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A imprevisibilidade é elemento inerente ao jogo de futebol. Na tentativa de tornar o jogo mais previsível, a comissão técnica deve ser capaz de construir inúmeras referências coletivas para que, no caos gerado pelo confronto de sistemas, a equipe responda positivamente e consiga cumprir com o objetivo do jogo. 

As faltas laterais defensivas são momentos de grande imprevisibilidade potencial devido à facilidade da bola ser alçada em diferentes regiões que permitem finalização, a grande concentração de jogadores próximos à própria meta e a variedade de movimentações que o adversário pode assumir na tentativa de causar desequilíbrios defensivos.

Para dar maior previsibilidade às ações coletivas defensivas nesse tipo de jogada, muitas equipes têm assumido a marcação zonal como forma de se defender. Na coluna desta semana serão apontados alguns elementos que devem ser considerados pela comissão técnica quando assumem esse tipo de marcação. São eles:

1 – Localização e distância da bola em relação à meta.
Influencia a composição da barreira e a altura da linha de marcação.

2 – Quantidade de jogadores posicionados para a cobrança.
Influencia a quantidade de jogadores na barreira, o seu posicionamento em função das variações de batida com pé aberto, fechado ou cobrança curta, além do posicionamento do goleiro.

3 – Posicionamento inicial do adversário
Influencia a distribuição da equipe e da sua linha de marcação, que pode ser mais esticada, encurtada ou sofrer mudança de distribuição dos jogadores na linha.

4 – Posicionamento geral da equipe
Cumprir posicionamento estabelecido de barreira, linha de marcação e rebote, além de neutralizar cobranças rápidas do adversário.

(Elementos 1,2, 3 e 4)

5 – Sincronia de movimentação dos jogadores da linha de marcação
Ter referência adversária e da própria equipe estabelecida para a realização de proteção do espaço. Movimento de corrida do batedor? Pé de apoio? Batida na bola? Primeiro homem da linha?

6 – Proteção das costas do companheiro a sua frente
A marcação zonal altera a responsabilidade individual no posicionamento defensivo. Enquanto na marcação individual o adversário é uma referência de grande atração, na marcação zonal, a proteção do espaço nas costas do companheiro à sua frente (e com quem pode ocupá-lo) é mais relevante.

(Elementos 5 e 6)

7 – Ajustes circunstanciais/estratégicos em função de jogadas do adversário
Caso sejam conhecidas as movimentações e jogadas ensaiadas do adversário, podem ser feitos ajustes no posicionamento inicial estabelecido, como, por exemplo, bloqueio de movimentação ofensiva adversária, aumento de jogadores na linha de marcação, alteração na altura da linha de marcação, ou então alteração na barreira ou rebote.

8 – Ataque à bola
Após a cobrança do adversário, ir ao encontro da bola para interceptá-la, direcionando-a para setores de menor risco e evitando a ação ofensiva oponente.

Veja, na sequência de lances abaixo, como Bayern de Munique e Corinthians têm se defendido em faltas laterais defensivas e compare-os com a sua equipe:

https://vimeo.com/142743190

Poderia ser discutida ainda a reorganização defensiva após a bola em disputa que se mantenha com o adversário. Esvaziar a área? Encaixar na área em situação de novo cruzamento? Proteger o gol? Dependem das circunstâncias e da característica da interceptação.

A imprevisibilidade é elemento inerente ao jogo de futebol!

Abraços e até a próxima.

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