André Araújo, fisiologista do Goiás Esporte Clube

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Na Série B do Campeonato Brasileiro, agora comandado pelo técnico Márcio Goiano, o Goiás busca um desempenho no returno superior à primeira etapa da competição. Para alcançar o G-4 na tabela e se firmar como um dos postulantes a uma das quatro vagas na elite do futebol nacional na próxima temporada, a equipe conta com reforços. Dentro e fora das quatro linhas.

Contratado do Hoffenheim, da Alemanha, o atacante Wellington já figura na equipe considerada titular. Nos próximos dias, a direção esmeraldina espera agregar ainda mais valor ao elenco principal, que está nesta temporada sob os cuidados de um profissional que até pouco tempo atuava pelo rival Vila Nova: André Araújo.

O jovem fisiologista, que deu os primeiros passos ainda como estagiário no Fortaleza e depois no Atlético-MG, formou-se em Educacao Física pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Suas especializações em Treinamento Desportivo e Fisiologia do Exercício foram o primeiro passo para definir a área em que se firmaria dentro do ambiente técnico-científico do futebol. E o contato com Luis Cesar Martins e os fisiologistas Fedato Filho e Guilherme Rodrigues, ambos no Corinthians atualmente, fez com que André eximisse suas dúvidas.

No Vila, foi preparador físico das categorias de base e ganhou espaço até chegar à equipe principal. Investiu em aparatos tecnológicos vinculados à fisiologia, estabeleceu o departamento do clube, acumulou um intercâmbio nos Emirados Árabes e hoje integra o staff do Goiás, onde também será o coordenador científico dos atletas em formação.

“No departamento profissional, já temos uma sequência de trabalho, avaliações fiscas, avaliação de composição corporal, avaliação bioquímica, avaliação de força, monitoramento da suplementação, monitoramento da sobrecarga de treinos e jogos, etc. Nas categorias de base, porém, o ideal é ter uma padronização dos testes físicos e criar um banco de dados, ou seja, desenvolver metodologias de avaliação física que possamos repetir ao longo dos anos e ter um acompanhamento longitudinal da evolução dos atletas”, explicou André.

Na avaliação dele, esse banco de dados será a referência dos jogadores do Goiás e dos profissionais envolvidos nas áreas médica e técnica – todos poderão fazer uma análise comparativa ao longo dos anos com o surgimento de novas gerações no clube.

“A intenção é montar juntamente com os preparadores físicos da base uma periodização em longo prazo, em que haveria uma progressão das valências físicas, otimizando os períodos sensíveis do crescimento dos jovens atletas. Isso será muito benéfico para o período de transição dos jovens à equipe profissional”, completou.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, o fisiologista relembra as dificuldades para ajustar a metodologia de trabalho com a cultura de treinamento dos jogadores árabes, quando esteve no Al Wasl, o trabalho específico com os veteranos do Goiás e de que modo interage com a nutrição para análise e controle de peso e da composição corporal.

Universidade do FutebolEm primeiro lugar, conte um pouco sobre seu ingresso no futebol e a trajetória profissional até chegar ao Goiás.

André Araújo – Bom, gostaria primeiramente de deixar claro o enorme prazer de conceder uma entrevista à Universidade do Futebol, uma valiosa ferramenta para todos nós que procuramos aproximar as ciências do futebol.

Sou graduado em Educacao física pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), pós graduado pela Universidade Gama Filho (UGF) em Treinamento Desportivo e Fisiologia do exercício pela Universidade de Brasília (UNB).

Pude fazer alguns estágios em outras equipes que enriqueceram muito meu currículo: em 2005, no Fortaleza, com o treinador Hélio dos Anjos – naquele oportunidade, o clube estava na primeira divisão do futebol brasileiro; em 2009, no Atlético Mineiro, com o treinador Emerson Leão e sua comissão, formada pelo preparador físico Fernando Leão e pelo fisiologista Rodrigo Chaves.

Iniciei minha carreira no Vila Nova como preparador físico das categorias de base e fui ganhando espaço até chegar à equipe profissional. Lá, tive o grande prazer de conhecer a empresa Romano e Martins, coordenada pelo fisiologista Luis Cesar Martins, com participação dos fisiologistas Antonio Carlos Fedato Filho e Guilherme Rodrigues. E o trabalho realizado por eles despertou meu interesse por atuar exclusivamente nesta área.

Essa empresa prestava consultoria de fisiologia para o Vila Nova – o clube até então não possuía um laboratório de fisiologia específico -, e eu ainda atuava como preparador físico. Fiz, então, o elo entre esses dois departamentos. Percebi que seria um grande mercado no futuro próximo, e resolvi investir tanto academicamente quanto em material para trabalho, comprando diversos aparelhos (foto célula, GPS, ventilômetro, lactímetro, equipamentos relacionados à prática da fisiologia aplicados ao futebol, etc.). A partir desse momento, assumi o departamento de fisiologia do clube.

Pouco tempo depois, recebi um convite para ir trabalhar nos Emirados Árabes, através do preparador físico Robson Alves, com quem havia trabalhado no Vila. Após duas temporadas, retornei a Goiânia, reativando o departamento de fisiologia vilanovense, até que apareceu o convite do Goiás Esporte Clube.


Do Vila para o Goiás, com uma parada no “Mundo Árabe”: fisiologista comandará equipe principal e departamento de formação de atletas 

 

Universidade do FutebolQuais são as principais diferenças encontradas nos dois rivais goianos, em termos de estrutura e condição de trabalho? No que se refere à sua atuação propriamente dita, como foi a adaptação ao novo cenário?

André Araújo – Bom, o Goiás sempre participou das principais competições do futebol brasileiro, possui uma grande e completa estrutura física, o que reflete positivamente nas condições de trabalho. Minha adaptação foi rápida, pois o clube oferece basicamente tudo: tenho ótimos aparelhos para desenvolver minhas atividades e a direção investe cada vez mais em tecnologia para os profissionais do departamento de fisiologia.

Universidade do Futebol – Você teve uma passagem pelo Al Wasl, de Dubai, durante praticamente três temporadas. Como foi esse período de intercâmbio cultural?

André Araújo – Sem dúvida nenhuma foi uma grande oportunidade tanto profissional, quanto cultural. No Al Wasl, tive a felicidade de trabalhar com o Zé Mário e o Robson Alves, grandes profissionais brasileiros com enorme experiência no “Mundo Árabe”. Fomos campeões da Copa do Presidente, e também da Liga Nacional e disputamos a Copa da Ásia.

Conheci bem a cultura daquele país, e também de alguns países da Europa. A diferença dos atletas locais para os atletas brasileiros é muito grande, tanto na técnica quanto na parte física. Conseguimos ajustar a nossa metodologia de trabalho com a cultura de treinamento dos jogadores árabes, a partir da vasta experiência dos profissionais citados acima – acredito que esse foi nosso diferencial.

Os países árabes não têm uma escola própria de futebol: os times são coordenados por comissões técnicas estrangeiras e a cada temporada a direção dos clubes muda totalmente a diretriz
do trabalho; por exemplo, antes da nossa comissão, estava uma da República Tcheca. Depois desembarcou a nossa comissão brasileira, para na sequência assumir um staff da Alemanha, e assim por diante. São muitas mudanças metodológicas de treinamento.

Então, minimizar esse impacto e ainda fazer com que esses atletas locais assimilem a metodologia brasileira é uma tarefa difícil que requer muito tato. O Zé Mário tem pouco mais de 30 anos trabalhando naquela região, tanto em seleções quanto em clubes, assim como o Robson Alves.

Conseguimos melhorar a alimentação, forçando os atletas a fazer a principais refeições do dia no clube, além de aplicar treinos pelo menos duas vezes por dia durante a semana, o que foi muito difícil. Em especial os treinos de força, já que muitos atletas apresentaram uma resistência em participar desse tipo de atividade.

Maradona é o novo treinador do Al Wasl, clube que contou com o trabalho de uma comissão técnica brasileira recentemente – nela, estava André Araújo 

 

Universidade do Futebol – De que forma o clima daquela região dos Emirados Árabes afetava o planejamento da equipe? E a religião islâmica, obrigou-o a muitos ajustes em suas atividades?

André Araújo – As estações do ano são bem definidas. Em julho, agosto, setembro e outubro, encontramos períodos em que a temperatura facilmente atinge 50 graus. Nesta época do ano, treinamos somente no período noturno.

Os ajustes em relação à religião também são bem significativos, pois eles têm obrigação de rezar cinco vezes por dia, sendo que no final da tarde ocorre a reza mais importante. Nesse momento, então, o treinamento deve ser interrompido para que eles façam a oração.

Existe também o Ramadã, período em que eles fazem um retiro religioso, jejum por todo o dia, só podendo se alimentar depois da reza mais importante no final da tarde. Apenas após isso que podemos treinar, o que dificulta bastante toda a logística.

*Nota da redação: Anualmente, mais de um bilhão de muçulmanos do mundo todo consideram a importância do mês de Ramadã. Esse período é um momento para reflexão, devoção a Deus e autocontrole, demonstrado por meio do jejum, em que a pessoa pode prestar atenção especial em sua natureza espiritual.

Outro objetivo da cessão é experimentar a fome em compaixão por aqueles que não têm comida. Essa é a forma pela qual muitos muçulmanos aprendem a gratidão e a valorização daquilo que possuem.

É também dever dos islâmicos rezar cinco vezes ao dia, voltados em direção à Caaba, em Meca (Arábia Saudita). Chamada de Salat Fajr ou Salát Assobh, a primeira oração inicia-se desde a alvorada até o nascer do sol e é composta de duas genuflexões (Rakas); a segunda, do meio-dia (Salát Addohr), é composta de quatro Rakas; a terceira oração da tarde (Salát Al-Açr) tem começo por volta das 15h30 até antes do pôr do Sol; a quarta oração do crepúsculo (Salát Al-Maghreb) vai até a entrada da noite, é composta de três genuflexões (Rakas) e é importante ser rezada antes de escurecer; a quinta e última (Salát Al-Ichá) se inicia desde o pôr do sol até a entrada da noite.

Universidade do Futebol – Além de ser o novo chefe do departamento de fisiologia do clube alviverde, você atuará na coordenação científica das categorias de base. De que maneira ocorrerá a integração entre as atividades voltadas ao grupo principal e o setor de formação de atletas?

André Araújo – No departamento profissional, já temos uma sequência de trabalho, avaliações físicas, avaliação de composição corporal, avaliação bioquímica, avaliação de força, monitoramento da suplementação, monitoramento da sobrecarga de treinos e jogos, etc. Nas categorias de base, porém, o ideal é ter uma padronização dos testes físicos e criar um banco de dados, ou seja, desenvolver metodologias de avaliação física que possamos repetir ao longo dos anos e ter um acompanhamento longitudinal da evolução dos atletas.

Esse banco de dados será a referência dos atletas do Goiás, para que possamos fazer uma análise comparativa ao longo dos anos com o surgimento de novas gerações de atletas do clube.

A intenção é montar juntamente com os preparadores físicos da base uma periodização em longo prazo, em que haveria uma progressão das valências físicas, otimizando os períodos sensíveis do crescimento dos jovens atletas. Isso será muito benéfico para o período de transição dos jovens à equipe profissional.

André no treino da equipe principal: alvo é montar com os preparadores físicos da base uma periodização em longo prazo, de olho na progressão das valências físicas dos atletas 

 

Universidade do Futebol – A monitoração dos trabalhos no futebol deve considerar o tipo de exercício intermitente, no qual períodos curtos de alta intensidade são entremeados com períodos mais longos de recuperação ativa ou passiva. Como você atua nesse sentido e controla as variáveis apresentadas na programação de treinos do Goiás?

André Araújo – Nós monitoramos os treinos tanto físico quanto técnico-tático com o GPS, uma ferramenta valiosa, pois podemos precisar a distância percorrida e a intensidade dos treinos.

Juntamente com a análise bioquímica, temos condições de reunir informações preciosas para que o preparador físico e o técnico possam prescrever novas sessões de treinamento.

Os atletas com mais de 30 anos são monitorados de modo especial, tanto pelo volume e intensidade de treino, como também por análises bioquímicas. Quando existe a necessidade de um período maior de recuperação, discutimos de maneira aberta com toda a comissão técnica.

Universidade do Futebol – No Vila Nova, você se utilizava da tecnologia de GPS para controle e monitoramento dos treinos físicos. Em linhas gerais, qual era a metodologia utilizada? O mesmo procedimento é repetido no Goiás?

André Araújo – Em linhas gerais, a metodologia é bem parecida. Só que no Goiás possuímos também um aparelho que podemos acompanhar a frequência cárdica online no treinamento. Dessa forma, previamente determinamos através das avaliações físicas a frequência cardíaca ideal para o treinamento, e com essa plataforma podemos monitorar vários atletas ao mesmo tempo, e saber se o objetivo proposto pelo treinamento foi atingido.


 
GPS no treinamento físico do Vila Nova Futebol Clube
 

Universidade do Futebol – Na esteira da última pergunta como utilizar os dados para montar melhores treinos? O que fazer com esses dados na prática?

André Araújo – O ideal é criar um banco de dados da equipe, conhecendo, assim, o desempenho dos atletas nos treinamentos aplicados. Existem também valores de referência de jogos e treinos, podendo ser comparados com o val
ores coletados nos treinamentos. Mas não posso revelar publicamente esses resultados mais específicos.

 

A utilização do GPS na prática de treinamentos e jogos de futebol
 

 

Universidade do Futebol – Em alguns estudos científicos foi constatado que os pequenos jogos podem ser usados de uma forma efetiva de treinamento de resistência para jogadores de futebol. Esse tipo de atividade em campo reduzido é implementada pela comissão técnica do clube, sob a sua orientação?

André Araújo – Sim. A comissão técnica utiliza esse metodologia – na verdade, não sou eu quem determino o trabalho, mas colaboro com a montagem e principalmente com a monitoração deste treino, utilizando a frequência cardíaca (FC) como referência.

Determinamos qual a zona de FC que o atleta deve treinar para que treinamento surta efeitos positivos. A partir daí, usamos o equipamento que transfere os dados da FC para o computador e acompanhamos o desempenho particular do atleta neste tipo de treino.

A importância de se quantificar variáveis fisiológicas em conjunto com aspectos técnicos e táticos nos jogos reduzidos 
 

 

Universidade do Futebol – Com a temporada em andamento, quais serão os seus principais desafios frente à fisiologia? E qual a importância de uma intertemporada para o andamento do trabalho da comissão técnica?

André Araújo – Primeiro, avaliar fisicamente o grupo, distribuir durante a semana as avaliações físicas de acordo com os jogos semanais, individualizar juntamente com o departamento de nutrição a suplementação dos atletas e, por fim, monitorar os treinos e jogos.

A fisiologia está fortemente ligada com a nutrição, pois analisamos o controle de peso e da composição corporal, que são indicativos da resposta fisiológica dos atletas relacionada ao treinamento. Juntamente com a nutrição, podemos realizar manobras nutricionais, utilizar suplementos alimentares para minimizar os efeitos adversos impostos pela alta carga de trabalho.

Os cardápios também são individualizados, de acordo com a composição corporal de cada um dos atletas.

Universidade do Futebol – A potência aeróbia reflete a qualidade de funcionamento dos sistemas respiratório, cardíaco e muscular esquelético – pré-requisito para uma boa performance esportiva. A construção de uma base aeróbia boa se inicia no departamento de formação de atletas? Se um atleta se apresenta com déficit na categoria principal, que tipo de trabalho deve ser realizado com ele?

André Araújo – Sim. Toda aquela padronização das avaliações físicas e a periodização em longo prazo que citei anteriormente é exatamente para minimizar esses possíveis déficits físicos, sejam eles em quaisquer valências.

Uma vez constatada essa deficiência, o ideal é individualizar o treinamento, mesmo que isso leve um tempo para surtir o efeito desejado.

 Com Wellington, contratado há poucas semanas, André realiza alguns testes: clube ainda sonha com o acesso à elite para 2011

 

Universidade do FutebolQual a real importância dos marcadores sanguíneos na indicação de nível de lesão, estado de hidratação, condição de fadiga e desgaste muscular de um atleta de futebol?

André Araújo – Nosso organismo responde ao estresse imposto pela sobrecarga de treino e de jogos de uma maneira fisiológica que não podemos quantificar a olho nu. Há vários marcadores bioquímicos que podemos utilizar juntamente com outras formas de controle da sobrecarga para idetificarmos possíveis sinais de overtraining e minimizar esse processo.

Podemos citar, por exemplo, a Creatina Quinase (CK), um dos principais marcadores bioquímicos. Uma quantidade elevada na corrente sanguínea pode indicar um possível desgaste físico.

Logicamente é necessário ter valores de referências do atleta e também uma média em longo prazo, coletados em treinos e jogos para termos um otimização desta ferramenta. Esta sem dúvida é uma grande evolução no controle da sobrecarga de jogos e treinos.

Universidade do Futebol – No pós-jogo ou treino, você utiliza a técnica da crioterapia com os atletas, ou crê que a imersão em água gelada possui benefícios apenas subjetivos?

André Araújo – Ótima pergunta. Minha opinião é que a crioterapia deve ser utilizada seguindo as orientações cientificas respeitando o tempo da imersão e, principalmente. a temperatura da água. E que não seja um processo obrigatório para os atletas.

Temos atletas com muita dificuldade de suportar esse processo, principalmente aqueles com um baixo percentual de gordura, e atletas longilíneos, o que dificulta o aproveitamento desta técnica.
 

Utilização da crioterapia no futebol: mitos e verdades
 

Universidade do Futebol – Em se respeitando todas as especificidades de região para região, como você, que atua em um clube do Centro-Oeste, enxerga as principais carências em termos de atualização e capacitação aos profissionais locais? Há seminários, congressos, e o que é necessário para um maior intercâmbio nesse sentido?

André Araújo – A maior dificuldade realmente é de cursos de atualização específicos para o futebol. Claro que existem ótimos congressos na área de fitness, que sempre trazem um debate voltado para esta área, mas um congresso de ciências do futebol ainda falta nesta região.

 

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Universidade do Futebol – Atualmente, pode-se dizer que a fisiologia do esporte aplicada ao futebol ultrapassou as ações laboratoriais e tem atuação direta no cotidiano das agremiações? Qual é o novo papel do fisiologista?

André Araújo – Realmente, o papel do fisiologista ultrapassou a barreira laboratorial. O fisiologista tem um grande papel de “flutuar” entre os departamentos que envolvem a comissão técnica, independentemente da modalidade, facilitando uma comunicação multidisciplinar entre os departamentos.

Além disso, o suporte tecnológico otimizou a participação da fisiologia nos treinamentos físicos e técnicos; agora não somente avaliando previamente os atletas, mas também monitorando a sobrecarga imposta pelos treinamentos e jogos.< br />
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