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12/09/2010

Fisiologia aplicada ao Vila Nova Futebol Clube

No esporte em geral, e assim como no futebol, a fisiologia está entre as ciências mais promissoras da área esportiva, e vem ganhando cada vez mais espaço nas comissões técnicas. O grande número fidedigno de informações reunidas sobre os atletas fez com que a fisiologia se tornasse um dos pilares da preparação física.

Em 1970, através do departamento de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo, tiveram início então os primeiros trabalhos fisiológicos, que eram fundamentalmente teóricos e restritos aos laboratórios.

No final da década de 1970, o pontapé inicial com os trabalhos de campo, realizados no São Paulo Futebol Clube. Mas a real ascensão dos trabalhos fisiológicos se deu na Copa do Mundo de 1986, disputada no México, através de testes visando uma melhor performance dos atletas em partidas disputadas acima do nível do mar.

Logo após essa acessão, a fisiologia passou a ser uma tendência no futebol brasileiro, que vem se consolidado por sua eficiência em coletar dados a partir das avaliações físicas, criando então um quadro comparativo da evolução do desempenho dos atletas.

Já no inicio da década de 1990, a fisiologia já passa então a figurar no cotidiano dos principais clubes de futebol brasileiro. Mesmo que ainda numa tendência multidisciplinar e isolada dos demais conhecimentos científicos que fazem parte da comissão técnica, a fisiologia passa a ser uma arma importante para o planejamento da pré-temporada e do calendário anual do clube.

Já no inicio da década de 2000, a fisiologia extrapola esse modelo multidisciplinar, interagindo com os demais campos do conhecimento cientifico presente na comissão técnica.

A ligação mais forte sem dúvida nenhuma é com a preparação física, dando suporte com avaliações físicas, tais como composição corporal, ergoespiriometria, resistência e potência anaeróbia, limiar anaeróbio, consumo máximo de oxigênio entre outras avaliações.

Todas essas informações são analisadas juntamente com os demais membros da comissão técnica, para que a partir daí possa ser feita então a individualização do treinamento, ou seja, existem atletas com determinadas características que necessitam de treinos especiais, que contemplam as reais necessidades dos atletas, otimizado assim a performance do grupo.

Nessa tendência interdisciplinar, a fisiologia interage com os demais campos científicos. Podemos citar a relação com a psicologia, que através de avaliações e questionários podem detectar sinais de ouvertraining e informações sobre o vigor físico e psicológico dos atletas sendo de suma importância no controle das cargas de treino.

A nutrição faz o controle alimentar global dos atletas, desde a criação de cardápios individualizados até a prescrição de suplementos alimentares – esses suplementos são prescritos juntamente com informações oriundas dos resultados das avaliações físicas realizadas pela fisiologia.

A fisiologia está ligada também com o departamento médico, auxiliando os jogadores em transição do departamento médico para o departamento físico, auxiliando, assim, na recuperação total dos atletas.

É nessa perspectiva interdisciplinar que a fisiologia vem sendo desenvolvida aqui no Vila Nova Futebol Clube, procurando reunir o máximo de informações possíveis dos atletas, e desenvolver a partir de uma coletividade cientifica novas proposta para a individualição do treinamento físico, otimizado assim os resultados em busca das vitórias.

*Prof.Esp.Andre Araujo é fisiologista do departamento de futebol profissional do Vila Nova Futebol Clube

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