Universidade do Futebol

Gepeff

31/01/2010

Correlação entre o teste de agilidade com e sem bola em jovens praticantes de futebol

O futebol é um dos esportes mais conhecidos do mundo. É um esporte dinâmico que vem crescendo assustadoramente na questão tática, na técnica e especialmente em relação ao desempenho físico dos atletas.

A técnica busca o aprimoramento máximo dos fundamentos da modalidade, busca a realização de um movimento específico, com maior eficiência diante de um menor gasto energético.

Dentro dos fundamentos técnicos do futebol, temos a condução de bola que é o ato de se deslocar pelo campo de jogo com a posse de bola. Entre as principais capacidades físicas utilizadas no futebol temos a agilidade, capacidade muito importante para o futebol devido às atitudes curtas em relação ao seu tempo, algo que sem dúvida pode alterar resultados de partidas. É a capacidade na qual todos os jogadores, independente de sua posição, necessitam de aprimoramento. Durante as partidas, essa agilidade pode ser executada com a posse de bola ou sem a posse de bola.

O objetivo principal dessa pesquisa foi identificar a relação entre agilidade com e sem bola em jovens praticantes de futebol. Como objetivo secundário, pretende-se verificar o déficit técnico, que é a diferença entre o menor tempo de realização sem bola dividido pelo menor tempo de execução com bola.

Para obtenção dos resultados foi aplicado o Illinois Agility Test (Roozen, 2004 apud MARIA; ALMEIDA; ARRUDA, 2009), que avalia agilidade com e sem bola em jogadores de futebol.

Foram avaliadas trinta e seis crianças (10,4±1,2 anos), do sexo masculino, todos devidamente matriculados em uma escola de futebol da cidade de Mogi Mirim-SP, com uma média de 1,2 ± 0,8 anos de prática de futebol.
As médias apresentadas para o teste de agilidade sem bola (19,4±1,02) e o teste de agilidade com bola (26,9±3,3 segundos) apresentaram diferenças significativas (p< 0,05) e correlação fraca (r = 0,35). Já os resultados de déficit técnico são satisfatórios. A média do grupo foi de 73%, os valores são analisados em porcentagem e a criança que apresentou maior déficit técnico obteve 56% de aproveitamento. Já a criança que melhor desempenhou a atividade obteve 91%. Podemos concluir nesse estudo, que não há relação significativa entre o teste de agilidade com e sem bola. De acordo com os resultados de déficit técnico, nenhuma criança ficou abaixo dos 50%, e verifica-se que todos os sujeitos perdem um pouco de rendimento na agilidade quando colocado o componente bola. Portanto, é importante que os professores desenvolvam, nas aulas e nos treinos, atividades de agilidade com e sem a posse de bola, para que o aproveitamento não diminua. Bibliografia

MARIA, Thiago S.; ALMEIDA, Alexandre G.; ARRUDA, Miguel. Futsal Treinamento de Alto Rendimento. São Paulo – SP: Phorte, 2009.

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