Árbitros podem ter publicidade nas camisas

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Desde 2001 a Fifa tem se preocupado muito com a profissionalização da arbitragem. Em função disso, emitiu diversas circulares sobre o tema onde destaco duas delas: a nº 763, de 23 de julho e a nº 788, de 14 de dezembro, ambas de 2001.

Na primeira circular a Fifa procurou fixar diretrizes básicas sobre a administração da arbitragem nas Associações Nacionais, mostrando como deve ser formado o Estatuto da Comissão de Árbitros, como deve ser a sua composição (com árbitros antigos e com experiência) e como deve ser a designação dos árbitros para as partidas (sem a interferência dos clubes).

Também fixou uma série de deveres da Comissão como: organizar cursos para novos árbitros, assistentes, árbitras e árbitros de elite que incluam meios de informação, preparação psicológica, estilo, cursos para instrutores de árbitros, assessores, educação física etc., bem como programas de assistência para projetos específicos.

Publicidade nas camisas

Já a circular nº 788 tratou de disciplinar um polêmico tema que é a publicidade nas camisas de árbitros e árbitros assistentes, modificando o artigo 10 do regulamento de equipamentos da Fifa.

Pela circular, manteve-se a proibição de publicidade de patrocinadores nos uniformes dos árbitros em todas as competições organizadas pela Fifa. Porém, em competições de clubes organizadas pelas Confederações e competições internas, as Confederações e as Associações podem autorizar a publicidade de patrocinadores nas camisas dos árbitros, estando terminantemente proibida a publicidade de tabaco, cassinos, bebidas alcoólicas, temas políticos, racistas e religiosos.

A ressalva fica que essa publicidade poderá ser apenas nas mangas da camisa e sua superfície total não poderá exceder 200 cm2. Também essa publicidade está subordinada ao fato de que não exista conflito de interesses com a publicidade de cada uma das equipes participantes e o contrato deverá ser entre o patrocinador e a Associação Nacional ou Confederação, ficando a ressalva que os valores arrecadados deverão ser destinados ao desenvolvimento da arbitragem e em benefício dos árbitros e assistentes das competições em questão.

Assim, percebe-se que fica a cargo da CBF autorizar ou não a publicidade na forma que a Fifa tolera, ficando as ressalvas que o patrocinador da arbitragem não poderá ser conflitante com nenhum outro patrocinador de clube participante da competição. Por exemplo, sendo o Corinthians patrocinado pela Pepsi e Kolumbus e o Fluminense pela Unimed, a arbitragem não poderá ser patrocinada por nenhuma outra marca ou empresa de refrigerantes, nem de assistência médica ou eletrodomésticos/móveis. A meu ver faltou também proibir que a empresa que patrocine a arbitragem também não seja patrocinadora de alguma equipe.

Por fim, determina a Fifa que o contrato deve ser celebrado com a CBF (ou então com as Federações) e não com a Associação de Árbitros ou mesmo com árbitros individuais, devendo ser o valor repassado para os árbitros e utilizado no desenvolvimento da arbitragem.

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