Universidade do Futebol

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05/08/2009

Ex “cola” de futebol no Brasil

Seria mesmo esse mesmo termo que dá nome ao artigo que devemos utilizar ao falarmos de entidades esportivas que se comprometem com ensino do futebol de campo e cobram mensalidades por conta do serviço prestado.
 
É obvio que o aparato pedagógico deva estar inserido em todo e qualquer processo de ensino, independentemente do objetivo formativo, comercial ou social do projeto.
 
Entretanto, este compromisso com o processo de ensino-aprendizagem é norteado na maioria das vezes pela paixão do brasileiro com relação à modalidade, mas tal sentimento é suficiente para embasar instrutores de futebol?
 
Estamos cansados de observar jovens futebolistas sendo instruídos por monitores preparados de maneira inadequada, usando palavrões, gesticulando de forma exacerbada, cobrando excessivamente um gesto técnico perfeito e querendo implantar um sistema que acabou de verificar em algum programa esportivo.
 
É igualmente importante citar que a metodologia de processo de ensino-aprendizagem do futebol deva estar permeada de inovação, criatividade, situações problemas, jogos em espaço reduzido, pequenos, médio e grandes jogos, além, é claro, de atividades lúdicas que requeiram a execução de habilidades motoras e fundamentos técnicos.
 
No entanto, isso não parece ser uma regra que deva ser cumprida, pois esta intervenção otimizada observa-se em poucas escolas de futebol de nosso país. Neste caso, ouso riscar um paralelo comparando-as com os quatro melhores colocados dos últimos campeonatos nacionais, pois estes estão sempre no topo com as agremiações cercadas de projetos inovadores desenvolvidos, planejamento estruturado, manutenção de seus treinadores e excelente qualidade dos profissionais que fazem parte de todo o departamento de futebol.
 
Todavia, as escolas onde os “técnicos” buscam o resultado a qualquer preço pouco importando com sentimento das crianças e adolescentes que aguardam no banco de reservas a oportunidade de contracenar junto aos titulares escolhidos e insubstituíveis do time devem sim ser chamadas de “Exemplo” de cola de futebol.
 
*Augusto Moura de Oliveira, pós-graduado em futebol pela Universidade Federal de Viçosa/MG, é autor do livro ‘Escola de Futebol- dicas administrativas e pedagógicas para alcançar o sucesso’
 
Além disso, é coordenador técnico das escolas de futebol do Águia Futebol/PR

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