Universidade do Futebol

Entrevistas

25/10/2013

Hely Maia, coordenador técnico da base do Goiás

Goiânia completou 80 anos nesta semana com muitos desafios, inerentes às grandes cidades. O crescimento da população, que atualmente é estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1,3 milhão, é visto de modo positivo, pois ajuda a manter a economia ativa. Mas segundo estes mesmos observadores, a capital ainda não está preparada para atender a todas as demandas de infraestrutura necessárias.

O principal clube da região, que nasceu uma década depois, porém, é tido como referência do que é necessário para se construir um núcleo de futebol eficiente, com claros objetivos tanto no ambiente profissional, quanto no departamento de base.

Desde a temporada passada, o Goiás Esporte Clube desenvolve o que chama de “MCF: Metodologia Científica de Formação de Atletas”. Trata-se de um plano de diretrizes para selecionar, prospectar e captar talentos com mais propriedade. A coordenadoria técnica fica a cargo de Hely Maia.

“Nossa filosofia é toda pautada na tradição histórica do clube. Temos de formar jogadores que consigam atuar no Serra Dourada: com sol quente, apresentando uma capacidade física privilegiada. Nossas equipes são ofensivas, e buscamos sempre atletas a partir deste padrão: técnicos, com bons fundamentos, valorizando o passe”, relata Maia.

Os investimentos científicos na base esmeraldina se intensificaram depois do inédito vice-campeonato na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano. Desde então, miniprojetos de pesquisa em todas as categorias da agremiação foram implementados a fim de auxiliar no desenvolvimento de talentos para o time profissional.

Enderson Moreira, treinador do “Verdão”, que luta por uma vaga à próxima edição da Libertadores da América via Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, tem know-how para potencializar essa ideia. Mineiro de Belo Horizonte, Enderson teve sua formação ligada às três principais forças do Estado – e pelo emergente Ipatinga -, além da equipe júnior do 7 de Setembro, clube conveniado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde se formou e deu os primeiros passos na profissão.

Foi treinador do time B do Internacional e parceiro de Ricardo Drubsby, ex-coordenador das categorias de base do Atlético-PR, de quem colheu muitos dos conceitos de organização e planejamento estratégico vividos em várias comissões técnicas Brasil afora.

“Essa sintonia deve existir para facilitar a transição. O Enderson dispensa apresentações. Ele tem um nível de qualidade no treinamento muito bom. Sempre traz novidades e pouquíssimas vezes repete atividades. E lógico que facilita bastante a integração”, elogia Maia.

“Há uma discussão recorrente sobre metodologia. Ele quase sempre puxa jogadores da base para participar dos treinos com os profissionais. E os resultados do time de cima, claro, credenciam o nosso trabalho, também”, completa o coordenador nesta entrevista à Universidade do Futebol.

Hely Maia falou ainda sobre diferenças culturais vivenciadas pelo Goiás, os prós da localização geográfica da instituição, como se dá a contratação de profissionais da gestão técnica de campo e quais são os gargalos existentes no calendário de base no país.

Confira o bate-papo na íntegra:

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