Universidade do Futebol

Publif

16/08/2007

Competitividade não pode atrapalhar a infância

A idéia de competição entre as crianças pode significar riscos para o desenvolvimento das mesmas. Se elevado a níveis exagerados, o ambiente competitivo significa um erro na iniciação esportiva. Assim como tratar a criança como um “adulto miniatura”. A criança não deixa de ser criança quando pratica esporte.

Um dos principais equívocos cometidos por professores mal preparados é uma filosofia imediatista. Orientadores e pais, logo cedo, desejam ver as crianças como competidores já capacitados a enfrentarem cobranças e pressões dignas de um adulto.

É preciso saber que o objetivo do esporte na infância não é simplesmente técnico e físico. Outros fatores são muito importantes e devem ser priorizados. A infância é uma fase de aprendizagem e desenvolvimento, não de aperfeiçoamento ou rendimento.

Além disso, questões psicológicas e sociais também precisam ser levadas em consideração, já que, por se tratar de um período de formação, serão fundamentais para o futuro do indivíduo. Da mesma forma que o lado positivo desses fatores, quando estimulado, resultam em valiosas experiências para a criança.

Assim, ao contrário do que ainda pode ser verificado em algumas escolas, onde a liberdade esportiva é deixada de lado e crianças são submetidas a rotinas muito parecidas às dos adultos, a competitividade deve ser tratada como ingrediente estimulante. De forma natural e saudável, ela contribuirá para uma formação qualificada da criança.

Bibliografia

FILGUEIRA, Fabrício Moreira. Futebol – Uma visão da iniciação esportiva. Editora Ribergráfica, 2004.

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