Universidade do Futebol

Geraldo Campestrini

04/07/2012

Camarotes do Grêmio

Muito se fala e se argumenta sobre os benefícios e as complicações em se ter um estádio próprio para mandar seus jogos. Alguns entes preferem o aluguel de estádios, por não perceber custos fixos mensais, o que pode ser uma boa vantagem para clubes com um baixo fluxo de caixa.

Casos mundiais como o compartilhamento de estádio feito em Milão pela Inter e pelo Milan são um exemplo disso, ao criarem estratégias de marketing conjuntas para melhor rentabilizar o equipamento.

No Brasil, os estádios públicos fazem frente a boa parte da demanda em cidades de grande e médio porte. Mas chama a atenção algumas iniciativas que trazem para o ambiente do clube uma plataforma interessante de negócios, envolvendo não só o futebol, mas também um mercado paralelo, que agrega valor ao patrimônio.

Destaca-se, portanto, a nova Arena do Grêmio, que deverá ser inaugurada em dezembro e já teve todos os camarotes vendidos, representando um faturamento na ordem de R$ 20 milhões, somente com a propriedade. O montante equivale a algo próximo a 14% do faturamento do clube, se comparado com números de 2011.

O valor unitário anual dos camarotes variava entre R$ 134 e R$ 373 mil, o que também é um indicador que desmitifica um pouco o fato de o torcedor não querer gastar com o clube, deixando uma margem de que, na realidade, o mesmo procura novas experiências ligadas ao futebol.

Enfim, o registro serve para percebermos que o potencial que os novos estádios no Brasil tem são enormes. Basta os clubes pensarem em um desenvolvimento orgânico e, quando for o caso, firmar boas parcerias com o poder público para efetivamente ativar o maior número de receitas possíveis visando o incremento do faturamento e a melhoria da qualidade do espetáculo.

Para interagir com o autor: geraldo@universidadedofutebol.com.br
 

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