Estudos traçam o perfil de onde virá o próximo craque do seu time

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

As portas de entradas para o futebol nunca estiveram tão estreitas. Com orçamentos grandes e cobrança equiparável, olheiros percorrem o país em busca do próximo diamante a ser lapidado por seu clube.

A escolha é árdua, afinal, há um universo onde o afunilamento costuma ser cruel. Ao menos eles conseguiram um importante aliado para que o processo de escolha seja mais preciso. Em estudo inédito, o Núcleo de Pesquisa e Estudos em Futebol (Nupef) traçou um panorama sobre a cadeia de formação de craques no país e apontou fatores e o perfil de onde poderá vir o craque de seu time.

Neste trabalho, participaram 643 jogadores (73 goleiros, 209 defensores, 234 meio-campistas e 127 atacantes) dos 20 clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro de 2010, e que têm idade média de 25,59 anos. Eles foram divididos de acordo com a cidade natal, o IDH da mesma e a data de nascimento.

Os resultados apontaram dados de corte que traçam o perfil do atleta brasileiro. Segundo o estudo, as cidades com IDH acima de 0,73 (o Brasil tem IDH médio de 0,718) são mais suscetíveis para os olheiros percorrerem em busca de futuros atletas.

Outra condição favorável para ascensão em alto nível de rendimento no futebol brasileiro é que o jovem atleta esteja em municípios com até 200 mil habitantes, uma vez que, estas cidades oferecem ambientes e prática esportiva adequada, qualidade das competições e orientação qualificada.

Mês de nascimento também é determinante

Outro dado apontado pelo estudo está relacionado com a data de nascimento dos jogadores. Segundo a pesquisa, 60% dos jogadores que foram avaliados nasceram entre janeiro e julho. O resultado reforça uma tese que já vem sendo discutida há tempos entre os estudiosos, de que no esporte bretão existe uma vantagem evidente daquele garoto que nasceu em determinados meses do ano.

Como os atletas necessitam de uma elevada capacidade de velocidade e agilidade dos movimentos, um maior tempo de prática da modalidade e um maior desenvolvimento cognitivo e psicológico interferem diretamente em seu aproveitamento, uma vez que ele precisa do domínio espaço temporal durante as disputas de bola.

Claro que existem os foras de série (ou outliers, expressão comum para determinar aqueles que conseguem sobrepujar a regra). Mas os dados apresentados no estudo podem ser relevantes para o crescimento e melhor avaliação dos jovens atletas que um dia defenderão os clubes brasileiros.

Conforme ainda aponta o trabalho, "a utilização prioritária de critérios físicos, sem considerar as qualidades técnicas e táticas dos jogadores ou o seu potencial talento, que poderá ser desenvolvido através de um treinamento qualificado, poderá desperdiçar muitos jogadores talentosos que poderão se destacar em longo prazo".

Já pensou em quem se encaixa nesse padrão em seu clube?

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Share on pinterest

Deixe o seu comentário

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Mais conteúdo valioso