Universidade do Futebol

Gustavo D’Avila

30/07/2015

Emoções: amigas ou inimigas do atleta?

Sabemos que em muitas situações do futebol percebemos que os atletas passam por momentos de descontrole emocional dentro e fora dos gramados. Por isso temos a impressão de que as emoções são nossas inimigas, dificultando nosso desenvolvimento e a busca pelo nosso melhor desempenho profissional.

Um meio bastante eficaz de usar suas emoções a nosso favor é compreender que todas elas nos são úteis. Quando aprendemos com nossas emoções e conseguimos utilizá-las para contribuir na geração dos resultados que desejamos, podemos obter melhores desempenhos profissionais e mais qualidade de vida. Anthony Robbins (considerado um dos maiores especialistas em Neurolinguística do mundo) defende a ideia de que aquilo que conhecemos por emoções negativas são na verdade um chamado à ação na prática ou simplesmente Sinal de Ação. Ele comenta que a partir do momento em que estivermos familiarizados com cada sinal de ação e sua respectiva mensagem, as emoções deixam de ser suas inimigas, tornam-se nossas aliadas.

Porém, será que realmente temos clareza sobre a fonte de nossas emoções? Na verdade, nós somos a fonte de todas as nossas emoções! A partir desse conceito vem o questionamento: mas, se somos nós mesmos a fonte de nossas emoções, porque não conseguimos nos sentirmos bem na maior parte do tempo em nosso dia a dia? Isso acontece devido ao que conhecemos por emoções negativas estarem nos dizendo alguma mensagem a cada momento de nossas vidas. E qual seria essa mensagem?

Seria a mensagem de que tudo o que estamos fazendo num determinado momento não está dando muito certo e que devemos mudar o curso dos acontecimentos, por isso a sensação negativa em relação a estas emoções. É importante termos em mente que as nossas percepções são controladas pelo que focalizamos e pelos significados que damos para interpretarmos situações.

Agora, o melhor disso tudo é que todos somos capazes de mudarmos nossa percepção dos fatos num instante, pelo simples fato de mudarmos a maneira como encaramos o fato em si.

Na prática, Anthony Robbins sugere que utilizemos seis passos que contribuem para o controle emocional e isso pode ser muito útil aos atletas.

1 – Identificar o que realmente se sente

2 – Reconhecer e apreciar suas emoções, sabendo que elas o apoia

3 – Ser curioso sobre a mensagem que cada emoção está lhe oferecendo

4 – Ser confiante

5 – Ter a certeza de que pode controlar não apenas o hoje, mas também o futuro

6 – Permanecer animado e entrar em ação

Com esses seis passos simples, sugere-se que os atletas possam passar a dominar praticamente qualquer emoção que surgir em suas vidas. Se em algum momento descobrirem que vem lidando com a mesma emoção muitas e muitas vezes, este método de seis passos os ajudarão a identificar o padrão de reação e mudá-lo num curto período. Portanto, é altamente indicado o uso deste sistema. Como acontece com qualquer outra coisa nova, a princípio pode parecer um pouco difícil. Mas quanto mais se fizer, mais fácil se tornará o uso, e logo se descobrirá capaz de navegar pelo que antes julgava-se como turbulências emocionais.

Ah, e quando seria o melhor momento para iniciar o controle de uma emoção? No momento em começar a senti-la, pois é bem mais difícil interromper um padrão emocional depois que ele se torna plenamente desenvolvido ou seja após ele estabelecer um caminho neural que esteja sedimentado em sua mente.

E aí caro leitor, será que conseguimos tornar as emoções mais amigas do que nossas inimigas?

Até a próxima! 

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