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Caros amigos da Universidade do Futebol,

Muito já se discutiu no Brasil sobre a transformação de clubes em empresas. Por um lado, isso seria muito positivo ao novo modelo do futebol, por conferir maior transparência e maior segurança para investidores. Por outro lado, os clubes-empresa, que fatalmente são constituídos na forma de sociedades limitadas ou por ações, teriam um maior custo operacional envolvido.

A legislação apropriada, nomeadamente a Lei Pelé, já “foi e voltou” diversas vezes a respeito dessa matéria.

Uma coisa ficou entendida: obrigar os clubes atuais a adaptarem-se ao novo modelo empresarial não funciona. Há muita pressão contrária, principalmente de grandes clubes, que não têm o menor interesse na transformação da atual forma societária do clube, e, ainda por cima, não querem elevar os seus custos operacionais (que não sejam aqueles custos diretamente envolvidos com a contratação de jogadores e técnicos).

Essa discussão geralmente não leva a lugar nenhum, o que ficou comprovado com as idas e vindas da Lei Pelé.

Por outro lado, um outro interessante fenômeno está acontecendo. Devido a um grande interesse de novos investidores no mundo do futebol, diversos clubes estão optando pela transformação, por livre iniciativa.

Investidores bem informados e bem assessorados sabem que o clube na forma de sociedade empresária tem maior flexibilidade para realizar os diversos negócios pretendidos, de forma profissional e organizada.

Nesse ambiente, que acaba sendo favorável para às diversas partes do mercado, incluindo jogadores, torcedores, patrocinadores e mídia, temos que incentivar as transformações. Elas são boas para todos nós.

As autoridades do futebol devem permitir que isso seja viável. Mas, como é óbvio, com a devida atenção para que a transformação do jogo em negócio não deturpe a verdade desportiva e os demais princípios básicos do esporte, como a imprevisibilidade dos jogos, o respeito pelos ascenços e descenços com base em resultados exclusivamente obtidos dentro de campo, etc.

Enfim, temos que não obrigar os clubes a se transformarem, mas incentivar aqueles que assim desejarem, dentro de um ambiente jurídico apropriado às peculiaridades do futebol.

Para interagir com o autor: megale@universidadedofutebol.com.br

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