Férias no futebol: total liberdade ou liberdade moderada?

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Após anos e mais anos de calendários absurdos, o futebol brasileiro enfim conseguiu encontrar um caminho e, pelo menos, tem uma data para começar e uma para terminar as temporadas. Os torcedores e os atletas foram os maiores ganhadores com essa “profissionalização”.

Os fãs do esporte podem se programar e até escolher os jogos que querem acompanhar com antecedência (é verdade que ainda existem algumas mudanças de datas, mas são minoria), enquanto os atletas sabem que terão, ao término da temporada, os merecidos 30 dias de férias.

Mas durante esse período em que os atletas estão longe dos gramados (pelo menos dos jogos oficiais) como a comissão técnica deve proceder com os jogadores? Dar total liberdade para que os atletas possam aproveitar suas férias ou programar algumas “regras” para o período de descanso?

“Todo ser humano precisa de um período longe dos problemas e da rotina do dia-a-dia para conseguir ‘repor as energias´. Isso é fundamental em todas as áreas de atuação. É óbvio que os atletas precisam ter cuidados especiais, com a alimentação, medicações e até com o físico, mesmo nesse período, mas sempre com liberdade e com cobrança mínima”, explica a psicóloga Suzy Fleury.

A profissional conta que em alguns clubes por onde trabalhou existia uma cartilha de férias. Nesse papel, os jogadores que já estavam com a situação contratual acertada para a temporada seguinte, tinham uma série de observações sobre cuidados para se tomar nesse período.

“Nessa cartilha os jogadores tinham os telefones de quase todos os membros da comissão técnica, principalmente da área da saúde e uma lista com atividades para manter a forma, cartilha alimentar, seleção de remédios liberados. Mas tudo era feito na base da confiança o que eu acho mais importante. Ninguém ficava ligando para controlar férias de jogador, a gente só se colocava a disposição deles”, conta Suzy.

Para os atletas o período de férias é extremamente importante. Zé Sérgio, ex-jogador do São Paulo e do Santos, e atual técnico da equipe sub-17 do time do Morumbi, relembra seus tempos e fala sobre a necessidade do descanso.

“Quando eu era a jogador as coisas eram mais ‘bagunçadas´ em termos de calendário. A gente acabava tirando as férias ‘picadas´. Um pouco em julho, um pouco em dezembro e janeiro, mas raramente a gente tinha os trinta dias corridos. Até por isso nenhum jogador queria ouvir falar em comissão técnica, médico ou qualquer coisa desse tipo durante as férias. Hoje em dia a coisa está diferente. O futebol está mais parelho e os jogadores têm a certeza dos trinta dias de férias. Acho importante ter o descanso, mas com responsabilidade. Tento passar isso já para os garotos da base”, finaliza Zé Sérgio.

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