Influência das inovações tecnológicas nos esportes

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade
Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

O objetivo constante de treinadores e atletas é alcançar a performance máxima. Para isso, além de treinamentos físicos, técnicos, táticos e psicológicos, eles lidam com a inserção de recursos tecnológicos no seu dia-a-dia. Assim, conseguem receber avaliações em tempo real sobre determinada maneira de atuar, e, se necessário, corrigir erros.

Tendo em vista, a abrangência que o tema possui, e as inúmeras maneiras de encará-lo, é interessante centrar-se nos principais aspectos da questão. Para isso, serão apresentadas quais são as influências das inovações tecnológicas nos esportes.

Alguns pensadores apontam que profissionais ligados aos esportes, inclusive ao futebol, como cinesiologistas e educadores físicos, têm sido profundamente influenciados pela tecnologia. Sendo assim, as inovações alteram a maneira como se praticam as profissões e, também, a vida privada. Ainda segundo algumas correntes de pensamento, a inserção de novos meios tecnológicos nos esportes garante melhorias na qualidade final do espetáculo e dos serviços entregues ao público, além de reduzir as tarefas tediosas e, com isso, inspirar ainda mais a criatividade.

No entanto, há certas correntes de pensamento que defendem que a inserção de inovações, principalmente no que se refere à proteção dos atletas, acabou por aumentar a quantidade de lesões. Um exemplo, que foge ao futebol, mas que explicita bem essa tese foi quando da inserção das luvas de boxe. Desde então, os lutadores puderam socar a cabeça dos seus adversários sem quebrar as próprias mãos. O resultado disso foi o crescimento dos casos de lesão cerebral e morte com relação direta aos impactos sofridos. Por isso, é interessante que se avalie bem as possíveis consequências de uma inovação.

Mesmo porque, existem inúmeros aspectos que não são possíveis de se prever quando o assunto é tecnologia. Na época em que foram inventados os microprocessadores, eles surgiram para a salvação do consumo de energia, já que precisam de pouco para funcionarem. Porém, ninguém imaginava que existiriam bilhões desses aparelhos e o microship tornaria-se um dos principais cosumidores de energia. Em relação ao esporte, pode-se pensar essa questão de duas maneiras distintas: a dos competidores e dos não competidores.

No que se refere aos atletas, com a utilização de recursos tecnológicos é possível que se aprimorem as suas habilidades. Principalmente, a partir dos Jogos Olímpicos de Sidiney (Austrália), em 2000, ficou claro o fato de que a atmosfera que existe no esporte prega que a perfeição, a ponto de uma fração de segundo fazer de um atleta um campeão ou alguém que será esquecido rapidamente.

Atualmente, não é suficiente treinar arduamente e dar 100% de si mesmo em um dia de competição. É essencial usar um uniforme com um mínimo de resistência à água ou correr com sapatos equipados com as últimas novidades, e deve-se treinar contra atletas companheiros de profissão e máquinas.

Logo, da perspectiva dos competidores de elite, se o objetivo é se esforçar pela performance suprema, a quebra de recordes e aumentar a eficiência de performance, então a tecnologia está melhorando o esporte. Contudo, quando se fala em “divertimento”, um fator que deve ser levado em conta quando trata-se de melhoria, a abordagem sobre a tecnologia no esporte é diferente.

Atletas estão empurrando os limites pela perspectiva física. Além disso, aqueles que treinam em ambientes menos avançados são menos capazes de competir, o que torna muitos esportes excludentes. A necessidade constante de desenvolver equipamentos, facilidades e técnicas de treinamento, que podem suavizar lesões e, ao mesmo tempo, melhoram a performance, aumenta os custos da preparação de um competidor e, futuramente, exclue aqueles sem acesso a recursos substanciais.

De acordo com o artigo na Sporting Goods Manfacturing Association (2001), em famílias com renda menor do que US$ 40 mil dólares, apenas 49% das crianças são engajadas em esportes; já em famílias com renda entre US$40 mil e US$ 80 mil, 63% das crianças são engajadas; e, em famílias com renda maior do que US$ 80 mil, 73% das crianças participam de atividades esportivas.

A tecnologia mudou o foco do esporte. A performance atlética passou a ser entendida por alguns estudiosos como um grupo de parâmetros físicos (vetor força e aceleração), processos biológicos (pulsação e volume de oxigênio máximo) e estados mentais (preparação ou despreparação psicológica). Os processos físicos e biológicos se emprestam à intervenção tecnológica e, agora, até o treinamento psicológico está se tornando altamente influenciado pela tecnologia (por exemplo: retorno biológico – biofeedback, visualização e treinamento em realidade virtual).

Já os não competidores (espectadores, mídia, anunciantes, etc), geralmente, são beneficiados pela introdução de recursos tecnológicos. Isso porque, tais inovações garante-lhes diferentes perspectivas para assistir a um esporte, além de contar, em alguns casos, com aparelhos que simulem a sua participação e estabeleçam maior interação com o que está sendo assistido.

Contudo, o custo de produção desses programas é passado para os anunciantes, e então os espectadores têm que lidar com o número maior de intervalos comerciais nas coberturas esportivas. Até espectadores que frequentam eventos esportivos são requisitados a esperar enquanto comerciais televisivos interrompem a ação em curso. Isto é especialmente verdadeiro na América do Norte, onde eventos como hóquei, basquete e patinação artística, por exemplo, requerem intervalos extensos para facilitar reclames comerciais.

Sem levar em conta a questão dos anunciantes, a introdução de inovações tecnológicas nos esportes e nos setores que interagem com eles proporciona maior participação do público nos eventos. Por exemplo, uma oportunidade interessante para os fãs são as participações indiretas por meio do conceito de espectador virtual. Por meio de satélites, telefones celulares e tecnologia de sistemas de posicionamento geográfico, os espectadores esportivos podem conectar-se a corridas, usando informação telemétrica, em tempo real. Tecnicamente, é possível olhar para um evento de várias posições e até participar por meio de um barco/carro/bicicleta virtual adicional.

Os treinadores estão em situação semelhante. Hoje, é possível acessar as informações do último treinamento, ferramentas e recursos para os seus atletas. Entretanto, o técnico deve ter conhecimento tecnológico para fazer uso destas propriedades de base tecnológica ou, no mínimo, abundância de especialistas para coletar, conferir e disseminar/fornecer acesso a essas oportunidades de forma atual. Uma vez que tanto os equipamento quanto os especialistas têm um custo substancial, o aspecto da exclusão está mais uma vez presente.

Portanto, tanto para competidores, quanto para não competidores, as inovações tecnológicas apresentam-se como oportunidades latentes. No entanto, os custos mais altos para a preparação e/ou entendimento das novas ferramentas, faz com que as novidades também sejam fontes de exclusão dos menos providos.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email
Share on pinterest

Deixe o seu comentário

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Mais conteúdo valioso