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10/03/2013

Gestão no futebol brasileiro: melhorias dos processos

Qualquer organização que, nos dias atuais, deseje ser competitiva precisa ter em funcionamento uma boa gestão de seus processos.

Ao contrário dos projetos, que são atividades de natureza temporária, os processos são atividades permanentes em uma organização. E, exatamente por serem permanentes, devem possuir um padrão de execução, que permitirá que sejam conduzidos a contento.

Imagine uma empresa de telemarketing. Para que o atendimento das telefonistas tenha excelência (o que não é caso na maior parte das vezes, diga-se de passagem), determinados procedimentos sequenciais devem ser racionalmente concebidos.

Todo processo organizacional é composto de tarefas, ou operações. Estas devem ser bem desenhadas e refletidas para terem boa seqüência. Ausência de tarefas acarreta perda de produtividade. Excesso de tarefas produz desperdício de tempo e dinheiro.

O evento de se produzir processos bem delineados, sem excesso nem ausência de tarefas, requer a análise de especialistas em gestão. É o que chamamos de modelagem de processos, que conta com um instrumento gráfico auxiliar importante, o fluxograma.

Por seu turno, não se deve dar a todos os processos organizacionais o mesmo grau de importância, pois há os processos primordiais, como há os processos de suporte. Obviamente, os primeiros merecem particular atenção. Saber separar o joio do trigo é o fruto do que se chama mapeamento de processos.

E o futebol a ver com isso tudo? Se bons projetos garantem o futuro de uma organização, a boa concepção e condução de processos viabilizam o presente dela, os clubes de futebol não são exceção. Alguns exemplos de como gestão de processos é importante para organizações futebolísticas são:

– Elaboração da folha de pagamento: se os procedimentos, em clubes de futebol, não são alinhados com as modernas técnicas de gestão de processos, tem-se o risco de deixar de pagar a jogadores e colaboradores o que têm direito em sua plenitude; consequentemente, isso é caminho certo para o clube ter que arcar com gigantescos passivos trabalhistas.

– Compras: em organizações futebolísticas, boa parte das compras diz respeito a material utilizado em treinamentos; se o processo de compra é mal concebido e ainda pior ao ser executado, os materiais não chegam em tempo, a qualidade dos treinamentos é insatisfatória, o resultado nos jogos é ruim e a rentabilidade do clube é comprometida.

– Acesso aos estádios: se existe uma descrição de orientações para a acessibilidade do torcedor ao local de jogo, o acesso tende a ser tranquilo; se não, a insatisfação pode gerar afastamento dos clientes; estruturar uma boa entrada e saída dos torcedores das arenas é processo primordial para o êxito de bilheteria dos clubes.

E aí, seu clube já conta com especialistas em aperfeiçoamento de processos, para melhor racionalizar as suas atividades cotidianas? Pensar nisso é algo imprescindível!

* Luis Filipe Chateaubriand é professor universitário em gestão

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