Universidade do Futebol

Entrevistas

08/11/2013

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres, da Escola de Futebol do Botafogo

Interdisciplinaridade é a abordagem que busca a interação e a cooperação entre duas ou mais disciplinas. Diferentemente da multidisciplinaridade, existe aqui um fator de coesão entre saberes distintos. O estabelecimento desse processo entre duas ou mais disciplinas depende fundamentalmente de atitudes subjetivas dos atores que participam da construção do conhecimento.

Este modo de saber e compreender é, porém, ainda raro nos meios futebolísticos. Mas um clube tem se proposto a atuar em uma linha que busca valorizar pessoas que tiveram a formação própria em diferentes domínios, com seus métodos, conceitos, dados e termos próprios. Trata-se do Botafogo de Futebol e Regatas.

O clube carioca, a partir de sua escola de futebol, iniciou um trabalho pioneiro no país: o CIAD (Centro Interdisciplinar de Avaliação do Desempenho). A área tem como coordenador de desempenho Guilherme Torres, responsável pelo desenvolvimento do projeto ao lado do coordenador técnico Eduardo Oliveira.

“Para essa integração, desenvolvemos um Programa de Formação Continuada e Estágio Supervisionado, caracterizado por encontros semanais obedecendo a um currículo de disciplinas pertinentes ao futebol, em que todos os profissionais do clube tem acesso às discussões periódicas sobre o futebol”, explica a dupla.

A partir desta perspectiva, foi elaborado o que eles chamaram de “Documento Orientador Metodológico”. O alvo: nortear os conteúdos a serem desenvolvidos em cada categoria de formação, obedecendo uma progressão pedagógica. Além disso, todas as terminologias usadas foram unificadas, bem como se criou uma metodologia própria para a operacionalização do processo de formação de jogadores.

“Este documento foi discutido com todos os profissionais do clube, através de encontros periódicos, que se tornaram extremamente ricos para sua construção”, completam Eduardo e Guilherme.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, eles falam mais sobre o processo de capacitação profissional no departamento de formação de atletas alvinegro, e revelam quais são as ferramentas para atingir sucesso dentro dessa esfera.

“Uma visão sistêmica e interdisciplinar no futebol é mais que somente a soma das suas áreas de conhecimento e seus saberes específicos, e sim a maneira como ocorrerão as relações e interações de todos estes aspectos”, sentenciam os parceiros.
 

Universidade do Futebol – De forma geral, quais os principais obstáculos que vocês veem hoje em dia para se implantar nos clubes de futebol trabalhos que tenham uma visão sistêmica e interdisciplinar?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – O sistema educacional brasileiro tende a especializar o conhecimento, sem antes potencializar a visão geral do todo, promovendo ainda muitas vezes um conhecimento que se distancia de situações cotidianas e práticas. Além disso, de uma forma geral, não estimula nas pessoas as habilidades sociais, que são essenciais para o relacionamento interpessoal e gerenciamento de grupos. Portanto as pessoas estão ficando cada vez mais especializadas em um único campo de conhecimento, o que minimiza o seu poder de atuação.

Trazendo para o contexto do futebol, o que notamos atualmente é que o conceito de multidisciplinaridade está bem aceito e até certo ponto, visto com notoriedade para o alcance do sucesso. Porém, na nossa visão, de nada adianta a visão de um especialista em determinada área de conhecimento, se esta se restringe à sua área específica de maneira descontextualizada e sem interação constante com os outros campos do saber que abarcam o futebol.

Todas essas áreas de conhecimento presentes no futebol têm como principal função facilitar o o desenvolvimento dos jogadores, que se situam no centro desse processo.

Assim, começamos a evoluir para uma visão mais ampla, onde o conhecimento do todo, neste contexto representado pelo futebol, e a constante interação entre suas diferentes áreas de conhecimento, ocorrem de maneira natural, representando assim a interdisciplinaridade contextualizada.

Todos os profissionais envolvidos no processo devem estudar o futebol e suas particularidades, sabendo de que maneira o seu conhecimento e a sua prática profissional, integrados com outros profissionais, contribuirão para o alcance dos objetivos almejados.

Uma visão sistêmica e interdisciplinar no futebol é mais que somente a soma das suas áreas de conhecimento e seus saberes específicos, e sim a maneira como ocorrerão as relações e interações de todos estes aspectos. O conhecimento do todo (futebol) e a interação das partes (áreas de conhecimento) são questões essenciais nesta maneira de enxergar, mas que ainda hoje sofrem dificuldades no âmbito do futebol brasileiro.

Na nossa visão, a formação do profissional no futebol (visão do todo) ainda é deficiente no nosso país, o que de certa forma contribui para uma dificuldade nas interações dos conhecimentos das diferentes áreas e na dificuldade das relações interpessoais.

Outro fator que interfere diretamente na condução do trabalho proposto é a dimensão política existente nos clubes de futebol, pois se relaciona diretamente com a continuidade ou não de todo o processo.

Este aspecto reforça ainda mais a necessidade de termos profissionais altamente capacitados e com uma visão ampla sobre o futebol, sobretudo a partir dos gestores das instituições.


"Uma visão sistêmica e interdisciplinar no futebol é mais que somente a soma das suas áreas de conhecimento e seus saberes específicos", pensa a dupla

 

Universidade do Futebol – Quais as vantagens que vocês veem na implantação de um trabalho com estas características?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – Acreditamos muito no poder que um ambiente propício tem para desenvolver a potencialidade das pessoas, e isso não se demonstra diferente no futebol, muito pelo contrário.

Em se considerando essa particularidade, objetivamos com a implantação de um trabalho com características predominantemente sistêmicas criar um ambiente rico para as trocas e construções de conhecimentos visando um objetivo comum, potencializando as virtudes e minimizando as deficiências de todos os envolvidos.

O entendimento do todo é fundamental para que as interações e as relações construídas caminhem em direção a um mesmo objetivo.

Trazendo ainda para o contexto de treinamento e competição, observamos neste processo pedagógico, comportamentos nas relações estabelecidas entre os jogadores de uma equipe, considerando o jogo de futebol um confronto de sistemas complexos.

Assim, o olhar sistêmico e interdisciplinar está associado não somente nas relações estabelecidas entre as diferentes áreas de conhecimento, mas também como treinamos e estabelecemos as relações entre os jogadores de maneira a prevalecer padrões de comportamentos individuais e coletivos de forma específica.
 

 

Multidisplinaridade, Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade no futebol: reflexões sobre a integração de conhecimentos na prática do futebol

 

 

Universidade do Futebol – Falem um pouco sobre o processo de capacitação profissional que vocês estão fazendo, como parte da implantação do projeto proposto às categorias de base do Botafogo.

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – A gerência da escola de futebol do Botafogo de Futebol e Regatas, representada pelo gerente geral Ney Souto e pelo gerente técnico Eduardo Freeland, contribuiu de maneira fundamental para iniciarmos esse tipo de trabalho junto ao corpo profissional, com a criação do caderno de encargos e funções do clube.

A partir deste momento, cada profissional teve conhecimento sobre suas funções e contribuições para que os objetivos das categorias de formação sejam alcançados.

Na sequência, nos deparamos com um cenário no qual deveríamos criar uma cultura em relação à Escola de Futebol B.F.R., caracterizada pela troca, construção e registro dos conteúdos que almejamos aplicar. Para isso, criamos o CIAD (Centro Interdisciplinar de Avaliação do Desempenho), que é o aspecto central de toda a nossa coordenação, atuando na interação entre as diferentes áreas de conhecimento.

Para essa integração, desenvolvemos um Programa de Formação Continuadae Estágio Supervisionado, caracterizado por encontros semanais obedecendo a um currículo de disciplinas pertinentes ao futebol, em que todos os profissionais do clube tem acesso às discussões periódicas sobre o todo (futebol).

Dentro desta perspectiva, elaboramos um Documento Orientador Metodológico com a intenção de nortear os conteúdos a serem desenvolvidos em cada categoria de formação, obedecendo uma progressão pedagógica, além da unificação de terminologias e da criação de uma metodologia própria para a operacionalização do processo de formação de jogadores.

Este documento foi discutido com todos os profissionais do clube, através de encontros periódicos, que se tornaram extremamente ricos para sua construção.

Além disso, oferecemos cursos extra curriculares com a chancela “Botafogo F.R.”, sem custo algum, através de parcerias, para a qualificação e capacitação do nosso corpo de profissionais, fomentando também a presença em congressos e cursos acadêmicos específicos.

Acreditamos que com tudo isso, aliado ao conhecimento prévio e a vivência de cada um, estamos contribuindo para aumentar a troca e a construção de uma forma de trabalhar única e coletiva direcionada para um objetivo comum.

Gostaríamos de enfatizar a qualidade do trabalho e dos profissionais já existentes no clube antes de nossa chegada a coordenação, o que facilita muito o andamento do processo.


CIAD atua na interação entre as diferentes áreas de conhecimento dentro do projeto botafoguense

 

Universidade do Futebol – Em linhas gerais, quais são as principais partes deste projeto? Quais são seus objetivos mais específicos.?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – Este Programa de Formação Continuada e Estágio Supervisionado é dividido em quatro módulos com seis meses de duração para cada um, totalizando assim dois anos de programa. Os cursos extra-curriculares são esporádicos, mas o ambiente de troca já vem se tornando cotidiano, o que contribui muito para o nosso desenvolvimento.

O principal objetivo é a qualificação e capacitação do nosso corpo de profissionais, pois sabemos que somente assim, através da excelência de nossos profissionais, teremos um ambiente de ensino-aprendizado de excelência para nossos jogadores, que como já abordado, configuram o centro do processo.

Em nossa visão, as nossas categorias de formação funcionam realmente como uma escola, na acepção da palavra, com determinados conteúdos a serem enfatizados e desenvolvidos em cada fase da formação de nossos jogadores. O nosso principal objetivo nesse processo é estimular e potencializar a inteligência específica dos nossos jogadores, proporcionando assim um maior entendimento sobre o futebol.

Para isso, o desenvolvimento de questões sociais na formação de um atleta-cidadão se tornam essenciais e facilitadoras para a implantação da nossa maneira de trabalhar.
 

 

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Universidade do Futebol – Qual a ferramenta que vocês utilizam para avaliar os atletas numa perspectiva sistêmica e interdisciplinar?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – Atualmente, utilizamos uma metodologia de treinamento predominantemente sistêmica, em que as dimensões física, técnica, tática e psicológica se interagem a todo o momento, na direção de criar padrões comportamentais desejados através da resolução de problemas.

Neste sentido, a nossa avaliação se baseia nos conteúdos que são direcionados aos nossos jogadores, pois entendemos que um processo pedagógico como o treinamento no futebol necessita da interação constante de três pilares: o planejamento, o processo e o controle.

Se o nosso processo é predominantemente sistêmico e está totalmente atrelado ao que está planejado para cada fase de desenvolvimento, o controle de tudo isso, denominado de “avaliação”, também tem características sistêmicas, se expressando através de três formas: Controle Pedagógico do Treinamento, Avaliação do Desempenho Coletivo e Avaliação do Desempenho Individual.


"O nosso principal objetivo nesse processo é estimular e potencializar a inteligência específica dos nossos jogadores", revelam Eduardo e Guilherme
 

Universidade do Futebol – Quais os itens que vocês consideram mais importantes? E os menos importantes – que ainda são adotados tradicionalmente, na visão cartesiana e/ou fragmentada?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – Na realidade, baseamos o nosso sistema de avaliações nas tomadas de decisão dos nossos jogadores frente aos problemas gerados e aos padrões de comportamentos desejados. Sendo assim, dividimos a Avaliação do Desempenho Individual em três fases distintas: jogo, mês e a cada três meses.

No jogo, são avaliados qualitativamente ações que mais se repetem dependendo da função de cada jogador. Já no mensal e trimestral, além das características específicas, ocorre também uma avaliação das características gerais dos jogadores, independente da função exercida, o que reflete o potencial e a deficiência de cada um, possibilitando, assim, em determinado contexto, uma troca de função de algum jogador. Portanto, a avaliação que propomos é essencialmente qualitativa e não puramente quantitativa.

Dentro deste contexto, algumas avaliações físicas e técnicas descontextualizadas não fazem sentido para as informações que buscamos, já que nossos jogadores não são estimulados a esses conteúdos de maneira descontextualizada. Dentro dos conteúdos avaliados, montamos um gráfico radar com todas as características e um gráfico em barras dividido em características ofensivas, defensivas, específicas, atléticas e psicossociais.

Em relação ao Controle Pedagógico do Treinamento, utilizamos essa ferramenta para registrar o volume de propensão dos conteúdos desenvolvidos em cada sessão, semana, mês e até ano de treinamento de determinada categoria. Esse controle é extremamente importante para registrarmos e direcionarmos o ambiente de treinamento ao qual nossos jogadores estão sendo expostos.

Já a Avaliação de Desempenho Coletivo da equipe se dá em função de como os conteúdos são desenvolvidos nos jogos, através de uma avaliação de imagens. Cabe ressaltar que todas essas ferramentas de avaliação são de cunho qualitativo e interdisciplinar, reforçando ainda mais a necessidade de profissionais altamente capacitados e com excelente expertise em relação aos conteúdos avaliados.
 


Universidade do Futebol – Como se dá a integração entre as equipes de base e o departamento de futebol profissional? Ter um treinador na equipe principal do perfil do Oswaldo de Oliveira e um comandante do sub-20 como o Eduardo Húngaro contribui em que sentido?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – A nossa coordenação é referente à Escola de Futebol Botafogo de Futebol e Regatas que abrange desde a categoria sub-8 até a sub-17.

A partir de então, temos o departamento de futebol profissional, que absorve a categoria sub-20, a fim de estreitar e minimizar possíveis danos na transição entre os jogadores da base para o profissional.

Ocorre total interação entre as diferentes categorias, inclusive com o treinador da categoria sub-20 ocupando o cargo de auxiliar técnico do futebol profissional.

Além disso, o gerente técnico do futebol profissional, Sydnei Loureiro, tem suas raízes nas categorias de formação do Botafogo de Futebol e Regatas, o que facilita toda essa interação.

O treinador Oswaldo de Oliveira e sua comissão técnica tem se demonstrado abertos às trocas de conhecimentos, adicionando todas suas vivências prévias ao processo de formação de jogadores na Escola.

Importante ressaltar a figura do presidente Mauricio Assumpção nessa esfera toda. Ele sempre afirma: "posso não ganhar nenhum título pelo Botafogo, mas deixarei de legado uma base forte e estruturada". Esse sempre foi o pilar do mandato dele.


Formação diferenciada de Sydnei Loureiro e perfil de Oswaldo de Oliveira à frente da equipe principal motivam a coordenadoria da Escola de Futebol do Botafogo

Universidade do Futebol – Vocês conhecem trabalhos semelhantes feitos em outros clubes brasileiros ou em mesmo em outros países?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – Percebemos um movimento, principalmente nas categorias de formação, da busca de um trabalho semelhante, pensando na formação integral dos jogadores e uma diretriz de trabalho específica do clube. Acreditamos que o fenômeno da globalização, facilitando o acesso às informações e ao conhecimento, tem agregado muito para expandir essa forma de pensar o futebol e o processo de formação de jogadores.

Além disso, está aumentando cada vez mais a oferta de cursos e congressos qualificados, onde esses temas são discutidos em altíssimo nível.

Atualmente, conhecemos alguns profissionais do meio com ideias parecidas, mas nunca tivemos acesso ao ambiente que estamos formando na Escola de Futebol B.F.R.

Cada realidade tem um contexto específico, não tem como afirmarmos que o que estamos começando a desenvolver no Botafogo F.R. é a melhor maneira de trabalhar e formar jogadores, é apenas a que acreditamos e estamos construindo com todos os profissionais envolvidos.

O que sabemos é que para realizar esse tipo de trabalho algumas coisas são essenciais, no nosso ponto de vista, como: qualificação e capacitação profissional; captação de talentos; ambiente propício; controle e continuidade.
 

 

Universidade do Futebol – Quais são os principais referenciais teóricos que vocês utilizam para o desenvolvimento dos seus projetos no clube?

Eduardo Oliveira e Guilherme Torres – Gostamos muito da literatura portuguesa, principalmente a produzida pela Universidade do Porto, podendo citar alguns autores como: Júlio Garganta; José Guilherme de Oliveira; Vitor Frade; Carvalhal; Marisa Gomes; entre outros.

Utilizamos muito a literatura espanhola, também, principalmente escrita pelo Seirul-lo e pelo Tamartit.

No Brasil nossos referenciais são o professor João Paulo Medina; Paulo Freire; Tani; Scaglia; além dos materiais desenvolvidos pelo Núcleo de Pesquisa e Estudos em Futebol (NUPEF) da Universidade Federal de Viçosa, coordenado pelo professor Israel Teoldo.

Também estamos sempre acessando o site da Universidade do Futebol e lendo artigos e entrevistas interessantes.

Tivemos acesso há pouco tempo a um curso oferecido pela Federação Holandesa de Futebol que também foi muito interessante. Não podemos esquecer de grandes autores como Teoderescu e Gréhaigne pelas contribuições ao estudo dos jogos desportivos coletivos.

Gray Cook e Mike Boyle também são autores que estudamos bastante para entendermos sobre padrões de movimentos e prevenção de lesões.

Procuramos ler também sobre psicologia e sociologia desportivas, além de outros assuntos que parecem não ter relação direta com o futebol, mas que fazem todo o sentido dentro de uma visão mais ampla, como teoria geral dos sistemas e teoria do caos.

Também buscamos literaturas sobre questões como liderança e gerenciamento de pessoas; empreendedorismo e algumas biografias. Indicamos também a leitura de Malcolm Gladwell com suas obras “Outliers” e “Blink”.

Na nossa visão, o mais importante é a partir do referencial teórico aplicar na prática considerando o seu contexto específico e o que realmente acredita na contribuição para o dia a dia. Para isso é necessário uma visão crítica ao material literário escolhido.

Leia mais:
Hely Maia, coordenador técnico da base do Goiás
André Figueiredo, gerente técnico da base do Atlético-MG
Marcelo Lima, coordenador técnico das categorias de base do São Paulo Carlos Rogério Thiengo, analista de desempenho das categorias de base do São Paulo João Aroso, treinador adjunto da seleção portuguesa de futebol Nelson Caldeira, treinador adjunto do SC Braga Vinícius Eutrópio, treinador de futebol Michel Huff, preparador físico do FC Metalist
Paulo Cesar do Nascimento, treinador dos times sub-11 e sub-13 do Avaí
Sérgio Odilon, treinador da equipe sub-15 do Corinthians 
Marquinhos Santos, treinador da seleção brasileira sub-15
Augusto Moura de Oliveira, treinador da seleção feminina do Haiti  

Ricardo Perlingeiro, treinador das categorias de base da AS Roma

Diogo Giacomini, treinador do sub-17 do Atlético-MG

Wladimir Braga, preparador físico do sub-17 do Atlético-MG

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