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14/06/2011

Jogador de futebol: produto ou embalagem?

Jogador de futebol: produto ou embalagem? Craque de bola ou de mídia? Verdade ou mentira?

A magia do futebol de outrora, dos grandes jogadores desfilando suas genialidades pelos gramados esburacados e carecas, deu lugar ao futebol de hoje, em que seus “craques”, na sua maioria, são fabricados pela mídia, e o melhor batedor de falta do país do futebol é um goleiro, caramba!

Se fosse naquela época, só pra exemplificar e nada contra o goleiro artilheiro, ele estaria preocupado e orientando a sua defesa para não cometer faltas perto da grande área: já pensou ter que agarrar um “pombo sem asas” do Zico, Airton Lira, Zenon, Eder, Nelinho e tantos outros?
O mundo mudou, o futebol mudou. Não dá mais pra se vender um produto apenas pela sua qualidade. Tem que ter uma embalagem apropriada. Não dá mais pra ser apenas um “produto” Rivelino, Tostão ou Gerson. Tem que vir numa embalagem apresentável, com layout de Beckham, Kaká…

Salvo algumas exceções como Messi, Ganso e Neymar, poderia citar mais alguns outros, que são verdadeiros produtos, o que prevalece nos grandes times são os craques embalagens, bonitos por fora, ótimos atletas, disciplinados taticamente e duvidosos por dentro, alguns até com o prazo vencido (idade), que continuam na prateleira do clube pra chamar a atenção do consumidor (torcedor).

As partidas memoráveis de ontem, dos jogadores que nasciam com talento no DNA, foram substituídos pelos espetáculos de hoje, em que os artistas da bola desfilam seus atributos como verdadeiros atletas, fabricados em laboratórios (muitas vezes por seus agentes/empresários) e expostos na mídia como super-heróis.

Pra se pensar…
 

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