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05/07/2017

Força – como, onde e porque?

Após 2 textos onde explicamos e justificamos a utilização de novas abordagens no treinamento de força do futebol moderno, é importante ressaltarmos que alguns momentos o treinamento de força tradicional pode ser utilizado como método de treinamento. Diante deste contexto, mais importante é sabermos o porquê e como usarmos, para que não tenha efeito negativo na performance dos atletas, aumentando assim, significativamente a chance de lesões do sistema osteomioarticular no treinamento de futebol. Neste sentido, sugerimos nesse texto algumas situações pertinentes à prática do treino de força.

FORÇA – ONDE, COMO E PORQUE? 

A maioria das modalidades esportivas não desenvolvem todos os grupamentos musculares do corpo de modo harmônico. Com o futebol não é diferente, pois para chegar ao alto nível, os atletas são submetidos a anos de treinamento nas categorias de formação, causando assim adaptações musculares específicas, sendo em maior proporção nos músculos flexores de quadril e extensores de joelho. Estas adaptações podem gerar desequilíbrios musculares que por sua vez acabam levando a distúrbios/lesões, em sua maioria por alterações da interação intermuscular e do padrão de contração muscular, resultando em prejuízos para o desempenho esportivo.

Para prevenir o desequilíbrio muscular gerado pelo treinamento, torna-se fundamental a adoção de medidas profiláticas dentro do trabalho de compensação muscular. Neste sentido, os programas de treinamento de força aparecem como importante aliado, porém devem ser direcionados e aplicados em função do seu quadro de desequilíbrio muscular, sendo de suma importância que sejam enfatizados os movimentos e não músculos e, principalmente, em cadeia cinética fechada.

Muitos estudos têm indicado que as lesões em tecidos moles, como estiramentos e contraturas, têm a sua maior incidência nos músculos isquiotibiais no futebol. Isto ocorre devido a um desequilíbrio na relação entre a musculatura anterior e posterior da coxa, causado, provavelmente, por uma maior ativação e encurtamento dos músculos flexores de quadril e extensores de joelho, e um enfraquecimento dos flexores de joelho e extensores de quadril.

Essa conclusão indica que analisando a relação antero posterior, os desequilíbrios quadríceps/isquiotibiais são responsáveis pelo maior número de lesões musculares de isquiotibiais, assim como uma relação entre membros inferiores dominante e não dominante também pode ser considerado como outro forte causador de lesões.

Porém, efetivamente, a frequente realização de alguns fundamentos técnicos específicos do futebol como, por exemplo, o passe, o remate, contrariamente ao que seria de esperar, não induzem incrementos pronunciados da força no membro dominante e, consequentemente, diferenças bilaterais acentuadas. Estes resultados realçam a importância da intensidade do trabalho desenvolvido pelo membro inferior não dominante, como perna de apoio, na realização de algumas ações motoras características do futebol e, consequentemente, refletem a influência destas ações nos ganhos de força do membro contralateral.

 

Pala ler o artigo na íntegra, basta clicar aqui.

 

*Fabrício Vasconcellos é Coordenador do Laboratório de Estudos em Futebol (LABESFUT) e docente da UERJ, cadeira futebol.

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