Universidade do Futebol

Gepeff

24/10/2011

Incidências de gols no futebol nacional e internacional

No futebol de alto nível, cada detalhe pode representar o êxito ou o fracasso de uma equipe (LEITÃO et al, 2003). O futebol é um esporte extremamente complexo, pois necessita de perfeita interligação entre os aspectos físicos, técnicos, táticos, psicológicos que geram componentes fundamentais do atleta (GOMES & SOUZA, 2008; BARROS NETO & GUERRA, 2004) e os fatores nutricionais também devem ser considerados para minimização dos efeitos da fadiga (AOKI, 2002; DINIZ DA SILVA, 2007).

O gol é o principal objetivo desta modalidade esportiva e o seu momento mais marcante. Os gols marcados tornam os jogos atraentes de se assistir e é o fator que pode melhor explicar toda paixão do torcedor por sua equipe e pelo espetáculo em si (DINIZ DA SILVA & CAMPOS JÚNIOR, 2006). Ele reflete o desequilíbrio de um ou vários desses componentes resultantes da preparação da equipe (LEITÃO et al, 2003).

Pesquisas revelam que as chances de gol aumentam no decorrer do tempo (DINIZ DA SILVA, 2006). Se torna cada vez mais evidente a utilização de recursos eletrônicos e da informática para diagnosticar o rendimento técnico-tático nos treinos e jogos, e essas informações cientificas podem auxiliar nas avaliações das equipes e dos jogadores (GARGANTA, 2001).

Podemos observar em todas as pesquisas que a maioria dos gols acontecem no segundo tempo versus o primeiro tempo, nossa primeira informação relevante desse estudo (Tabela 1).

 

As pesquisas indicam que, não importa o nível do evento (nacional ou internacional), ou o país no qual ele ocorre (América do Sul e Europa), o número de gols convertidos no segundo tempo de jogo é maior versus o primeiro tempo.

Todos os estudos buscaram também fracionar a partida em períodos de 15 minutos. Podemos observar que a maior incidência de gols foi convertido nos 15 minutos finais dos jogos, quando comparado aos outros períodos em todas as pesquisas, sendo a segunda informação relevante do nosso estudo (Tabela 2).

 


 

Podemos observar que, não importa o nível do evento (nacional ou internacional), ou o país no qual ele ocorre (América do Sul e Europa), a maior incidência de gols ocorre nos 15 minutos finais das partidas comparados as outras frações de 15 minutos.

O gol é o principal objetivo desse desporto, as equipes de futebol buscam a todo o momento a vitória, que acontece quando uma equipe consegue marcar mais gols que o adversário.

Com essas informações relevantes, a comissão técnica de cada equipe deve trabalhar os componentes fundamentais dos atletas, sejam físicos, técnicos, táticos, psicológicos e nutricionais, para que não haja queda de desempenho e não se entre em estado de fadiga, cheguando no período final em condições ideais para marcar gols e também para não sofrê-los.

Referências

AOKI, M. S. Fisiologia, Treinamento e Nutrição Aplicados ao Futebol. Jundiaí. Fontoura. 2002.

BARROS NETO, T. L.; GUERRA, I. Ciência do futebol. São Paulo: Editora Manole, 2004.

DINIZ DA SILVA, C. Fadiga: evidências nas ocorrências de
gols no futebol internacional de elite.
Lecturas Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, Año 11, n° 97, 2006.
Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd97/gols.htm – Acesso em 26 Abr. 2011.

______________________. Gols: uma avaliação no tempo de ocorrência no futebol internacional de elite. Lecturas Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, Año 12, n° 112, 2007. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd112/gols-uma-avaliacao-no-tempo-de-ocorrencia-no-futbol.htm – Acesso em 26 Abr. 2011.

DINIZ DA SILVA, C; CAMPOS JÚNIOR, R. M. Análise dos gols ocorridos na 18ª Copa do Mundo de futebol da Alemanha 2006. Lecturas Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, Año 11, n° 101, 2006. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd101/gols.htm – Acesso em 26 Abr. 2011.

GARGANTA, J. A análise da performance nos jogos desportivos. Revisão acerca da análise do jogo. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto. Porto, vol. 1, n. 1, p. 57-64, 2001

GODIK, M. A. Futebol – Preparação dos futebolistas de alto nível. Editora Grupo Palestra Sport, 1996.

GOMES, A. G; SOUZA, J. de. Futebol: treinamento desportivo de alto rendimento. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.

LEITÃO, R. A; GUERREIRO JUNIOR, F. C.; ZAGO, L; MORAES, A. C. de. Análise da incidência de gols por tempo de jogo no campeonato brasileiro de futebol 2001: estudo comparativo entre as primeiras e últimas equipes colocadas da tabela de classificação (2003) Disponível em: http://www.unicamp.br/fef/publicacoes/conexoes/v1n2/6_analise.pdf – Acesso em 26 Abr. 2011.

MASCARA, D. I; CHIMINAZZO, J. G. C; FERREIRA, R; OLIVEIRA, L. F. de; LEAL, K.A; SILVA, C.S. da. Análise da incidência de gols no campeonato paulista 2007.. In Anais do XXX Simpósio Internacional de Ciência do Esporte – Mitos e evidências na atividade física e no esporte, 2007, São Paulo. Revista Brasileira de Ciência e Movimento – Suplemento Especial. São Paulo, SP: CELAFISCS, 2007. v. 15. p. 246-246.

MASCARA, D. I; CHIMINAZZO, J. G. C; FERREIRA, R; TRAMONTINA, J; DEL VECCHIO, F. B. Análise da incidência de gols no campeonato paulista 2008 – série A1.. In Anais do XXXI Simpósio Internacional de Ciência do Esporte – Da teoria à prática: do fitness ao alto rendimento, 2008, São Paulo. Revista Brasileira de Ciência e Movimento – Suplemento Especial. São Paulo, SP: CELAFISCS, 2008. v. 16. p. 246-246.

MASCARA, D. I. ; CALICCHIO, L. ; CHIMINAZZO, J.G.C. ; NAVARRO, A. C. . Análise da incidência de gols no campeonato paulista 2009: série A1, A2 e A3. RBFF. Revista Brasileira de Futsal e Futebol, v. 2, p. 42-46, 2010.

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