Universidade do Futebol

Colunas

16/05/2016

As 322 finalizações do Audax no Paulistão 2016

Veja alguns detalhes das finalizações e gols da equipe finalista da competição estadual

Uma das permanentes discussões durante os jogos de futebol se refere à produtividade da posse de bola. Se, por um lado, devemos ter ciência que, estatisticamente, a maioria dos gols acontecem em processos ofensivos com até 5 passes (o que aparentemente torna insensato manter a posse de bola em excesso), por outro, também devemos saber que quanto menos passes certos e mais bolas longas em disputa menores serão as chances de vitória (o que também torna insensato desfazer-se da bola em ações que o jogo apoiado se oferece).

De acordo com o Footstats, site de estatísticas especializada em futebol, a equipe do Audax, marcada pelo predomínio quase que absoluto da posse de bola perante seus adversários, foi a que mais finalizou no Campeonato Paulista em 2016. No site estão registradas 120 finalizações certas e 185 finalizações erradas, totalizando 305 finalizações.

Utilizando uma planilha de Controle de Finalizações, já disponibilizada na Universidade do Futebol em uma outra oportunidade (clique aqui para ler a coluna), todas as finalizações do Audax também foram contabilizadas pela comissão técnica ao longo dos 19 jogos, considerando:

a- Atleta que finalizou
b- Local da finalização
c- Tempo de jogo
d- Característica da jogada que originou a finalização
e- Produto final da finalização

A partir do registro feito pela Comissão Técnica, o total de finalizações contabilizado foi de 322 (147 no 1ºT e 175 no 2ºT), com média de 16,95 por jogo e que na coluna desta semana serão discriminadas:

gráfico 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gráfico 4 Gráfico 3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

gráfico 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Número de finalizações por origem da jogada

Ataque Rápido/Ataque Posicional – 138 (42,86%)
Contra Ataque – 62 (19,25%)
Arremesso Lateral – 11 (3,42%)
Escanteio – 16 (4,97%)
Falta Frontal – 39 (12,11%)
Falta Lateral – 6 (1,86%)
Jogada Individual – 6 (1,86%)
Pênalti – 6 (1,86%)
Rebote/Interceptação – 38 (11,8%)

Gráfico 5

gráfico 6

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Número de gols por origem da jogada*

Ataque Rápido/Ataque Posicional – 12 (37,5%)
Contra Ataque – 7 (21,88%)
Arremesso Lateral – 0
Escanteio – 1 (3,13%)
Falta Frontal – 1 (3,13%)
Falta Lateral – 0
Jogada Individual – 0
Pênalti** – 6 (18,75%)
Rebote/Interceptação*** – 5 (15,63%)

*Os gols de pênalti e rebote/interceptação também devem ser analisados quanto à origem da jogada prévia ao gol. É mais um indicador para a estabelecer os padrões de finalização da equipe.

**origem dos gols de pênalti: 3x ataque rápido/posicional; contra ataque; jogada individual; falta lateral
*** origem dos gols de rebote/interceptação: 4x contra ataque; falta frontal

Foram 32 gols marcados pela equipe comandada por Fernando Diniz na competição, o que significa um aproveitamento de 9,94% dos chutes ou 1 gol a cada 10,06 chutes. A relação dos gols por origem das finalizações é a seguinte:

Gráfico 7

Cada equipe assume uma determinada forma de jogar. É função da Comissão Técnica identificar se a forma adotada tem aproximado a equipe das vitórias.

Com base nos dados apresentados e no conhecido Modelo de Jogo do Audax , como você avalia o padrão de finalizações e a eficiência apresentada?

Me escreva e vamos ao debate! Antes disso, assista a todos os gols do Audax na competição:

Abraços e até a próxima!

 

Comentários

  1. Bruno disse:

    Muito boa materia de analise baseadas em dados estatisticos. Claro que as definiçoes de “origem da jogada” podem ser discutidas e entendidas uma vez que cada equipe ou analista (como eu por exemplo) tem uma ideia diversa sobre o inicio e tipologia de açao, ex (contra ataque como vem definido? existe apenas 1 tipo? qual a sua definiçao pratica?). Mas creio q o X da questao realmente é enaltecer a eficiencia de todo o trabalho tatico-tecnico (e nao ao contrario) realizado para que todas essas finalizaçoes fossem criadas.

    Seria interessante realizar um confronto entre Ocasioes de gol (nao chutes no gol ou fora) e os gols fatos pare se obter de vdd um dado estastitico da percentual de eficiencia das chances de gol transfomadas.

    O caminho de se trabalhar por baseados em conceitos e em ocupaçao dos espaços e nao por sistemas taticos (disposiçao estatica) eh o grande valor dessa equipe.

    Bruno Loureiro

  2. Tuiuan disse:

    Ninguém pensou em aplicar um modelo estatístico de Expected Goals não? Seria mais elucidativo.

    E para de chutar tanto de fora, hehe.

  3. Julio Gonzaga Guidi disse:

    Obrigado pelo excelente material divulgado!

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