontrado foi de 42,5 ± 4,4 mL.kg-1.min-1, para árbitros com 42 anos e de 52,1 ± 7,4 mL.kg-1.min-1, para árbitros com idade média de 33 anos (CASTAGNA et al. 2005). Em um estudo mais recente observou-se que 10 árbitros italianos apresentaram um VO2máx de 51,8 ± 3,2 mL.kg-1.min-1, sendo o VO2 determinado em laboratório utilizando um sistema de circuito aberto de telemétrico K4 (TESSITORE et al. 2007).

Os dados demonstram que os árbitros apresentam em média VO2máx que varia de 45 a 55 mL.kg-1.min-1 enquanto que esta variação no jogador de futebol é de 55 a 65 mL.kg-1.min-1. Portanto, a capacidade aeróbia dos árbitros é inferior a dos jogadores. Uma limitação deste estudo é que não foi possível diagnosticar qual era o limiar anaeróbio dos árbitros e dos jogadores, já que de acordo com a literatura científica, em uma atividade desportiva como o futebol, o limiar anaeróbio é importantíssimo, já que não adianta um atleta possuir um VO2máx alto e um baixo limiar anaeróbio, pois isto demonstra que este está destreinado (WEINECK, 2000).

Mediante a revisão bibliográfica realizada para a fundamentação deste estudo, foi possível constatar que o consumo máximo de oxigênio é uma das variáveis mais estudadas no futebol. Vários estudos demonstram por meio de mensurações diretas e indiretas que esta constitui uma variável indispensável para verificar se o atleta está apto ao desempenho deste esporte de alto nível, bem como para se recuperar dos esforços curtos e intensos característicos do futebol. Entretanto, esta não é uma realidade vivenciada pelos árbitros de futebol, estes são avaliados por testes que não mesuram nenhuma variável fisiológica, apenas servindo para diagnosticar quem está apto ou não apto a arbitrar jogos oficiais pelos critérios determinados pela FIFA.

Os dados demonstraram que os árbitros possuem um VO2máx menor que os jogadores, portanto estes poderiam ter seu desempenho físico prejudicado durante uma partida. Somado a isso, verifica-se que os árbitros também possuem um percentual de gordura corporal maior, ou seja, além de possuírem um VO2máx que não lhes permitem sustentar uma intensidade de atividade física como as desenvolvidas por um jogador, estes ainda, correm durante a partida com uma massa de gordura que pesa em média 5 quilos, que também contribuem para a queda de sua performance física.

Além dos árbitros serem mais velhos que os jogadores, estes não são considerados profissionais, tendo que se dedicar a outra profissão diariamente e, como com o passar da idade há uma tendência de maior acumulo de gordura corporal, sugere-se que as Federações, Confederações e a entidade maior do futebol mundial, a FIFA, ofereçam aos seus árbitros programas de condicionamento físico associado a orientações nutricionais para melhora do perfil atlético. Em adição, que os árbitros sejam submetidos a testes físicos que realmente possam verificar as potências aeróbias e anaeróbias, e não a testes que sirvam simplesmente para considerá-los aptos ou não aptos a arbitrar uma partida de futebol, sem qualquer parâmetro fisiológico.

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