Carnes na dieta do futebolista. Qual a importância?

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As carnes têm grande importância na dieta de atletas. Porém, não devem ser consumidas em excesso nem ser totalmente eliminadas do cardápio. Dúvidas: o que elas podem fazer pela saúde de um futebolista e como escolher as melhores opções?

1º) Proteínas

É fato que a dieta de atletas deve conter uma maior quantidade de proteínas, tanto para reparação de lesões das fibras musculares, quanto para pequeno fornecimento de energia durante exercícios prolongados (aminoácidos de cadeia ramificada, por exemplo).

A proteína contida nas carnes é mais disponível para esses objetivos, afinal, possui todos os aminoácidos necessários ao organismo e melhor absorção deles.

No futebol, as proteínas são primordiais, pois só elas poderão reparar os tecidos musculares lesionados por treinos consecutivos e jogos com intervalo curto de tempo.

2º) Vitamina B12

Essa vitamina do complexo B, importante para a formação do DNA e saúde neurológica, só é encontrada em alimentos de origem animal, como as carnes. Quem elimina alimentos de origem animal do cardápio, deverá fazer uma suplementação da vitamina.

3º) Ferro

A forma do ferro encontrada nas carnes é mais facilmente absorvida do que a forma encontrada em vegetais. O ferro é importante no transporte de oxigênio e sua diminuição no sangue pode causar apatia, cansaço fácil e anemia. Atletas com baixo ferro e oxigênio no sangue irão render menos em campo, pois se sentirão cansados facilmente.

4º) Zinco

O zinco é essencial na manutenção do sistema imune, saúde da pele e regulação do sistema hormonal (principalmente testosterona), então, o consumo diário de carne, mantém a concentração de zinco sempre alta no sangue.

Atletas de futebol treinam geralmente duas vezes por dia debaixo de sol, chuva, frio ou calor e isso altera muito o sistema imunológico, facilitando o aparecimento de doenças e lesões. Então, o zinco exerce esse efeito protetor aos jogadores.

Como escolher?

Para desfrutar dos benefícios das carnes e não ter prejuízos na saúde, os jogadores devem sempre escolher cortes magros de carnes (tanto brancas quanto vermelhas).

A carne branca é naturalmente mais magra e as gorduras do peixe, por exemplo, são benéficas, então, o consumo delas deverá ser maior, desde que consumidas sem pele, sem ser defumadas ou enlatadas e em preparações sem fritura e queijos amarelos.

Caso a preferência sejam as carnes vermelhas, sem problema algum também, desde que as porções sejam controladas durante o dia (elas possuem naturalmente mais gorduras ruins – as saturadas) e sejam consumidas em preparações magras (assadas, grelhadas, ao molho, cozidas, etc.).

Carnes de porco e ostras devem ser consumidos em menores quantidades, pois apesar de serem ricas em proteínas e zinco, possuem elevados níveis de gordura. Ao contrário, a carne de peru é excelente na dieta, pois é magra e rica em proteínas, ferro e zinco.

Referências:

KLEINER, Susan M.; GREENWOOD-ROBINSON, Maggie. Nutrição para o treinamento de força. São Paulo. Editora Manole, 2002.

KLEINER, SM. O papel da carne na dieta do atleta: seu efeito na inter-relação entre macro e micronutrientes. GSSI, 1998.

*Nutricionista especialista em Nutrição Esportiva & Metabolismo pela Universidade Gama Filho. Responsável pelo departamento de nutrição do Paulista F.C. de Jundiaí

Contato: www.giovanaguido.com.br

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