Universidade do Futebol

Entrevistas

07/11/2014

Diego Aguirre, treinador de futebol

Em 2011, Diego Aguirre teve a oportunidade de escrever mais um capítulo histórico à frente de Peñarol. Então treinador, o autor do gol do último título do clube uruguaio na Libertadores da América conduziu a equipe carbonera novamente à decisão do principal torneio continental. Diferentemente de 1987, porém, ele parou na magia de Ganso, Neymar e companhia – o Santos, de Muricy Ramalho, sagrar-se-ia campeão sul-americano.

A lembrança de uma perda poderia causar frustração ou tristeza. Mas longe disso. Aguirre relembra do momento com muito orgulho e carinho. À ocasião, teve a oportunidade de se defrontar com um dos profissionais brasileiros que ele mais admira. Além disso, viu de perto a ascensão do que ele considera um “fenômeno”.

“Tínhamos um bom time, mas sem grandes figuras. Chegamos à final depois de eliminar o Inter, o Vélez Sarsfield, a Universidad Católica, do Chile. E demos o ‘azar’ de pegar um grupo fortíssimo, treinado por um ‘grande’, e que tinha um diferencial: Neymar, um jogador de uma qualidade espetacular”, avalia Aguirre.

O Brasil sob a ótica deste uruguaio é tão bem visto que, por aqui, ele resolveu tirar um período de descanso e reflexão. Depois de quase três temporadas no Oriente Médio, comandando o Al-Rayyan e o Al-Gharafa, ambos do Catar, Aguirre esteve pelas bandas do Rio Grande.

“Foi muito bom observar treinamentos de Abel e Felipão, dois grandes treinadores. A ideia foi tentar analisar taticamente como funciona o futebol brasileiro, as propostas de jogos, o funcionamento do movimento das equipes, etc.”, revela o uruguaio, campeão em seu país natal como atleta e como gestor técnico de campo.

Nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol, Aguirre fala sobre metodologias de treinamento, o nível do jogador profissional do Uruguai e diz não ter explicação pela qual os seus companheiros de profissão tupiniquins não se firmam nas grandes ligas mundo afora.

“Sinceramente, não sei. Acho que o Brasil tem muitos bons treinadores e deveriam ter oportunidades em equipes de alto nível. A verdade é que o mercado daqui é muito forte, e muitos talvez façam questão de ficar por aqui e não queiram se arriscar. Mas não consigo detectar uma razão lógica. O Brasil sempre terá o respeito mundial”, finaliza.

Ouça a entrevista na íntegra:

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