Universidade do Futebol

Ciefut

12/07/2014

Copa do Mundo 2014: O ritmo de passes das seleções sul-americanas e europeias (Parte 2)

Em sequência à análise do ritmo de passes, objetiva-se verificar a mudança gerada na velocidade de transmissão de bola das equipes (passe) em função no cenário construído no confronto com outro adversário. A equipe pode ter a média de ações de passe em função do tempo como produto de fatores já citados no artigo anterior (Parte 1), e também, como consequência da interação com a proposta de jogo do adversário e da estratégia adotada para enfrentá-lo.

 Figura 1 – Dados do primeiro e segundo jogo de Brasil, Argentina e Uruguai

 

Comparada ao Uruguai, a Argentina teve praticamente o dobro do tempo de posse de bola, posse em relação ao adversário e volume total de passes tendo como resultado uma vitória com apenas 1 gol marcado, enquanto o Uruguai venceu seu jogo com 2 gols marcados. A grande vantagem e o bom índice de aproveitamento de passes impactou mais em questões defensivas para a Seleção Argentina.

As três Seleções tiveram diminuição no ritmo de passes em relação ao tempo de posse de bola, sendo que apenas a Argentina conseguiu aumentar o ritmo de passes em relação ao tempo total de bola em jogo.
 

Figura 2 – Dados do primeiro e segundo jogo de Colômbia e Equador

 

Colômbia e Equador aumentaram tanto o ritmo de passes em relação ao tempo de posse de bola, como o ritmo de passes em relação ao tempo total de bola em jogo. O aproveitamento dos passes foi menor do que na primeira partida, porém venceram seus jogos.

Figura 3 – Dados do primeiro e segundo jogo de Alemanha, Itália e Espanha

 

Alemanha e Espanha aumentaram o ritmo de passes em relação ao tempo de posse de bola e em relação ao tempo total de bola em jogo. A Itália teve seu ritmo diminuído nos dois quesitos. Nenhuma das três seleções venceu suas partidas.

Figura 4 – Dados do primeiro e segundo jogo de Inglaterra, Portugal e Holanda

 

Com exceção do ritmo de passes em relação ao tempo de posse de bola da Seleção da Holanda, todas as outras médias de ritmo foram aumentadas, ou seja, as Seleções diminuíram o tempo em segundos entre cada ação técnica de passe, aumentaram o tempo de posse de bola relativo aos adversários e por consequência tiveram um maior volume de passes.

Com as tabelas expostas acima, pode-se observar:

1. Seleções com ritmo de passes mais alto, tanto em relação ao tempo de posse, como em relação ao tempo total de bola em jogo, tenderam em geral a uma diminuição, enquanto ritmos mais baixos tenderam em geral a um aumento do ritmo. Esse fato aconteceu na maioria das vezes, reforçando o conceito de que os sistemas (as equipes) tendem a uma regressão à média;

2. A regressão à média parece ter um efeito mais poderoso do que a interferência dos adversários;

3. Ter mais posse de bola em relação ao primeiro jogo quando comparado ao adversário não garantiu necessariamente melhora no resultado da equipe;

4. O tempo de posse de bola em segundos apresentou uma considerável estabilidade quando os dois jogos foram comparados, mesmo com oscilações no tempo total de bola em jogo.

Referências Bibliográficas

FIFA. Disponível em: http://pt.fifa.com/worldcup/matches/index.html . Acesso em: 23/06/2014.

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