Universidade do Futebol

Geraldo Campestrini

07/11/2012

Até quando?

Até quando vamos assistir da arquibancada os clubes brasileiros se apequenando ante as atitudes e vaidades das grandes estrelas do futebol? A dúvida posta guarda relação com as últimas consequências do caso “Adriano-Flamengo”.

Nesta história, vou me furtar a tecer comentários sobre o atleta. Parece-me muito “simples” criticar ou julgar a pessoa sentada na frente do computador sem conhecer sua realidade.

Apesar de estarmos diante de uma narrativa no mínimo intrigante e cheia de elementos capazes de definir alguns traços do comportamento humano, entendo que não vale a pena focar neste momento tal abordagem.

Do clube, ou do sistema clubístico em geral, ao contrário, cabe novamente a pergunta: até quando? Mesmo diante de uma série de episódios que ensejariam aprendizados contínuos, percebe-se que os mesmos pouco conseguem discernir aquilo que é eventual com as situações permanentes do cotidiano.

A leitura simples que se faz é a seguinte: nem se realiza um trabalho sério de recuperação do atleta, para evitar superexposição midiática ou tratamento intensivo para cura de seus problemas; nem se toma atitudes de não contratar ou de ignorar atletas que saiam da linha de um comportamento considerado adequado para o bem da indústria como um todo.

Em suma, vê-se que não existe aprendizado. E o resultado em um futuro não muito distante é de termos clubes contratando mais jogadores problemáticos sem a mínima gestão de riscos e preparação para recebê-los e de termos um “imperador” disputando o Campeonato Estadual de 2013 por um time qualquer…

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br

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