Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

10/07/2014

Derrotados por quem?

É triste ter que reconhecer o desempenho abaixo de qualquer expectativa da seleção brasileira de futebol, pela forma que aconteceu e pela maneira que nos comportamos em campo no jogo contra a Alemanha. Muitos vão tentar mensurar o tamanho da vergonha que ficou gravada na história do futebol mundial, mas vejo que são muitas as lições que o nosso futebol deve aprender com essa derrota avassaladora pela semifinal do mundial de futebol.

Em geral o fracasso no esporte ou em qualquer outra área de desempenho, tende a impactar diretamente em nossa autoestima. Numa ocasião em que uma equipe e futebol depara-se com uma derrota de um jogo importante ou talvez do jogo mais importante de uma competição uma pergunta vem a tona, o que fazer agora?

Penso que é hora de repensar toda a forma como administramos o futebol brasileiro, rever toda a nossa estrutura do futebol inclusive refletindo sobre o modelo que temos de desenvolvimento do futebol no país, se é que temos algum. Se nosso algoz na competição, a Alemanha, conseguiu após seu fracasso nas edições de 2000 e 2004 da Eurocopa quando foi eliminada na primeira fase. Uma grande reformulação foi realizada em busca de uma identidade própria para a seleção do futebol do país e a prova que a continuidade de um trabalho planejado e bem estruturado faz a diferença no futebol, foi a manutenção do trabalho na seleção alemã após o 3º lugar na Copa de 2006, no qual após Klinsmann deixar o comando da seleção o seu assistente-técnico Joachim Löew assumiu a seleção, esta mesma que nos deixou com esse sentimento de incredulidade sobre o resultado do jogo entre Brasil e Alemanha.

Nos cabe agora agir com humildade para reconhecer que o momento é de recomeço, quem sabe realizarmos um grande simpósio nacional sobre os rumos do futebol brasileiro para o futuro e com isso redescobrirmos nossa identidade. Para isso é necessário observarmos o que os outros países têm feito de melhor em termos técnicos, tecnológicos e no campo do desenvolvimento mental dos atletas, rever nosso modelo de gestão e nosso modelo de desenvolvimento do esporte no Brasil. Pelo exposto, agora me parece que em grande parte perdemos para nós mesmos!

Cabe aos responsáveis pelo futebol em nosso país esse exercício de humildade comentado acima e iniciar este movimento, precisa cair a ficha de que não podemos mais depender da magia ou genialidade individual para resgatarmos nosso futebol, sendo necessário sermos melhores em todas as disciplinas que fazem parte do futebol e a partir daí sim juntarmos a essa desejada excelência a nossa criatividade nata do brasileiro para a prática do futebol.

Vamos em frente, a vida continua mas o recomeço é a única rota alternativa para o renascimento do nosso futebol.

Até a próxima! 

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