Universidade do Futebol

Colunas

15/07/2016

CBF regulamenta atuação da imprensa

Através da Diretriz Técnica 03/16 a instituição planeja estabelecer formas de credenciamento, limites e condições de atuação dos profissionais da imprensa

Com o objetivo de regulamentar, dentre outros pontos, a atuação dos profissionais de imprensa nos jogos do campeonato brasileiro, em 12 de maio, a CBF expediu a Diretriz Técnica 03/16.

A referida diretriz estabelece, entre outros pontos, a forma de credenciamento dos profissionais, seus limites e condições de atuação e, penalidades para eventuais infrações.

A fiscalização será realizada pelos supervisores de imprensa e campo indicados pelas Federações.

De forma justa, a Diretriz concede algumas prerrogativas aos profissionais das emissoras de TV, detentoras do direito de transmissão.

Outro ponto importante no que diz respeito à profissionalização, é a vedação da entrada ou permanência no entorno do gramado de profissionais da imprensa de camisa regata, chinelos, bermudas, com apelos comerciais em roupas/acessórios ou fumando.

Enfim, há de se louvar o objetivo de estabelecer regras que valorizem o evento esportivo e a sua cobertura pelos diversos meios de comunicação.

Doutro giro, a Diretriz Técnica estabelece a dura pena de suspensão do credenciamento, o que pode prejudicar profundamente a atuação dos repórteres de campo que estão ali, acima de tudo para exercer o seu trabalho e divulgar a competição.

Neste ponto, a norma da CBF peca ao não indicar a possibilidade de penas mais brandas e educativas, especialmente neste momento de adaptação.

Ao invés da pronta suspensão, a Diretriz poderia ter previsto advertência ou censura prévia.

Outrossim, deveria haver a previsão de prazo para cumprimento da pena e, até mesmo, a possibilidade do profissional se defender em respeito ao princípio da ampla defesa prevista na constituição.

Essas medidas, sobretudo o prazo para cumprimento de eventual suspensão, são muito importantes para que os meios de comunicação possam organizar a sua logística de viagens e escala de profissionais.

Trata-se, obviamente, de um primeiro passo da CBF no tratamento profissional do evento esportivo, como já ocorre na Europa e nos EUA, e, justamente por isso, eventuais imperfeições devem ser ajustadas a fim de não se prejudicar o trabalho de profissionais que, além de buscarem o seu sustento, querem levar ao público a melhor cobertura possível da competição.

Comentários

  1. ISAIAS disse:

    Caro amigo Colunista. eu sempre leio ás suas colunas e acho as mesmas de extrema importância para aquele que queiram alargar o conhecimento em relação a Futebol. e sempre faço questão de elogiar-lhe e de discordar de algum ponto se for necessário. mas em relação ás penas impostas aos profissionais de imprensa eu acho muito correto e, sem o afrouxamento , para da sentido de penas educativas, mesmo que seja de inicio. porque tratam-se de profissionais que nem haveria essa necessidade de imposição de tais regras, sendo eles os mais críticos de tudo e de todos, os senhores do bem, da verdade e de todas as soluções para o mundo e pra tudo. portanto acho que a CBF acertou em cheio!!! esses profissionais pela postura que assumem, deveriam ser exmplo de tudo que for em relação a ética, postura e profissionalismo. eles não poupam ninguém de críticas e, na contramão se negam a fazer quaisquer que sejam elogios a quem quer que seja. eu presenciei já em pleno estádio do Morumbi o senhor Carmona(rádio Transamérica) de Chinelos, bermuda e Boné. aí não da pra defender um senhor desse, que já tem mais tempo de trabalho do que eu e o senhor Dr Gustavo, temos de vida. mais um a vez quero parabenizá-lo pelas suas colunas. muito obrigado por nos dar a oportunidade de poder ler algo tão bem escrito e importante para o bem do nosso Futebol. abraços.

  2. Robeilton disse:

    Os profissionais das rádios foram injustiçados e prejudicados, nesta ação que poderia ser uma boa iniciativa, haja vista, que apenas no ano de “2016” acordaram para isso, sobre entrevistas no intervalo, apenas a Rede Globo, tem direito (privilégio). Como sempre a CBF seguindo o que a Globo manda.

Deixe uma resposta