Universidade do Futebol

Entrevistas

19/09/2014

Edvaldo Della Casa, treinador do FC Breitenrain, da Suíça

Nunca na sua história futebolística, a Suíça disputou uma Copa do Mundo com uma geração tão talentosa como a que foi vista pelos gramados do Brasil em 2014.

Apostas do futebol suíço, inclusive para os próximos anos, jogadores como os meias Shaqiri e Xhaka, o atacante Seferovic, e o lateral esquerdo Ricardo Rodríguez, começaram a ser formados em um país que é reconhecido pela sua educação de qualidade. Com eles, a Suíça já obteve expressivos resultados nas categorias de base, como o título mundial sub-17 em 2009, na Nigéria, e o vice-campeonato europeu sub-21 dois anos mais tarde.

E, para Edvaldo Della Casa, treinador do FC Breitenrain, clube da 3ª Divisão da Suíça, estes jogadores são reflexos de um trabalho em conjunto dos clubes e federações daquele país, no qual há, além da exigência de um bom rendimento escolar, uma preocupação com a formação sociocultural de cada jogador suíço.

“Do ponto de vista puramente intelectual, apesar das múltiplas inteligências, um jogador melhor instruído terá um melhor processamento de informações, facilitando tanto no entendimento do modelo de jogo (parte teórica), como na leitura e nas respostas para cada situação do jogo (parte prática), produzindo respostas menos instintivas e mais coerentes com a filosofia da equipe”, aponta Della Casa.

“O nivelamento do futebol mundial exige, para quem quer estar no topo, uma nova revolução no esporte, a revolução mental (aliada ao aspecto técnico) vem marcando a nossa última era. Há pouco, a Espanha, e agora a Alemanha, vem nos mostrando um futebol, acima de tudo, inteligente”, completa.

Bacharel em Educação Física, pós-graduado em Psicologia do Esporte, e pós-graduando em Pedagogia do Esporte, Edvaldo Della Casa trabalha como treinador na Suíça desde 2006 em ligas amadoras. Somente após ter obtido a Licença UEFA A, pôde atuar em equipes profissionais. Isso, aliás, é outro fator que o treinador brasileiro aponta como fundamental na evolução do futebol suíço.

“Aprendemos a filosofia de jogo da Federação Suíça de Futebol, que tem como princípios um futebol dinâmico, ofensivo e com marcação zonal. Sendo assim, temos que basear nosso modelo de jogo e treinamentos nestes princípios, não importa qual categoria nem divisão. Aqui, a formação e o diploma são imprescindíveis. Por isso, a valorização do treinador de futebol, o esforço pela obtenção do diploma e a aquisição de conhecimentos são reconhecidos”, conclui.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, concedida diretamente da cidade de Berna, na Suíça, Della Casa ainda fala sobre como está organizado o futebol suíço em todas as suas esferas e quais aspectos o Brasil poderia aprender com aquele país europeu. Confira:  

 

Universidade do Futebol – Qual é a sua formação acadêmica e como se deu sua trajetória no futebol profissional?

Della Casa – Sou formado em Educação Física pela FEFIS de Santos e pós-graduado em Psicologia do Esporte. Atualmente, estou cursando uma pós em Pedagogia do Esporte, além de participar de vários outros cursos nestas mesmas áreas, Psicologia e Pedagogia, no Brasil e na Suíça.

Antes mesmo de encerrar a minha carreira de jogador profissional, em 2002, comecei a frequentar o primeiro curso UEFA/Federação Suíça para me tornar treinador. Desde então, venho prosseguindo nos cursos e na carreira, e o último curso que fiz foi a Licença A em 2011. Já pensando no ano de 2015, estou inscrito no curso de Instrutores da Federação Suíça de Futebol e a licença UEFA PRO, que deverei iniciar em 2016 depois de cumprir os quatro anos de estágios obrigatórios no nível que estou.

Mas, minha carreira como treinador iniciou-se em 2006, quando assumi a função de assistente no SC Derendingen, da 6° Divisão da Suíça, e desde então, depois de iniciar como treinador principal, passei pelo FC Bellach e o SV Lyss, ainda nas divisões amadoras, até ter a licença UEFA A e ter a oportunidade de trabalhar nas ligas profissionais.

Aprendemos a filosofia de jogo da Federação Suíça de Futebol, que tem como princípios um futebol dinâmico, ofensivo e com marcação zona. Sendo assim temos que basear nosso modelo de jogo e treinamentos nestes princípios, não importa qual categoria nem divisão, afirma Edvaldo Della Casa

Universidade do Futebol – Conte-nos um pouco sobre as suas funções e o seu trabalho no FC Breitenrain? Há quanto tempo está no clube e como é o seu dia a dia no clube?

Della Casa – Estou em minha primeira temporada no FC Breitenrain, depois de boas passagens pelo FC Wangen e FC Grenchen. Cheguei aqui com boas credenciais para este novo desafio, e estamos correspondendo à altura, não só nos resultados e na tabela, mas principalmente com uma nova mentalidade e filosofia de jogo.

Ocupo não só a função de treinador da primeira equipe, mas também tenho a responsabilidade de contribuir no desenvolvimento da segunda e da terceira equipe, nas quais acompanho treinamentos e partidas, dando feedbacks aos técnicos de cada categoria. Ainda auxilio diretamente uma das seleções sub-14 da cidade de Berna em conjunto com o SC Young Boys.

Universidade do Futebol – Como funciona a legislação na Suíça para se atuar como treinador de futebol? E quais as semelhanças e especificidades que a formação de treinador na Suíça tem se comparado com as formações na Espanha, Itália, Alemanha e outros países europeus que têm uma tradição na formação de treinadores?

Della Casa – A formação é promovida pela UEFA, assim como acontece em outros países do continente europeu. É uma formação contínua, progressiva, bastante exigente e concorrida, com diversos níveis e a cada nível uma prova, sendo o resultado da prova uma nota de recomendação, que define o tempo de estágio obrigatório e a aceitação ou não para o próximo nível.

Especificamente, aprendemos a filosofia de jogo da Federação Suíça de Futebol, que tem como princípios um futebol dinâmico, ofensivo e com marcação zona. Sendo assim temos que basear nosso modelo de jogo e treinamentos nestes princípios, não importa qual categoria nem divisão.

Como nos outros países europeus, sem a licença exigida para cada divisão ou categoria não se trabalha, desde as categorias de base até o profissional. A formação e o diploma são imprescindíveis. Aqui, a valorização do treinador de futebol, o esforço pela obtenção do diploma e a aquisição de conhecimentos são reconhecidos.

A forte globalização da população suíça, com um grande número de italianos, turcos, albaneses, sérvios, croatas, africanos em geral, etc, também fez com que a cultura futebolística se desenvolvesse juntamente com o aspecto mental, na agressividade, na confiança e na ambição de grandes conquistas, analisa Della Casa

Universidade do Futebol – Você poderia nos falar um pouco mais sobre o futebol suíço? Como se organiza o futebol em termos de calendário, número de jogadores por equipe, estrangeiros, torcida, gestão, etc.

Della Casa – Hoje em dia, a Suíça conta com 9 divisões de campeonatos organizados pela Federação Suíça de Futebol, entre regionais, inter-regionais e nacionais. Já as categorias de base são divididas em 3 níveis de "qualidade", dando oportunidade para todos que iniciam no esporte.

São 10 equipes na primeira divisão, 10 na segunda e 16 na terceira divisão (que formam as divisões profissionais). Depois disso, vem as divisões amadoras, que são formadas pelas demais divisões, em diversos grupos e diversas chaves, movimentando um imenso número de adeptos que participam e disputam seus campeonatos regularmente.

Os campeonatos da primeira e da segunda divisão começam já no meio de julho, juntamente com as primeiras rodadas para a qualificação das taças europeias, enquanto as demais divisões começam logo em seguida e vão até o início de dezembro, quando acontece a parada de inverno retornando em fevereiro até fim de maio.

Atualmente, o FC Basel domina praticamente em todas as vertentes do esporte, desde as categorias mais jovens até a primeira divisão, disputando de igual para igual com grandes do futebol europeu, baseado em uma política de contratações estudada, desde as categorias de base até profissional, não só pela qualidade do jogador, mas sim na capacidade de adaptação do mesmo à filosofia de jogo do clube.

Estou em minha primeira temporada no FC Breitenrain. Ocupo não só a função de treinador da primeira equipe, mas também tenho a responsabilidade de contribuir no desenvolvimento da segunda e da terceira equipe, nas quais acompanho treinamentos e partidas, dando feedbacks aos técnicos de cada categoria. Ainda auxilio diretamente uma das seleções sub-14 da cidade de Berna em conjunto com o SC Young Boys, relata o profissional
 

Universidade do Futebol – Qual a sua avaliação do trabalho realizado nas categorias de base no futebol suíço? Cite os principais desafios e perspectivas, por favor.

Della Casa – A Suíça, assim como outros países do continente europeu, vem há algum tempo inovando e intensificando os trabalhos nas categorias de base. Apostando primeiramente na qualidade da formação dos treinadores, e ainda na melhoria das infraestruturas, no trabalho em conjunto dos clubes com as Federações Regionais e a Federação Suíça, além de dirigentes e instrutores competentes em diversas funções dentro da organização.

Com isso, o futebol suíço vem já há algum tempo colhendo bons frutos, como o título Mundial sub-17 em 2009 e vice-europeu sub-21 em 2011, refletindo atualmente nos bons resultados da seleção principal, que é formada basicamente pelos mesmos atores destas e de outras conquistas. Então, acredito que o trabalho contínuo, multidisciplinar e estruturado trará, com certeza, maiores conquistas para o futebol do país.

A forte globalização da população suíça, com um grande número de italianos, turcos, albaneses, sérvios, croatas, africanos em geral, etc, também fez com que a cultura futebolística se desenvolvesse juntamente com o aspecto mental, na agressividade, na confiança e na ambição de grandes conquistas.

Da mesma forma, está aqui uma das grandes dificuldades na formação dos elencos nacionais, encontrar uma identidade dentro e fora de campo, pois divergências sociais, culturais e religiosas que vem de tempos passados ainda dificultam a convivência das gerações atuais.

Vale destacar que, hoje em dia, não só os jogadores suíços estão espalhados nas grandes ligas e nos grandes clubes europeus, mas os treinadores suíços também começam a ganhar espaço pelo mundo, como na Alemanha, Rússia, Ásia, Estados Unidos e Oriente Médio.

O futebol suíço vem já há algum tempo colhendo bons frutos, como o título Mundial sub-17 em 2009 e vice-europeu sub-21 em 2011, refletindo atualmente nos bons resultados da seleção principal, que é formada basicamente pelos mesmos atores destas e de outras conquistas. Então, acredito que o trabalho contínuo, multidisciplinar e estruturado trará, com certeza, maiores conquistas para o futebol do país, aponta

Universidade do Futebol – De modo geral, o que você acha do jogador de futebol suíço atual em termos técnicos e de inteligência de jogo? E qual o paralelo você faz com o jogador brasileiro?

Della Casa – A boa qualidade das ligas nacionais e o grande número de atletas (já nas categorias de base) integrando equipes de outros países faz com que a qualidade do futebol suíço em geral cresça e se desenvolva.

Não é mais surpresa quando uma equipe suíça obtém êxito nas competições europeias. Os jogadores suíços eram reconhecidos pela inteligência tática e força física, o que vem mudando nos últimos anos, aonde jogadores ofensivos e com grande criatividade vem ocupando seu espaço em outras ligas europeias, resultado dessa miscigenação futebolística.

Sobre a técnica e a inteligência de jogo, são elementos que estão completamente ligados, um se mostra no outro. Não se discute que, ainda hoje, o jogador brasileiro é mais forte tecnicamente do que o jogador suíço (ou europeu em geral), porém, pode se discutir quem no futebol atual melhor utiliza seu repertório técnico com mais eficiência.

Ter técnica é saber utilizar os fundamentos do esporte da melhor maneira possível, encontrando uma solução eficiente nas situações-problemas do jogo. Por isso, devemos analisar o atleta como um todo, não sobrepondo a importância de um aspecto sobre o outro. Não é suficiente somente ser bom tecnicamente, queremos aqui formar jogadores completos e que, principalmente, pensem corretamente.

Atualmente, o FC Basel domina praticamente em todas as vertentes do esporte, desde as categorias mais jovens até a primeira divisão, disputando de igual para igual com grandes do futebol europeu, baseado em uma política de contratações estudada, desde as categorias de base até profissional, não só pela qualidade do jogador, mas sim na capacidade de adaptação do mesmo à filosofia de jogo do clube, avalia o treinador do FC Breitenrain

Universidade do Futebol – O futebol da seleção suíça sempre teve aquela imagem de um time que apostava muito no seu sistema defensivo, com jogadores de pouca técnica, mas muito disciplinados taticamente, com um forte jogo coletivo. No entanto, na Copa de 2014, pôde-se notar uma boa geração individual de jogadores suíços, que haviam conquistado o título do Mundial Sub-17, em 2009. Ao que você credita a essa mudança de perfil na equipe nacional da Suíça?

Della Casa – Como dito anteriormente, o trabalho contínuo no desenvolvimento do atleta e das equipes, o acompanhamento e a atualização de desempenhos entre os clubes, as Federações Regionais e a Federação Suíça faz com que seja possível uma direta intervenção individualizada no progresso qualitativo do atleta em questão.

De tempos em tempos, recebemos telefonemas de responsáveis das categorias de base da Federação Suíça, para trocarmos informações sobre a performance de atletas que pertencem ou que podem pertencer ao elenco das equipes nacionais, atualizando e dando novas perspectivas sobre os jogadores.

Mais do que tudo, o trabalho é feito de forma ativa, clara, sincronizada, bilateral, por pessoas formadas e competentes, independente de interesses pessoais, financeiros e nem políticos.

Ter técnica é saber utilizar os fundamentos do esporte da melhor maneira possível, encontrando uma solução eficiente nas situações-problemas do jogo. Por isso, devemos analisar o atleta como um todo, não sobrepondo a importância de um aspecto sobre o outro. Não é suficiente somente ser bom tecnicamente, queremos aqui formar jogadores completos e que, principalmente, pensem corretamente, diz Della Casa

Universidade do Futebol – Em alguns países europeus, grande parte das equipes da primeira divisão funciona em um formato que no Brasil seria considerado amador (treinamento em um período e outro trabalho concomitante). Como está organizado o futebol suíço neste quesito?

Della Casa – Da mesma forma das grandes equipes europeias. Durante o período competitivo, os treinamentos são em um período e eventualmente treinamentos específicos são utilizados uma ou duas vezes na semana.

A qualidade de uma boa preparação para um jogo ou campeonato, independe da quantidade de treinamentos, as exigências físicas dos treinamentos e das competições são levadas em consideração, a recuperação mental é de total relevância. Além disso, o entendimento do atleta da importância de um estilo de vida saudável, facilita e simplifica o trabalho no clube.

Aprendemos aqui que os treinamentos devem ter objetivos específicos ligados ao modelo de jogo, a qualidade dos treinamentos é medida pelo entendimento por parte dos atletas do que está sendo treinado e dos resultados em campo, temas pré-estabelecidos baseados nas carências ou na evolução da filosofia do treinador ou do clube são prioritários. A qualidade vem antes da simples quantidade.

A Suíça, assim como outros países do continente europeu, vem há algum tempo inovando e intensificando os trabalhos nas categorias de base. Apostando primeiramente na qualidade da formação dos treinadores, e ainda na melhoria das infraestruturas, no trabalho em conjunto dos clubes com as Federações Regionais e a Federação Suíça, além de dirigentes e instrutores competentes em diversas funções dentro da organização, afirma

Universidade do Futebol – Muito se fala no Brasil na necessidade de formar jogadores mais educados dentro e fora de campo. Como funciona este processo na Suíça, país reconhecido pela sua educação de qualidade?

Della Casa – Mais uma vez, clubes e Federações trabalham em conjunto, não só a nível escolar, mas a nível sociocultural. É exigido um bom rendimento escolar dos atletas das categorias de base pelos clubes, existe ainda a troca de informações entre professores e treinador quando necessário, sendo que já há algum tempo foram criadas escolas de esporte especiais para atletas de alto rendimento de todas as modalidades.

Princípios de bom comportamento são primordiais para a permanência do atleta no grupo, regras e compromissos são levados a sério antes, durante e após as competições, dentro e fora das quatro linhas, respeito, higiene, bom vocabulário e outros pontos importantes são discutidos em atividades em grupo, cobrados no cotidiano e são aspectos decisivos em convocações futuras.

Do ponto de vista puramente intelectual, apesar das múltiplas inteligências, um jogador melhor instruído terá um melhor processamento de informações, facilitando tanto no entendimento do modelo de jogo (parte teórica), como na leitura e nas respostas para cada situação do jogo (parte prática), produzindo respostas menos instintivas e mais coerentes com a filosofia da equipe.

O nivelamento do futebol mundial exige, para quem quer estar no topo, uma nova revolução no esporte, a revolução mental (aliada ao aspecto técnico) vem marcando nossa última era. Há pouco a Espanha, e agora a Alemanha, vem nos mostrando um futebol, acima de tudo, inteligente.

Aprendemos aqui que os treinamentos devem ter objetivos específicos ligados ao modelo de jogo, a qualidade dos treinamentos é medida pelo entendimento por parte dos atletas do que está sendo treinado e dos resultados em campo, temas pré-estabelecidos baseados nas carências ou na evolução da filosofia do treinador ou do clube são prioritários. A qualidade vem antes da simples quantidade, compara

Universidade do Futebol – Em termos de futebol, em sua opinião, o que a Suíça poderia ensinar para o Brasil? E o que deveria aprender com o nosso país?

Della Casa – Sinceramente, atualmente nosso país não pode ensinar nada para ninguém, pelo menos eu vejo assim. Corrupção, escândalos, falta de transparência, falta de visão, interesses pessoais e tantos outros problemas se refletem negativamente por todas as camadas do esporte no Brasil, seja nas instituições, nos jogadores, nos treinadores, nos dirigentes, nos calendários, na mídia e nas torcidas, os diversos problemas estagnaram o futebol brasileiro. Não somos mais o Brasil de antigamente, estamos defasados, desacreditados e ainda passivos.

Inúmeros pontos podem e devem ser discutidos, mas como treinador gostaria de enfatizar a defasada e precária formação dos treinadores de futebol brasileiros (que finalmente vem sendo implantada pela CBF), mas também a falta de critérios nas contratações dos treinadores pelos clubes, a mesmice dos nomes, a falta de renovação e a falta de respeito com o profissional, que quando contratado, muitas vezes não tem tempo de colocar seu planejamento em prática.

Muito diferente do que acontece aqui, onde antes de qualquer contratação, as características do treinador são avaliadas antes de sua contratação, pontos fortes e fracos, aspectos pessoais e sociais, métodos, formação, filosofia e resultados (não só títulos, mas sim o trabalho como um todo), e depois disso lhe é dado apoio e tempo suficiente para a concretização do projeto, assim o risco de contratações aleatórias (somente pelo nome) e demissões precoces são reduzidos.

Uma formação profissional para treinadores é uma das chaves da evolução do futebol suíço (do alemão, do holandês, do belga, etc). Mas a organização, estrutura e filosofia de trabalho completam, resumidamente, o sucesso destes projetos. Países que, mesmo com menor população e talentos, conseguem evoluir e desempenhar papéis importantes no futebol mundial, por meio de um trabalho aplicado, leal e em conjunto, "dentro e fora de campo". Penso que o Brasil poderia aprender isso por aqui.

 

Leia mais
Fabio Eidelwein, técnico formado na Federação Alemã de Futebol
Paulo Ricardo, treinador do Cruzeiro sub-20
Boban Babuski, treinador da seleção sub-21 da Macedônia
Eduardo Oliveira, auxiliar da seleção brasileira sub-17
Francisco Navarro Primo, treinador da base do Valencia
João Burse, técnico do Mogi Mirim sub-20
Mariano Moreno, diretor da escola de técnicos da Espanha
Hidde Van Boven, treinador do sub-13 do VV De Meern
Reinier Robbemond, treinador do sub-13 do AZ
Gustavo Almeida, técnico do

Comentários

  1. António Guerreiro disse:

    Penso que a metodologia de treino tem vindo a ser muito bem estudada, na mais variadas vertentes porque o modelo de jogo, é aquilo que o jogo nos dá, temos que ter dinâmicas de jogo muitos boas, senão não há marcações perfeitas!!!

Deixe uma resposta