Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

18/07/2013

Como a vida pessoal do atleta influencia na sua carreira?

O ser humano de maneira geral está sempre em busca da felicidade e esta pode ter e tem um sentido diferente para cada um de nós. Muitos dos que alcançam a dita felicidade pessoal e profissional acreditavam em si próprio e tinham, entre outras qualidades e competências, o foco, um propósito e a persistência. Pois como dizia Viktor Frankl: "Quem tem um PORQUÊ, enfrenta qualquer COMO!".

Mas, talvez um porquê não seja suficiente para nos mantermos no caminho que nos levem ao grande objetivo de vida e carreira. Muitos de nós, enquanto profissionais do esporte ou de outro nicho de atuação, passam por sérias dificuldades de desempenho profissional quando a vida pessoal nos coloca em situações de problema nos quais não temos habilidade para enfrentar tais momentos.

Acredito que a vida pessoal e profissional andam juntas e as decisões que tomamos em relação a nossa vida pessoal impacta o desempenho na carreira e vice-versa. Sendo esse pressuposto uma verdade, então como um atleta pode conseguir ter a competência comportamental para tomar as melhores decisões na vida e carreira, além poder preservar o desempenho em alto nível na vida profissional?!

Para responder essa pergunta, deveremos separar a resposta em duas partes: a primeira em relação à melhora na capacidade de tomar as suas decisões e a segunda em relação ao controle dos seus estados emocionais.

Quanto à tomada de decisão é necessário que o atleta possa ter congruência ecossistêmica na sua escolha, ou seja, ele necessita avaliar quais são os ganhos e perdas de sua possível escolha e ainda mais, avaliando uma determinada situação quanto a motivadores e sabotadores em relação ao propósito ou a decisão a tomar.

• O que o atleta ganha se obtiver o desejado? (Motivador – prazer)

• O que o atleta perde se obtiver o desejado? (Sabotador – dor)

• O que o atleta ganha se não obtiver o desejado? (Sabotador – prazer)

• O que o atleta perde se não obtiver o desejado? (Motivador – dor)

Tendo em vista as respostas para as questões acima, o atleta necessitará planejar ações que minimizem as perdas que são os sabotadores causados pela dor de não obter o resultado desejado. Além disso, o atleta também necessitará elaborar ações para manter os ganhos secundários, aqueles relacionados aos sabotadores do prazer no caso de não se conquistar o resultado desejado.

Indo adiante da avaliação de motivadores e sabotadores o atleta precisará obrigatoriamente realizar a congruência sistêmica de uma decisão, ou seja, avaliar se este objetivo desejado conquistado através de uma decisão, afeta negativamente outras pessoas ou o meio no qual o atleta faz parte?!

Esta avaliação de congruência é extremamente importante, pois aqui a vida pessoal e profissional se cruzam e a falta desta congruência pode levar a um descarrilamento da carreira, caso o impacto na vida pessoal venha a ferir algum valor do atleta.

E para complementar e apoiar na blindagem do desempenho esportivo o atleta precisa desenvolver a prática em pelo menos uma das inúmeras ferramentas de coaching para o controle das emoções negativas e desenvolver âncoras, mantendo o estado emocional e sua concentração sob total controle durante a prática esportiva de alto rendimento.

Penso que aliando uma competência em tomar as decisões na vida pessoal ou profissional com técnicas de controle dos estados emocionais todo atleta pode ter uma grande ajuda para manter o melhor de sua performance profissional, bem como promover grandes conquistas na sua carreira.

E você, amigo leitor, o que pensa a respeito?!

 

Para interagir com o autor: gustavo.davila@universidadedofutebol.com.br

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