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04/09/2017

Eleição no Cruzeiro: da chapa de oposição, Sérgio Rodrigues apresenta propostas

Em entrevista ao GloboEsporte.com, candidato divulga plano da chapa "Tríplice Coroa" caso seja eleito presidente na votação marcada para o 2 de outubro

Faltando um mês para a eleição do novo presidente do Cruzeiro – marcada para 2 de outubro – os bastidores do clube se agitam com a movimentação das chapas em busca de votos dos cerca de 450 conselheiros aptos a escolher o novo mandatário. Duas alas concorrem: a chapa “União – Pelo Cruzeiro, Tudo”, encabeçada pelo empresário Wagner Pires de Sá, apoiado e indicado pelo atual presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares. A outra é de oposição, a “Tríplice Coroa”, que tem como cabeça de chapa o advogado Sérgio Santos Rodrigues. Buscando elucidar as principais propostas e ideias para o Cruzeiro nos próximos três anos, o GloboEsporte.com começa a apresentar o perfil e o que pretendem os dois candidatos. O primeiro será Sérgio. A reportagem já fez o convite ao candidato Wagner Pires e aguarda a resposta do mesmo.

Sérgio Rodrigues tem 35 anos, é advogado e mestre em direito. É filho do conselheiro nato do Cruzeiro, Joaquim Herculano Rodrigues, e trabalha no clube, oficialmente, desde 2009. Já ocupou o cargo de superintendente de gestão estratégica e de assessor jurídico da presidência. Em 2015, assumiu a superintendência de negócios internacionais e, ainda naquele ano, se tornou superintendente do futebol profissional. No início deste ano, deixou o cargo e tornou-se candidato neste segundo semestre, formando chapa com os vice-presidentes Giovanni Baroni e Marco Túlio Miranda. Em uma entrevista de uma hora, em seu escritório, o advogado Sérgio Rodrigues foi perguntado sobre qual seu objetivo ao assumir o Cruzeiro, seus desafios, sonhos e planejamento. Além disso, falou sobre temas que cercam o ambiente do clube, como os problemas financeiros, contratações, a relação com Minas Arena e Federação Mineira de Futebol, além de falar da relação que tem com a família Perrella.

Confira, abaixo, a entrevista completa com o candidato:

PROPOSTAS DE CAMPANHA

GloboEsporte.com: Como você se preparou para se tornar candidato e, talvez, caso ganhe a eleição, o presidente do Cruzeiro a partir de 1º de janeiro?

Sérgio: Vou discordar de você no “talvez”. Não tenho dúvida disso não (de ganhar a eleição). O torcedor pode ter certeza que estamos bem convictos na vitória da nossa candidatura, do que está sendo feito, do apoio que reunimos. Se você pegar a família Brandi, junto com o Rafael (Brandi), o César Masci, os Perrella. Quem geriu o Cruzeiro nos últimos 30, 40 anos, até 2012, está apoiando a gente e com convicção na nossa vitória. Eu passei, primeiro, essa experiência prática dentro do clube. São nove anos trabalhando. Algumas vezes uns falam: “ah, o Sérgio é muito novo”. Mas acho que a experiência que adquiri empírica, é diferente, superior ao dos três candidatos somados da outra chapa. De repente, eles podem ter serviço prestado no conselho, mas são serviços distintos. Eu falo muito: o Cruzeiro já foi um clube social com um clube de futebol, hoje ele é um time de futebol com um clube social. Isso, às vezes, o conselheiro do Cruzeiro fala muito: “O Sérgio não frequentava determinado ambiente do clube sempre”. Eu sempre brinco é que estava trabalhando para o clube ou em outro lugar do clube. Sempre busquei frequentar. Jogo pelada no clube o máximo possível. Mas o que se espera do presidente do clube não é que ela seja um frequentador assíduo do clube social, claro que tem que frequentar e conhecer, mas ele tem que ser um conhecedor de gestão. Presidente não tem quer ficar dando palpite em futebol, em parte técnica, para isso tem o diretor de futebol, o diretor técnico, a análise de desempenho. Costumo dizer que, se for para discutir futebol com os outros, queria ser técnico ganhando o que eles ganham. Não queria tentar ser presidente do clube, ser presidente sem salário.

– Então, desde que venho trabalhando, tenho procurado me qualificar, além da experiência no Cruzeiro, faço visitas técnicas. Tenho todas catalogadas desde 2012. Sempre deixo um desafio para qualquer diretor estatutário, de divulgar quantos CT’s, estádios que visitou. Não tenho dúvida nenhuma que, se tiver alguém com mais, não vai ser muito mais com a gente, porque temos bastante rodagem nisso também. A parte, óbvia também, é acadêmica. Tudo hoje depende do estudo. Segue a prática com a teoria. Para isso, fiz três cursos de futebol, na área de gestão técnica da Universidade do Futebol, de gestão do futebol na CBF e o MBA em gestão de entidades desportivas na escola do Real Madrid, em parceria com a Universidade Europeia, quando fiquei 10 dias estudando, conheci bastante as áreas do clube. A gente junta essa experiência dentro do Cruzeiro com a ênfase no estudo, o que nos permite hoje postular um cargo, claro com a ajuda de pessoas com história no clube, que construíram o clube e que estarão do nosso lado.

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