Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

20/03/2014

Como equilibrar o lado pessoal e profissional?

Treinamentos intensos, concentração e jogos decisivos. Esta rotina está presente na carreira de todo profissional de futebol, seja este um atleta ou um profissional de qualquer outra função no futebol.

No caso do atleta, principalmente, sabemos o quanto é necessário estar em equilíbrio no lado profissional e pessoal de sua vida, e que este equilíbrio está diretamente relacionado com o desempenho deste dentro das quatro linhas.

Partindo deste princípio, quero te convidar para uma reflexão: alguma vez você já teve um problema de ordem pessoal que afetou diretamente no seu desempenho profissional? Acredito que a resposta seja sim, pois afinal de contas todos nós passamos por situações como esta, pelo menos uma vez em nossas vidas.

Agora pense no caso específico que vivenciou, havia várias partes interessadas tais como meios de comunicação, torcedores e vários outros profissionais acompanhando detalhadamente seu desempenho e fornecendo uma avaliação em tempo real sobre sua performance? Seria complicado não é mesmo? Então, este é o cenário que o atleta profissional de futebol, com algum tipo de problema no lado pessoal vive.

Diante das exigências de desempenho profissional ditadas pelo esporte de algo rendimento, este equilíbrio entre o lado pessoal e a profissional necessita cada vez mais de atenção. São comuns situações de estresse decorrente das pressões do dia a dia no futebol e como já abordamos anteriormente o estresse pode levar os atletas a terem lesões e até, em alguns casos extremos, ao Burnout (uma forma mais severa de estresse ou estado de esgotamento).

No Brasil, devido a nossa origem latina, temos mais dificuldade em separar razão de emoção e com isso os problemas pessoais podem sim afetar a produtividade do atleta em campo.

Desta forma, penso que os clubes podem pensar em formas de como elaborar algum tipo de programa de qualidade de vida que forneça algo além de um tradicional programa que contaria com algumas orientações que o atleta já recebe, como por exemplo, a orientação nutricional. Poderia o clube ir além, pensando na contratação de profissionais específicos para orientar na gestão de carreira e nesse sentido o Coaching pode servir como um serviço que agregue valor a esta necessidade do futebol. Além disso, neste programa seriam adequadamente cabíveis orientações financeiras para os atletas, pois em muitos casos a falta do conhecimento em gerir suas próprias finanças pode ser um fato gerador de desequilíbrio entre o lado pessoal e profissional do atleta, levado ao estresse.

Por fim compartilho com você, profissional do futebol ou não, três pequenas sugestões práticas de como se comportar diante de alguns conflitos:

• Compartilhe o seu problema com as pessoas mais próximas; isso pode aliviar a pressão;

• Relate sua situação ao superior hierárquico na comissão técnica, mesmo que de maneira superficial, torne-o ciente do que está acontecendo, converse sobre como pensa a respeito do problema, como pretende lidar com ela e resolvê-la;

• Procure agir com cautela e evite os extremos, ou seja, não se isole e nem se exponha demais.

Até a próxima!

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