Aspectos motivacionais no treinamento de futebol

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Para que os atletas tenham bom desempenho, os profissionais responsáveis pela elaboração da metodologia de treinamento no futebol devem procurar recolher o maior número possível de dados que lhes possibilitem organizar um trabalho racional, de acordo com as condições humanas e materiais existentes e, simultaneamente, definir objetivos precisos e realistas (GARGANTA, 1990).
 
Consequentemente, diante do futebol e da necessidade de sua análise, teremos que buscar a compreensão sobre as diversas faces do comportamento humano frente situações vividas nesse âmbito do movimento humano.
 
Recentemente muitos profissionais repensam suas estratégias de treinamento e reavaliam suas formas de conduta. Portanto, percebem que o desempenho do atleta se dará não apenas pelo treinamento físico, mas também através do treinamento psicológico integrado. Pois, atuar de modo racional passa a ser tão importante quanto ensinar aos atletas a especificidade da modalidade.

O treinamento psicológico do esporte refere-se às estratégias adotadas, dentro da metodologia do treinamento (Ciências do Esporte), visando assessorar o motricista esportivo (profissional que não se preocupa exclusivamente com o aspecto físico, mas, sobretudo atua diante uma abordagem humanista no treinamento do futebol) e o atleta, assim como outros envolvidos, em seus comportamentos nas condições de treinamento e na competição, realizando suas tarefas no melhor desempenho possível próximo às condições de bem-estar e satisfação.
 
O interesse nesse tema surgiu a partir da crença que, para se realizar determinada atividade física, e obter benefícios que esta proporciona, é necessário que sua execução seja de forma prazerosa. Porém, tal satisfação pode não ocorrer, com maior frequência, na realização do treinamento, principalmente quando há apenas o desenvolvimento do aspecto físico. Na prática do jogo há maior nível de motivação pelos atletas envolvidos no treinamento (CHELLES, 2002).
 
Podemos afirmar que o esporte, no caso analisado o futebol, é o resultado evolutivo do jogo cuja essência é o lúdico que atualmente está condicionada ao modo de produção capitalista vigente. A descaracterização do princípio “espontâneo” do jogo, pela crescente objetivação e sistematização das técnicas e regras, está intimamente ligada ao processo de “coisificação” do homem e de suas relações (WEINBERG, GOULD, 2001).
 
Assim, os motricistas esportivos necessitam superar a falta de motivação dos atletas, dentre outros, quanto ao exercício físico, aos problemas de lesões e à manutenção do nível de condicionamento, e também aos calendários esportivos que, de modo geral, não deixam espaço para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das qualidades físicas essenciais.
 
Daí a importância do indispensável entusiasmo dos motricistas esportivos (não apenas quanto à elaboração das estratégias de treino, mas também em sua aplicabilidade) e dos atletas, bem como a influência recíproca que se estabelece, que é evidentemente ressaltada no discurso pedagógico e deve ser considerada de fundamental importância na formação e reflexão dos profissionais.
 
Ou seja, os meios de treinamento são, também, meios de preparação psicológica. Pois, ao mesmo tempo em que se intervém sobre a bioquímica e fisiologia, também se intervém de maneira psicológica. A preparação de um atleta – por exemplo – é preparação física, mas também é preparação psicológica para lutar, resistir e vencer as dificuldades (CASAL, 2000).
 
A preparação psicológica deveria acontecer naturalmente, como parte do processo de treinamento tal e qual o trabalho de preparação física, técnica e tática. Fato que nem sempre acontece devido à estrutura das equipes, falta de informação e, até mesmo, vontade dos profissionais envolvidos (BARA FILHO; MIRANDA, 1998).
 
Bibliografia
 
BARA FILHO, M.G.; MIRANDA, R. Aspectos psicológicos do esporte competitivo. Treinamento desportivo. Curitiba. v.3, n.3, p.62-72, 1998.
 
CASAL, H.M.V. Precisiones necesarias en relación con la Psicología del Deporte. Revista digital – Lecturas: educación física y deportes. Buenos Aires. Año 5, n.19, mar.2000. Disponível em:<http://www.efdeportes.com>. Acesso em 10 de jan. 2002.
 
CHELLES, C. Preferências dos atletas no treinamento de futebol. In: 9o. Congresso brasileiro de psicologia do esporte. 2002. Jundiaí. Anais… Jundiaí: Fontoura Editora, 2002, p.51.
 
GARGANTA, J. Planeamento e periodização do treino no futebol. Revista horizonte. n.42, p.196-200, 1990.

 
WEINBERG, R.S.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. Tradução.de Maria Cristina Monteiro, 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.

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