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O processo de formação esportiva pode ter uma interferência decisiva na geração de futuros talentos no esporte, por isso é importante que as pesquisas ofereçam subsídios que possam orientá-lo. Em publicações recentes, têm sido destacadas as limitações da identificação pontual do talento e a necessidade de maior atenção com a promoção do talento esportivo.

Considerando-se que o envolvimento específico em determinada modalidade, especialmente a partir da puberdade, é um aspecto relevante no processo de formação (promoção) esportiva, o conhecimento dos fatores que influenciam o desempenho e a consequente seleção de indivíduos pode contribuir de modo significativo para a melhoria do processo de treinamento.

Entre as limitações observadas na identificação de talentos, destaca-se, especialmente durante a puberdade, a interferência do ritmo de desenvolvimento biológico na capacidade de desempenho do jovem. Em modalidades esportivas como o futebol, a inclusão de jovens do sexo masculino em equipes de treinamento pode estar relacionada com a maturação física precoce, a qual influi na estatura e na quantidade de massa muscular que os meninos apresentam durante a adolescência e, teoricamente, pode facilitar o desempenho.

Como o ano de nascimento é utilizado como critério para o agrupamento das categorias competitivas, os jovens nascidos nos primeiros meses do calendário podem ser beneficiados, pois apresentam maior idade cronológica e, consequentemente, maior probabilidade de estarem em estágios mais avançados de maturação biológica. Esse aspecto presente no processo de formação esportiva tem sido denominado pela literatura da área como um efeito da idade relativa.

O efeito da idade relativa ocorre pela diferença no desenvolvimento dos aspectos físicos, emocionais e intelectuais entre as crianças mais jovens e mais velhas de um grupo. Para Musch e Grondin, os jovens do sexo masculino com maior idade cronológica podem apresentar vantagens nas características antropométricas (como estatura, peso corporal, composição corporal), nas capacidades condicionais (como força, velocidade, resistência), no conhecimento cognitivo (como o conhecimento do contexto do jogo e a tomada de decisão) e na capacidade psicológica (como motivação, autoconfiança e autoconceito). Desse modo, especialmente em situações competitivas, as crianças mais velhas tendem a ter um desempenho superior, e como consequência possuem maiores oportunidades de acesso ao treinamento. Em contrapartida, aquelas que não se destacam tendem a ser excluídas precocemente do processo de treinamento.

Para ler o artigo na íntegra, basta clicar aqui.

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